28 de maio de 2013

Corrida do Guincho: Entre Serra e Mar


Ou Doze Razões para Correr pelos Trilhos.


Km1 - Expectativa inicial


Desta vez não estou sozinha, estou entre amigos. No entanto, há sempre uma mistura de descontracção e ansiedade. Por mais provas de trilhos que tenhamos feito, nunca sabemos o que vamos encontrar. 12km em estradão é uma coisa, por carreiros é outra, se tivermos muitas subidas ou obstáculos tudo destabiliza. É impossível prever o que serão estes 12km ou até o ritmo que será possível adoptar
No entanto, como sempre, começamos em piso alcatroado, rolante, uma pessoa entusiasma-se, corre rápido, sente-se bem, e acha que esta vai ser a melhor prova de sempre (no sentido de mais rápida, entenda-se). Nunca dura muito.


Km2 -Variações de terreno


Correr, em recta, pode tornar-se aborrecido. Aqui nunca vai haver esse problema. Saímos do alcatrão entramos em estradões de terra, estreitam-se os carreiros, junta-se relva ou pedras soltas, ramos, troncos e giestas, lama. No melhor dos casos (ou pior, depende da perspectiva), pequenos riachos, seixos e rochas para apoiar os pés em equilíbrio instável. Subidas extenuantes, descidas a pique. Cada curva no caminho é uma surpresa, quer estejamos a adorar ou a detestar o quilómetro em que estamos, sabemos que não vai durar a prova toda, e isso é estimulante.


Km 3 - Obstáculos


Ao dobrar um carreiro, de repente estacamos. Uma fila de gente aguarda, parada, impaciente. Esta situação não é agradável, nem ideal, não estávamos num ponto da corrida em que o descanso "forçado" já  fosse bem-vindo. Atletas põem as mãos na anca, outros mandam bocas, outros piadas, a maioria põe a conversa em dia. Eu tiro fotos.
Quando, minutos depois, chegamos ao local de embate, é uma pequena descida técnica que desemboca num pequeno curso de água. Nem chega a ser preciso molhar os pés. Pousa o pé direito aqui, o esquerdo ali, e obstáculo superado.


Km4 - Factor "surpresa"


Quando pensamos que já vimos de tudo, uma experiência nova. A passada torna-se outra vez mais lenta, temos de ceder e cortar passagem à vez, até entrarmos num pequeno túnel parcamente iluminado por archotes. Não dá para ver onde pomos os pés, mas é enlameado, nem pensar correr.
É mais uma surpresa que estes trajectos nos trazem, e têm sido recorrentes a cada trail. Mesmo quem participou nesta prova o ano passado, não se recorda desta passagem, o que significa que, mesmo repetindo o evento, nem sempre sabemos o que nos está reservado. Não é bom para quem quer comparar tempos com o ano anterior, mas ao menos não há rotina.


Km5 - Mudanças de ritmo


Corre rápido. Embala. Trava a fundo. Sobe a puxar a primeira. Acelera, mete a segunda. Tenta cruzar o atleta da frente pela berma do carreiro. Às vezes ele colabora, outras vezes não. Caminha. Normaliza a respiração. Pára. Tira fotografia. Volta a correr. Acelera. Cansa. Descansa. Respira.
Ritmos certinhos é para esquecer. Já desesperei na espera do km3, agora agradeço o congestionamento na subida, para poder descansar e normalizar a respiração. Pouco depois, um carreiro serpenteia num terreno menos acidentado a seguir às escarpas. Aproveito para ir passando aqui e ali, enquanto estamos em recta ou em ligeira subida, que, nestes casos, é quase a mesma coisa.


Km6 - Entreajuda


Como vamos mais devagar e contemplativos, pelo menos no campeonato em que compito, nesta liga dos últimos, prestamos mais atenção ao outro. Há sempre um comentário ou uma conversa iniciada. Uma senhora atrás de mim dá-me a mão para me ajudar a descer, depois sou eu que a apoio na descida. Sinto que se apoia no meu ombro ainda durante alguns metros, e sigo devagar. Escorrego e quase caio, umas mãos solidárias agarram logo o meu braço e ajudam-me a recuperar o equilíbrio. Está tudo bem? Está tudo bem! Seguimos. À frente a situação repete-se mas, desta vez, a protagonista não sou eu. Está tudo bem? Está tudo bem! Seguimos.


Km7 - O Mar


Acho que dispensa mais palavras.


Km8 - Subidas

Começam as subidas e mais subidas, que culminarão no Muro. Não o famoso "muro" que esgota as reservas de energia dos atletas ao fim de muitos quilómetros, mas um muro físico, de cimento. Dezenas, ou centenas, de metros a penar num inferno pessoal, sadicamente aliviado por sabermos que não somos os únicos a atravessá-lo.  Cada um ataca-o como pode: valentemente a correr, com passadas pequeninas e constantes, a andar, de costas curvadas, cabeça baixa e mãos atrás das costas ou agarradas às coxas e, até mesmo, de "marcha-atrás".
Parede, rampa quebra-costas, queima-coxas, "para que é que me meti nisto", "raios parta  <censurado> da subida" - são vários dos epítetos que se lhe podem associar.
Esta é um exemplo, mas quase todas as subidas em trail são assim. Impiedosas, cruéis, irresistivelmente desafiadoras, um teste à resistência física e, sobretudo, mental. Acredito que as dúvidas passem na cabeça de muita gente, o desespero na cabeça de alguns, mas o alívio, e orgulho, que se sente ao chegar ao fim, quase que chega à alma de todos. Esta já está! Livre, até próxima. Uma de cada vez, é assim que se consegue.


Km9 -Vento



Apesar de todos os cognomes acima atribuídos e, diga-se, igualmente merecidos, soube ontem que a zona da rampa em questão tem o adequado título de Cabeço do Vento.
Este quilómetro não é uma apologia do vento. Vento é do pior nas corridas e neste dia não foi excepção. Estava forte, fustigava, empurrava-nos para baixo nas subidas e travava o nosso avanço nas descidas, atirava-nos poeira e bronzeava-nos com uma camada de pó, enquanto chorávamos os ciscos nos olhos e cuspíamos sabe-se lá o quê, que o vento gozão trazia, como que zombando com os atletas sôfregos de ar.
Mas, quando chegávamos lá ao cimo, por entre terra seca distinguia-se o aroma a maresia, e o vento trazia-nos o som que só as localidades costeiras têm. Abrindo os braços quase que podíamos abraçar o horizonte. É o mais perto de voar, com os pés no chão.


Km10 - Descidas


É o bom de um percurso circular, sabemos que, depois de muito subir, as descidas terão de aparecer eventualmente. Nem todas servem para embalar, ou melhor, nem todas servem para embalar para toda a gente, que há sempre aventureiros destemidos ou sem travões. Começou a parte decrescente da corrida, o pior ficou para trás e agora é desfrutar da paisagem (mas deitando um olho ao chão).


Km11 - Carreiros (single tracks)


A minha parte preferida de todos os trails é esta: carreiros estreitos, pelo meio das árvores, onde temos de ir com atenção a raízes, ramos baixos e silvas. Para quem preserva a vida ou pelo menos o esqueleto intacto, não dá para grandes velocidades. Mas por momentos, com imaginação suficiente, sentimo-nos em exploração numa grande aventura na selva, ao invés de numa pequena mata anexa à localidade.
Distraio-me e faço mais um arranhão na perna, mas não importa, é de pouca gravidade. Passei por pelo menos um outro atleta com uma "marca de guerra" no joelho muito pior. Além disso, estamos quase a terminar, as pernas parece que adivinham e deixam por instantes de sentir o peso dos quilómetros que ficaram para trás. Elas sabem que a meta é já ali.


Meta - Comunhão



A sensação de comunhão, com o ambiente que nos rodeia, connosco próprios, é frequente em estados de esforço físico e, para mim, sobretudo nestas provas que privilegiam o contacto com a natureza. Mas a meta...
Quem, a chegar à meta, apesar do ruído ambiente, das palmas, dos gritos dos amigos, da confusão, nunca experienciou aquele segundo de silêncio, aquele momento em que o pórtico está já ali, nós sorrimos de coração cheio e parece que tudo à nossa volta pára e, quando damos por nós, a linha de chegada já foi cruzada? Isso, meus amigos, é a breve plenitude do esforço e glória, e a razão porque tantos de nós corremos.

Não sei onde as minhas pernas me levarão em futuras corridas mas, por enquanto, estou bem aqui.


PS: Obrigada ao Vitor, por algumas das fotos que ilustram este relato, e aos restantes companheiros de corrida, pela companhia!

27 comentários:

  1. As tuas descrições dispensam fotos, tal é a sua qualidade.
    Muito bom.

    Beijinhos e boa semana.

    ResponderEliminar
  2. Este artigo dava um excelente compêndio de corridas em trilhos.

    Ao contrário de ti, a parte que gostei menos foi a tua preferida, a do Km 11, pela sua estreiteza. A que mais apreciei foi a do km 7 pela sua amplitude.

    Beijinhos e força para mais

    ResponderEliminar
  3. São tão giras estas corridas! Que vontade de ir também...

    ResponderEliminar
  4. A melhor reportagem que já vi sobre a prova!
    MAGISTRAL!
    Vou divulgar.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Anónimo28/5/13

    Bom! Meteu noitada o relato ;o) , mas sentia-se que estava aí ansioso por saltar cá para fora.
    Mais uma reportagem deliciosa! Quem conhece sabe que a prova é mesmo isto. Mas aqui temos mais! Esta escrita transmite, sons, aromas, vivências, emoções...
    Muita gente escreve sobre corrida, as suas corridas, mas não é invulgar resultar em relatos bem intencionados, com informação, muita informação. Informação têm as listas telefónicas, não sei se me faço entender... Parabéns à relatora. Este ano não fui, mas hoje estive lá!!!
    Boas corridas, Pedro

    ResponderEliminar
  6. Muitos parabéns! Mais outra prova que no próximo ano tenho que ir. Acho que 2014 vai ser o ano do "Zé no trail".

    A mim, o que me atemoriza mais são mesmo os single tracks. Tenho a sensação que vão aparecer logo 500 Dean Karnazes atrás de mim a gritar "sai da frente Guedes!".

    Em Julho já desmistifico isto tudo :D

    ResponderEliminar
  7. Parabéns por mais um trail e um por um post muito original e bem escrito. Cada vez que leio os teus reports fico ainda com mais vontade de me inscrever num trail. Boas corridas!

    ResponderEliminar
  8. Vitor: Mas obrigada pelas fotos, fica sempre bem um auxílio visual! :) Estás feito um fotografo profissional dos trails. ;) Beijinhos

    João: Oh, diz lá que não te sentias um explorador no meio dos carreiros envoltos em arbustos? :) Mas sem dúvida que correr no km7 foi mais pacífico, pela envolvência e piso. Beijinhos

    Miss Betterme: Podes sempre começar por uma caminhada, pode ser que fique a vontade para mais. :) Beijinhos

    Jorge: Obrigada! Não sei se está "magistral", assim até fico sem jeito! :) Mas fico contente por gostarem de ler. Beijinhos

    Pedro: Obrigada. Às vezes a inspiração só chega à noite, e há que aproveitar. :) Depois de ficar a conhecer estes trilhos fico sempre com curiosidade de voltar para treinos futuros, pena ser tudo tão "longe"... Boas corridas!

    Bluesboy: No meu caso não há muito "sai da frente Guedes" porque estou na liga dos últimos... ;) Mas, nesses casos, dá-se sempre um jeitinho e encostamos à berma. :) Espero que tenhas uma boa estreia, quero seguir os relatos do ano "Zé nos Trails". :) Beijinhos

    Rui: Se ainda não experimentou está em falta! :) Obrigada, boas corridas

    ResponderEliminar
  9. Dor onde o braço cruza, sabem...mas é inveja da boa:).
    O relato transportou-me quase para lá, quase que dá para sentir o vento, o cisco no olho, o mosquito nos dentes...
    Parece ser uma bela prova, o relato é de certeza.
    Até ao próximo...tenho mesmo que comprar umas sapatilhas de Trail...

    ResponderEliminar
  10. Mais uma excelente reportagem de prova, em que me conseguiste transportar para o Guincho sem lá ter estado (infelizmente).
    Beijinhos e boas corridas.

    ResponderEliminar
  11. jnr: Nem queria pensar em insectos... Ignorance is bliss, prefiro não saber! :)
    É uma prova muito variada, ideal para ter uma experiência condensada de vários tipos de percurso.
    Vai a um outlet, compensa bastante em termos de preços. Boas corridas!

    Tigas: Estarás numa bem próxima, é só recuperares! Obrigada, beijinhos

    ResponderEliminar
  12. adorei :), uma verdadeira foto-reportagem :) tens imenso jeito para isto, sabias?
    quanto à corrida, beeeem, pareceu-me muito complicada mesmo, eu era menina para caminhar o tempo todo!
    beijinho*

    ResponderEliminar
  13. Gosto de relatos assim: todos bem estruturados e com fotos. Fiquei com a sensação de lá ter estado.
    Bom esforço na prova! Beijinhos

    ResponderEliminar
  14. Tralhas: Obrigada. Seria muito feliz como repórter-participante-destacada para os trilhos. :)
    Corrias quando podias, andavas quando tivesse de ser, mas sem parar! Beijinhos

    Sílvio: Torna-se mais fácil ter noção das etapas, quando está assim mais estruturado, é verdade. Mas não é fácil lembrar-me de tudo assim seguidinho! Beijinhos, boas corridas!

    ResponderEliminar
  15. São realmente 12 óptimas razões para correr :D Hoje vou correr para a Quinta das Conchas outra vez, com o tempo mais simpático a vontade de correr volta ;)

    Beijinhos e tem um bom resto de dia! :D

    ResponderEliminar
  16. Adorei a forma diferente e muito original de escreveres o relato =)
    Eu acho que para além de atleta, temos escritora.

    Só não concordo com uma coisa, é quando dizes que quando começa a parte decrescente da corrida, o pior ficou para trás. Para mim foi precisamente o contrário, chegaram as descidas, chegou a parte pior =S

    Grande relato! Sim senhora!

    Beijinhos e parabéns por mais uma prova superada! Boa semana!

    ResponderEliminar
  17. Ó Rute...tu escreves muito bem, gosto imenso de te ler, mas desta vez exageras-te.....BRUTAL!!! Parabéns e obrigado por me teres transportado bem para dentro da Corrida do Guincho.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  18. Jo: Se fosses ao final da tarde um dia ia ter ctg e levar-te o "texto". :) Vê lá isso! Beijinhos

    Isa: Eheh é uma questão de perspectiva. :) Um mix q.b. dos dois é o ideal (mas acho que mesmo assim, prefiro começar a subir e terminar a descer do que o inverso). Obrigada e beijinhos!

    Carlos: Obrigada, graças a ti também "corri" a Geira, por isso temos de ser uns para os outros! lol :) Beijinhos

    ResponderEliminar
  19. Excelente prova e um relato soberbo como é habitual.
    Este formato de relato, quilómetro a quilómetro, é excelente e, se partires para provas do tipo “Ultra de São Mamede”, ou outras do género, teremos matéria para um livro de sucesso!!
    Boas corridas!

    ResponderEliminar
  20. Paulo: :) Fica a ideia! Dessa forma, se um dia tivesse pernas para uma aventura dessas, teria de levar um gravador comigo para ditar as notas a cada km ou kms, para não se perder pitada! :) Obrigada, boas corridas!

    ResponderEliminar
  21. Marcelo28/5/13

    Olá "menina", parabéns por terminares mais uma prova e pelo excelente relato.
    Não fui ter com vocês, para conhecer-vos, porque cheguei um pouco em cima da hora e porque desta vez fiz parte da equipa da Desnível e estive à conversa com eles até à hora de partida, mas fica para a próxima.
    Em relação à minha prova, caí no erro de partir atrás de mais. Não é que seja grande corredor, mas gosto de partir mais ou menos a meio (que coincide normalmente com a minha classificação), mas desta vez atrasei-me e parti quase no fim e como esta prova tem apenas aqueles 400m iniciais no alcatrão, não tive tempo para me posicionar no meu lugar o que me obrigou a ultrapassar o máximo de corredores possível para evitar o engarrafamento no micro-ribeiro. Felizmente quando passei lá ainda não era "hora de ponta", nem aí nem no túnel, que este ano, acho que ainda estava mais escuro do que o ano passado. Aliás, este é o único reparo que tenho a fazer à organização, não sei se alguém chegou a cair mas acho que deviam iluminar melhor o túnel.
    Este ano também achei a rampa do Cabeço do Vento mais comprida e inclinada, alguém andou lá a esticá-la, parecia que nunca mais acabava, o que vale é que já é quase no final, depois foi sempre a correr a um bom ritmo até à meta.
    Fiquei com a sensação que fraquejei mais este ano, acabando por andar em troços que no ano passado fiz a correr, mas ainda assim consegui tirar 3 minutinhos. Das duas uma, ou estou a andar mais rápido ou o ano passado corria mais lento.
    Beijos e boas corridas

    ResponderEliminar
  22. Olá Marcelo: Conhecendo o percurso é mais fácil e já se leva alguma estratégia, como essa de tentar adiantar-se logo de início, que teria evitado uns bons 5min, pelo menos, que se esteve ali parados por um obstáculo tão pequeno.
    O túnel nem é grande, mas com tanta gente a corre-lo ao mesmo tempo, a pouca luz que entra fica bloqueada.
    Olhando as fotos ninguém diz que a rampa é a subida que é. Fiz praticamente toda a andar.
    Corres mais rápido agora, e compensa o tempo que perdeste a andar. ;)
    Bjs, boas corridas!

    ResponderEliminar
  23. Bom dia!Sabes que ontem comentei este post e como o estava a fazer no telele andei para tras sem publicar. Muito motivador quando isso acontece.
    Acho que descobriste "a tua cena". Ve-se que te da prazer isto dos trails.

    Filas numa prova nunca me tinha ocorrido que houvesse. Se fosse para ir ao wc ainda se entendia, mas para descer pedragulhos que dao vertigens e o mais certo seria um grande tombo, nao se compreende muito bem :)
    As paisagens sao muito bonitas e o po pode ajudar no bronze.

    Nao relacionado - eu gosto da Mango e ate se fazem uns achados. O que comprei na zara e um basico um bocadinho por cima do joelho. Por 25euros foi bem bom e senti-me confortavel.

    Ver se publico este antes de apagar.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  24. Anónimo29/5/13

    Parabéns mais uma vez pelo relato.
    De facto quem lê os textos deste blog, sente-se dentro da prova e damos por nós a olhar para o ecran, mas com o pensamento na corrida.
    O texto está lindo, aliás como todos os outros.
    Tive a sorte de estar presente nesta prova, o que desta vez me provoca menos inveja (da boa) do que ao ler o relato dos trilhos das Lampas ou do Raide à Tapada de Mafra. Eu já tinha ideia que essas duas provas seriam boas, mas depois de ler aqui os relatos quase que bati em mim próprio por não ter ido.
    Este foi realmente um mês cheio de trails para "a menina". E nós, sortudos leitores, só podemos agradecer por ter um mês com tão deliciosa leitura.
    Obrigado pela partilha, porque quando o faz assim, está sempre a dar-nos um pouco de si e a ajudar a trazer para a corrida pessoas que... ainda não sabem... mas vão adorar correr. Este também é o título de outro blog que também sigo :) Aproveito para deixar um video feito por mim. Não está grande coisa pois o telemovel ia na bolsa da mochila, mas dá um cheirinho da corrida de domingo.
    Espero que o próximo trail esteja perto; eu garantidamente cá estarei para o ler :)
    Obrigado, Nuno Duarte
    http://youtu.be/IDTke_MpNdw

    ResponderEliminar
  25. Lulu: Desta vez ficou publicado!;) Acho que era para evitar esse tombo que a fila abrandou. :)
    Sim, também acho que descobri a minha "cena". O que é chato, porque agora não me apetece fazer provas de estrada, mas também gostava de ainda bater alguns tempos antigos, que sei que sou capaz... Oh well, não se pode ter tudo! :)
    O bom de ir a este casamento e comer tudo à bruta, é depois poder queimar tudo a correr na montanha... ;) (CLARO que vou levar os ténis, que pergunta...:P) Beijinhos grandes

    Nuno: Este mês foi de facto muito bom, mas não sei se em Junho terei a mesma sorte... As provas são todas muito longe. Talvez faça alguma em estrada, só para não perder a prática! :)
    Pena o "Muro" não ter ficado incluído no vídeo! Talvez se tivesse uma ideia mais aproximada da coisa, do que em fotos. Mas deu para ter uma noção da escuridão do túnel! Às vezes também faço algumas filmagens, mas por alguma razão não consigo fazer upload de vídeos pessoais aqui para o blogue...
    Acho que vi algumas dessas t-shirts durante a corrida, não devemos ter andado longe! :)
    Obrigada por ler e boas corridas!

    ResponderEliminar
  26. UaU...
    ...nem sabia que se podia fazer uma cronica km a km !! :D

    ...levaste um bloco de notas ??
    ...ou um mini-gravador daqueles dos jornalistas ?? ;)


    Parabens , belo relato e bela prova...nice...



    PS:
    ...""aquele segundo de silêncio"" a chegar á meta ??

    ...é um segundo ?? , só ???
    ...para mim parece um minuto , ou mais , depende da "intensidade" e da experiência "corrida" !! :)


    ...""a linha de chegada já foi cruzada???""

    ...é bom cruzar a meta , porque é sempre o ponto de partida para mais !! :P


    bons treinos e boas provas...
    Ajb

    ResponderEliminar
  27. A: Pode-se fazer um relato km a km porque a prova foi pequenina! ;) (Mesmo assim acho que troquei os kms 3 e 4...)
    Como já disse noutro comentário, quando/se algum dia participar numa ultra e quiser fazer um relato do género, tenho de levar um gravador desses. :P Dúvido é que depois tenha disposição, mas isso já é outra conversa...
    Pode ser um segundo ou um minuto, cada um é que sabe da sua experiência e intensidade.. eheh Mas tem de ser mesmo já com a meta ali, porque assim ainda estás em esforço, mas já sabes que vai acabar EM BREVE e já pode saborear a glória!:)
    Obrigada A. Boas corridas...

    ResponderEliminar