17 de abril de 2013

Trail de Sesimbra

(Espero que estejam confortavelmente instalados, porque a crónica vai ser quase tão longa como a corrida em si, e isso é dizer muito! E também tem uma introdução e conclusão um bocado lamechas. Foram avisados.)

 
Uma coisa boa de andar nisto das corridas e agora, sobretudo, dos trilhos, é o facto de nos levar a conhecer locais novos ou a ver locais já conhecidos com outros olhos, descobrindo caminhos e carreiros que nos levam a miradouros com uma paisagem deslumbrante ou depararmo-nos com pitorescos recantos escondidos, como um segredo bem guardado ao qual poucos felizardos têm acesso. Sesimbra é um local onde já estive por diversas vezes, mas, não fosse ter participado no Trail este fim-de-semana, nunca teria andado por metade daqueles locais, nem descoberto que por detrás do que parece ser um emaranhado de arbustos se esconde um trilho que, em descida íngreme, leva a uma pequena enseada, nem que se poderia escalar por ali uma encosta inteira, praticamente desde o nível do mar.

Claro que, quando conduzia às 07h de domingo a caminho do local da prova, ainda não sabia disto. Sabia que o dia, ao que tudo indicava, iria ser de sol, e sabia também que o trail, ao que tudo indicava, iria ser doloroso. Tendo em conta as anteriores prestações em eventos semelhantes, já me tinha apercebido que os vários anos a morar em prédios sem elevadores não me prepararam as pernas para as subidas. Não me refiro àquelas subidas que, hipoteticamente, poderia fazer a correr, mas sim àquelas em que tenho que elevar o joelho acima da cintura e depois usar de toda a minha (pouca) força muscular para içar o corpo até à rocha seguinte, ou até à próxima saliência mais ou menos estável. Assim como a minha infância, a correr com e dos amigos pelos montes, não me preparou para as descidas inclinadas e de terreno traiçoeiro, que faço ainda com mais travão do que as supracitadas subidas. No entanto, há algo que me atrai para estas coisas, como se fosse um desafio  que a natureza lança aos meus limites, saber se é aquela escalada que me vai fazer desistir, se é aquele curso de água que me vai fazer tropeçar na evolução, se é naquela próxima rocha que me vou sentar e dizer "já chega". Natureza: Desafio aceite!


Claro que esta conversa é toda muito bonita, mas a verdade é que, enquanto conduzia e me perdia nestes pensamentos, estava nervosa. Não tanto pela distância (embora 20km sejam 20km), mas porque é difícil ter noção do que serão esses 20km neste tipo de percursos.

Cheguei passava pouco das 8h a Sesimbra, deixei o carro num descampado a servir de parque a cerca de 200 metros do Hotel Sesimbra Spa, onde seria a partida e onde ainda tinha de ir levantar o dorsal.


Um local nada mau para se iniciar uma corrida, não acham?

Entretanto, por lá, as coisas já estavam a aquecer...

Daqui não dá para ter noção,
mas estava a decorrer uma aula de aeróbica/aquecimento.

Os participantes do Ultra (50km) já tinham partido às 07h, agora apenas andavam por aqui os atletas que iriam fazer os 20km e os caminhantes dos 15km. Foi na concentração junto à partida que acabei por encontrar o João, que, como eu, se iria estrear nesta distância em trilhos, e o Tiago, com uns amigos, que se iria estrear neste tipo de provas (não quero estragar o final, mas acho que os trilhos ganharam um novo fã!).

Quando a partida foi dada, os primeiros quilómetros puxavam um pouco à velocidade, por serem sempre junto ao paredão e ligeiramente a descer. No entanto, como já sei o que a casa gasta, tentei não me esticar muito. Iria ser uma prova de várias estreias para mim: primeira vez a correr em prova com mochila (é verdade, corri com uma mochila de hidratação. Quase que passava por uma pró... Quase!), primeira corrida oficial dos meus Trabuco, e a primeira vez que levei um gel para tomar... Mais sobre este tema lá para a frente.

E porque é que fiz bem em não me entusiasmar logo de início? Porque, numa espécie de ditado invertido dos trilhos, tudo o que desce tem de subir, e as subidas não tardaram em aparecer.


Ia mantendo o João debaixo de olho à distância, de forma a não me atrasar muito, e foi assim, sempre a subir, até ao primeiro abastecimento (água) aos 3,5km. Aqui, por ser ainda muito cedo na corrida, apenas bebi um copo de água e segui sem grande descanso, ao contrário dos abastecimentos seguintes, que servirão para recuperar os bpms, comer, beber e conversar um bocadinho.
Embora neste abastecimento nos tenham tentado animar, lançando a piada costumeira de que "o pior já passou", a verdade é que uma das partes mais desafiantes - e interessantes, verdade seja dita - do percurso, foi logo a seguir. Entrámos por uma zona verdejante, em que tivemos de andar a desbravar terreno por um pequeno trilho entre arbustos e árvores.



Este trilho vai levar-nos até uma encosta onde nos deparamos com um desfile de tortura a subir.

Os pequenos pontos coloridos são pessoas. A subir.
Sim, até lá acima.
 Mas antes, havia que descer primeiro.


Esta foi, na minha opinião (e penso que é geral), a parte mais difícil da prova. A descida era complicada, devido à inclinação do terreno, o que nos obrigava a ter de ir com bastante cuidado para não escorregar e levar alguém à frente, e depois a subida que, bem, dispensa comentários... Só um: auch!

O km5 foi, tenho a impressão, o quilómetro mais lento de toda a minha vida. Mais lento do que há uns 3 anos, quando tive uma lesão no pé e tive de andar de muletas durante uns tempos. Mais lento até, se calhar, do que quando era bebé e gatinhava, mas já não me lembro. Foram 19 minutos de algumas escorregadelas, esforço muscular e esperas. O que vale é que as vistas eram bonitas.

Pequenos segredos bonitos apenas reservados aos mais duros. Ou doidos!
(Um não é impeditivo do outro).

Nesta altura já estava a ficar com bastante calor e, para piorar, deixei de poder parar, com a justificação de tirar fotografias, porque o meu telemóvel começou a bloquear e não conseguia funcionar com a câmara. (Para a ilustração do texto "roubei" muitas das fotos do Tiago mas, como de costume por aqui, haverá mais abundância de palavras do que de imagens, peço desculpa).

Depois desta parte, seguiram-se cerca de 3 ou 4km relativamente pacíficos, que permitiram recuperar um pouco.


Ia mais ou menos com 8km feitos, quando oiço atrás de mim alguém a aproximar-se a grande velocidade, desvio-me e era o primeiro classificado do Ultra. Se para mim eram 8km, para ele já eram 38km, e ia ali a uma velocidade impressionante!
Na esperança de ganhar alguma energia, tomei o gel que me tinham dado para levar. Ora, eu não sou muito adepta de géis, até porque, até ao momento, também não corri distâncias assim tão grandes, ou fiz esforços, que o justificassem. Já tinha provado alguns em treinos, mas não iguais a este. Sei que não se devem fazer testes em provas, mas eu sou assim, livin' la vida loca, e arrisquei. Bom, era uma coisa intragável de tão doce! Acabei por o tomar todo, às prestações, com a ajuda de bastante água. Não sei se me deu energia extra, mas também não me fez mal, por isso tudo bem.

Depois, como que a gozar com o meu sacrifício do gel, pouco mais à frente ali estava ele, o segundo abastecimento.


Este segundo abastecimento estava muito bem composto, com água, bebida isotónica, frutas, marmelada, frutos secos... Acabei apenas por comer uns gomos de laranja, que será a única coisa que irei comer ao longo de todos os abastecimentos, apesar de tudo ter um ar delicioso.
Neste abastecimento estava também o Tiago e o amigo, André, com os quais eu e o João acabámos por fazer o resto da prova.

Agora, a outra estreia: a minha mochila. Não que eu quisesse ou pudesse, mas era impossível aproximar-me sorrateiramente de alguém para os ultrapassar, porque o chocalhar da água anunciava a minha chegada a 50 metros de distância. Reparei que a mochila do Tiago não fazia barulho nenhum, em comparação com a minha, e fomos ali a falar de truques e tipos de sacos que evitam isso. Estamos sempre a aprender. Mas pronto, o ruído também só foi incómodo nos primeiros 19km de corrida. ;)

Cerca do km 11 entrámos numa zona que me fez recordar o cenário daqueles filmes no faroeste americano: deserto, paisagens áridas e desfiladeiros. Pelo menos, o calor que se fazia sentir estava de acordo.

Era só uma pedreira, mas não deixou de ser emocionante.

Aqui está a atleta a correr no "faroeste".


E aqui está a atleta a correr subir no "faroeste".



Mais à frente, novo abastecimento, mais uns gomos de laranja, fotos e conversa, e somos ultrapassados por mais uns participantes da Ultra (penso que, até ao final, passaram por nós os 5 ou 6 primeiros classificados).

Está quase!
Km 14 (aprox.) e a meta "já ali" ao fundo.

Segue-se caminho por um traçado mais complicado, devido à quantidade de pedras soltas e à presença de vários participantes da caminhada, cujo percurso se tornou a cruzar com o nosso. No entanto, à semelhança de como nós fazíamos com os ultramaratonistas, estes desviavam-se para nos deixar passar, que íamos um bocadinho (não muito) mais rápido.

Depois desta descida "quebra-joelhos", como foi apelidada pelo Tiago, entrámos numa zona de moradias "modestas", de onde se podia avistar o castelo de Sesimbra ao cimo.


Nisto, estávamos com 16km feitos. Vira-se o João e pergunta: "Acham que ainda vamos ter de subir ao castelo?". Respondo eu: "Achas?! Nem dês ideias!" (estava na minha fase de humor cansado). Responde o Tiago: "É possível"...

E tanto era possível que foi mesmo.

A subida foi feita maioritariamente a andar, não porque não conseguissemos correr, mas apenas porque não queríamos desrespeitar o limite de velocidade.



Ao entrar nas muralhas, um fotógrafo aguardava-nos de máquina em punho e incitou-nos a correr, para "ficarmos bem na foto". Não sei se ficámos bem, porque ainda não vi o resultado, mas a verdade é que já não parámos de correr, porque a cerca de 150 metros avistámos o quarto, e último, abastecimento: o dos 18km.

Mais uma vez, este abastecimento estava muito bem composto, mas aqui já nem consegui comer, sentia-me cheia de tanta água e laranjas ingeridas e não quis abusar, já que, daqui para a frente, seria sempre a descer a velocidades loucas até à meta (pelo menos era essa a ideia...).

Por falar em velocidades loucas, uma pausa para falar da estreia dos meus Trabuco 14 em prova: Impecável! Confortáveis, autênticas pantufas, e com bom amortecimento. Só já para o fim, nesta descida pelo meio do mato até à meta, é que comecei a sentir uma bolha a querer formar-se no pé esquerdo, o que é normal, devido à força que estava a fazer para travar a passada que embalava neste declive. Como não apanhámos grande lama, nem atravessámos cursos de água, não sei como se comportam em terreno enlameado, ou quando estão molhados. Haverá outras oportunidades! Outro aspecto positivo: pensei que fossem muito quentes, devido a terem um ar acolchoado, mas não. São bastante respiráveis.

Adiante. Esta descida, que me fez ver que estou tão despreparada para descidas pelo mato como para subidas, levou-nos de volta ao paredão junto ao mar que, a esta hora, já estava repleto de famílias a passear, o que tornou esta última parte uma corrida de obstáculos. Com isto, o meu Garmin acusa os 20km e nada de avistar a meta...
Íamos todos juntos, eu ia conseguindo manter-me lado a lado com o Tiago, que teve a surpresa de receber um abraço da filha a cerca de 500 metros do final, um momento bonito, que lhe deu um boost de energia que eu já não consegui acompanhar, terminando a minha prova uns bons segundos atrás dele, seguida pouco depois pelos restantes companheiros de corrida.

Terminei em pouco menos de 3h10, para 20.7 kms de distância, o que é, até à data, o maior tempo que passei a "correr". Mas foram 3h10 que passaram num instante! (Exceto a parte de escalar a montanha, onde os minutos pareceram arrastar-se, tal como eu).

Estamos todos de parabéns, foi uma bela experiência! E eu agradeço a companhia, sem a qual teria tido uns 20km mais complicados, devido às minhas constantes inseguranças e lutas mentais.

Ao cruzar a meta, recebemos uma pequena lembrança em barro (já tínhamos recebido a t-shirt juntamente com o dorsal) e podíamos recuperar com uma massagem, da qual não cheguei a desfrutar, e até uma cerveja fresquinha, que eu não quis (eu sei, como é possível?!) porque já tinha uma pequena pança de tantos líquidos ingeridos. Além disso, tinha outra geladinha à minha espera:

A água!
A ideia era só molhar-me até aos joelhos, mas acabei por molhar-me quase até à cintura, meio de propósito e meio porque calculei mal o tamanho de uma onda...

Muitos outros participantes tiveram a mesma ideia do que eu, e era ver gente semi-despida, e outros completamente vestidos, a banharem-se na praia de Sesimbra.



Foi um dia muito bem passado e, para prenda de anos, não poderia ter escolhido melhor prova! A organização está de parabéns, com o percurso sempre bem assinalado, apoio em determinados pontos da prova, abastecimentos frequentes e sem esgotar comida e, no geral, tudo pessoal simpático e prestável. Recomendo.

Como disse, foi uma manhã que passou a correr (ahah, os trocadilhos que isto permite) e sinto-me uma privilegiada por poder fazer parte de um grupo de pessoas felizardas, que entende a subjectividade do tempo quando conquistamos lugares novos, na natureza e em nós.

É para continuar, sem dúvida... Até à próxima!



24 comentários:

  1. Parabéns pelos anos e pela bela prenda !
    Que a repitas por muitos e bons anos.
    Bj

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  2. Muitos parabéns pelo desafio conquistado!!!

    Tal como já te disse, os trilhos são o teu mundo, aproveita bem! (eu assusto-me quando leio frases estilo "descidas quebra joelhos). Fazia uma dessas e ficava sem correr uns tempos)

    Não percebo quando falas em início e fim lamechas. Tudo o que é dito com sentimento ou emoção nunca poderá ser lamechas :)

    Beijinhos e venham mais! :)

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  3. Parece ter sido realmente uma prova bem fixe :D Quase fiquei com inveja (quase!) das vistas ;)

    Beijinhos e tem um óptimo dia :D

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  4. Parabéns pela excelente prova!
    O relato está 5*, até me senti transportada para os trilhos. E as fotos ajudam a aguçar o apetite :)
    Para o ano quero ver se não falto.

    Já estás grande pró em trilhos, sim sra! ;)

    Beijinhos e boas corridas.

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  5. Gostei muito do relato e das fotos.
    E nesta altura estou mais do que arrependido de não ter participado.
    Fiquei bastante curioso com aquela parte da pedreira, por ser uma paisagem tipo deserto. Mas todo o percurso foi bonito.
    Acho que passava a prova a tirar fotos.

    Beijinhos.

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  6. P A R A B É N S!!

    Medalha de ouro para o resultado alcançado e para a foto dos pezinhos na água!! Adorei!
    Li o post e quando cheguei a essa foto consegui sentir o "alívio" do momento!

    Boas corridas!

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  7. BRU-TAL :)

    Em relação à mochila, o que me ensinaram foi que se enchermos e retirarmos o ar que fica na bolsa, aquilo chocalha menos. Sabes de mais truques? (tirando o meter algodão nos ouvidos ;))

    Para o ano, estou lá batido :)

    Bjs

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  8. O teu aniversário foi no dia da prova?

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  9. Excelente relato Rute. E fizeste uma prova muito boa. A minha aceleração no final foi para vos poder (a ti, ao André e ao João) fotografar à chegada. ;)
    Beijinhos.

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  10. As paisagens são mesmo de cortar a respiração. E o teu texto... já disse que adoro a maneira como escreves. Beijo

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  11. João: Por isso é que considero estas descidas tão difíceis como as subidas... é preciso técnica que ainda não domino. :) Eu digo "lamechas", mas é isso... ;) Beijinhos e obrigada!

    Joana: Para a próxima vou-me esforçar para ficares totalmente com inveja... :p Beijinhos

    Isa: Ahah, sim, pró... :) Agora é continuar a descobrir novas paisagens! Beijinhos

    V.: Foi diferente, nunca tinha estado em nenhuma pedreira, quanto mais correr! Sim, podias na boa terminar a prova com centenas de fotos, valia a pena! Beijinhos

    Run: Foi mesmo um alivio! Acho que vou lançar uma petição para que este tipo de provas termine sempre junto ao mar ou um rio... ajuda à recuperação imediata! ;) Beijinhos

    Bluesboy: Sim, o Tiago também me disse isso. Depois há outro tipo de bolsas em que resulta melhor (a minha é de rosca). Num dos próximos treinos já faço o teste! Por via das dúvidas, levo auriculares... ;)
    Apesar de um pouco caro, é um trail que vale a pena! Beijinhos

    Sílvio: Não, foi na semana anterior... Mas foi como uma oferta-corrida a mim mesma. :) Fizeste anos neste f-d-s?

    Tiago: Ainda não vi fotos oficiais. Já viste alguma? (Falaram em foto-diploma digital da chegada, mas não sei se enviam para o email...) Beijinhos e, mais uma vez, obrigada pela companhia.

    Sweet: Obrigada. É mesmo uma zona bonita. Beijos

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  12. Relato excelente! Até dá para sentir as fragâncias da serra e da maresia!!
    A paisagem é deslumbrante e as fotos estão uma delícia!
    Continuação de boas corridas!
    Paulo

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  13. Paulo: Obrigada. Engraçado referires os cheiros, porque não falei nisso, mas sendo um percurso de serra e mar, dava perfeitamente para distinguir a maresia, no percurso junto ao mar, e depois o aroma a palha seca e pinho, quando entravamos na mata. Boas corridas!

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  14. Ora cá está o relato de que estava à espera...fantástico....até parecia que estava a percorrer esses trilhos tb....muito bom, obrigado. Ahh e parabéns pela prova....3h10? Sem problema, é como dizes, neste tipo de provas não se dá pelo tempo passar, não há a "pressão" de fazer tempos como na estrada, e então se for em boa companhia como foi o caso ainda melhor. E com isto estou ansioso pelo meu próximo trail..
    Se gostas das Trabuco experimenta umas Nimbus na estrada....nunca mais queres outra coisa.
    Beijinhos

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  15. O meu aniversário é no final do mês. A minha irmã é que fez anos no dia da prova. E para quando a próxima prova?

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  16. Carlos: Sim, não havia pressão de tempo, sobretudo para quem estava a estrear-se. Pelo meu Garmin, "perdemos" mais de 15 minutos parados em abastecimentos, mas acho que também faz parte esses momentos de descanso e comida. :)
    Não tarda estás a tornar-te um ultra... Sem stress! ;)
    Costumo usar os 1170 (exceto os que tenho agora) e não me tenho dado mal. Tenho sempre de considerar muito bem o PREÇO/qualidade. :) Beijinhos

    Sílvio: Ainda indecisa entre as Lampas e Mafra (não se pode ir a tudo! Infelizmente...)

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  17. Mais um bom relato! Tenho mesmo que tratar do meu, mas ainda estou cansado... lol

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  18. Ricardo: Lol Não há-de ter sido assim tão mau... ;) Já li o relato do teu amigo mas, ou não dá, ou sou eu que não sei como comentar lá no vosso blogue! (Era só para dizer que os resultados já estão disponíveis, fotos é que ainda não vi nada...)

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  19. Diz lá que isto não é muito mais curtido que correr em estrada!?
    Como eu digo o alcatrão faz mal à saúde!
    Penso que está a nascer uma atleta de Trail.
    Parabéns.
    Beijinhos.

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  20. Gostei do relato e da parte do ditado invertido dos trilhos :)

    Foi realmente uma prova muito agradável, percurso e companhia.

    Concordo contigo na parte das descidas, aliás comentámos isso quando passava o pessoal do Ultra a descer tipo loucos nas zonas de pedra e inclinadas.

    Acho que mesmo com subidas tipo escalada, prefiro subir do que descer.

    Tb vais às Lampas?

    Beijinhos

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  21. Jorge: Claro que é mais curtido! :) São exigências diferentes, mas ao menos a paisagem é muito mais bonita! beijinhos

    João: Estava indecisa, mas agora é provável que vá! Mesmo assim embalaste na descida do castelo, estava a ver que caía para te acompanhar!! :) Beijinhos

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  22. Pfff né? :)

    E era cá um fire que nem queiras saber, porque é que achas que fui dar um mergulho? :p

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