21 de maio de 2013

Raide à Tapada de Mafra

O antes

Acordei antes do sol porque gosto de ir com tempo quando não conheço bem a zona para onde vou. Cheguei cedo, o estacionamento é logo ao lado e a secretaria é dentro do Parque Desportivo. Nesta altura ainda estava pouca gente e não tive problemas nenhuns a levantar o dorsal. Meia hora mais tarde e estaria um caos.
No caminho de volta ao carro encontro um senhor que conhecia de outras andanças e descobri recentemente que também corre. E não corre pouco, ia fazer os 42km. Disse-me que o truque era "descansar nas subidas". Embora entenda a teoria, na prática ainda me é um conceito alienígena. É certo que há subidas que só se consegue fazer a andar, mas isso não significa que descanse. As pernas a queimar devido ao esforço e a respiração a descontrolar denunciam-me sempre. Mas anoto mentalmente este conselho, pode ser que um dia me faça todo o sentido.

Parque Desportivo Municipal Engº Ministro dos Santos

A partida

A corrida teria início em plena pista, o que foi uma estreia para mim. Percorríamos uns três quartos da mesma, antes de sair do Parque. Faltam cinco minutos para o início e dirijo-me para o local. Sei que devia, mas nem aqueci. Estou a ficar nervosa, terei de começar devagar e tenho receio de ficar muito para trás e me perder, estou no meio de atletas dos 21km e 42km (os participantes das caminhadas partiam depois), devem ser bons... O que faço aqui? Sei que é porque gosto mesmo disto. Terá de chegar.
No meio de tantas caras pareceu-me ver uma conhecida. Um amigo que se vai estrear, em trilhos, nos 42km. Deve estar tão ansioso como eu, por isso junto-me a ele, que os nervos, partilhados, diminuem (não é um ditado oficial, mas podia).

E às 09h em ponto, aí vamos nós.

Os primeiros quilómetros

Muito rápido. Estou a começar este tipo de prova muito rápido. Para mim. Para o meu companheiro dos 42km é pisar ovos, mas quis poupar-se ao início e fez-me companhia. Acho que o facto de começarmos em pista puxa por nós, é o Bolt dentro de cada um que vem ao de cima.

Cruzámos a vila de Mafra, ainda com pouca gente nas ruas, em direcção ao convento. Umas senhoras em frente ao mercado batem palmas, alguns atletas começam a caminhar nas primeiras subidas. Ainda são pequenas subidas urbanas, são corríveis, não quis andar. No entanto, falo cada vez menos.

Passando o Convento entra-se no Jardim do Cerco. Continuamos sempre a subir, está a ser um belo aquecimento... Passamos pelos jardins, a gaiola das aves, alguns pavões passeiam alheios aos seres corredores que se lhes atravessam no caminho e interrompem o descanso da manhã.

Saímos do jardim e entramos em estradões de terra. As subidas começam a inclinar e são visíveis os efeitos das chuvas dos últimos dias no terreno. Agora é que já não falo mesmo. Tenho de optar, e prefiro a respiração controlada.



Tapada de Mafra

Por volta do km4 tive de insistir para a minha companhia deixar de ser um cavalheiro e continuar em força, aquilo não era velocidade para ele e eu não queria essa "pressão" sobre mim. Além disso, pouco mais à frente seria a divisão dos dois percursos. Fiquei sozinha, mas não solitária, no meio do bosque.

Minutos depois, começo a ouvir tiros! Tudo bem que estávamos a aproximar-nos da zona da Tapada sob jurisdição militar, mas não estava à espera de nenhuma simulação bélica. Ainda por cima, os colaboradores que encontro apontam o caminho para o lado de onde vem o som... Hmmm, não sei se gosto disto.

Mais à frente, a explicação: estávamos a atravessar um campo de tiro, onde alguém praticava a sua pontaria.

Campo de tiro, ao fundinho.

Nesta altura, ia um homem mais ao menos ao meu ritmo. Já nos tínhamos ultrapassado mutuamente algumas vezes, eu passava-o nas subidas, que ele optava por caminhar, e depois ele acabava por apanhar-me nas descidas, onde eu tenho um medo que me pelo de me estatelar. 
Nestas situações é inevitável fazer-se alguma conversa, até porque o homem tinha uma mochila igual à minha, o que eu achei engraçado.
Desta vez, aprendi, e a minha mochila pouco chocalhava. Levei apenas um depósito de 1 litro, o que foi mais do que suficiente, já que os abastecimentos foram frequentes. Sinceramente, a mochila até teria sido dispensável, mas não gosto de ficar dependente dos abastecimentos se ficar com sede e, além disso, quero começar a praticar correr com ela. É confortável e, desta vez que não fazia barulho, até me esqueci que a levava. A ver se falo dela aqui, para quem esteja interessado numa compra dessas.

Claro que o senhor não sabia mas, indo ao mesmo ritmo que eu e tendo a mesma mochila, foi marcado para meu adversário numa competição (saudável). A partir daquele momento foi game on! e que ganhe o melhor (e que a melhor fosse eu ihih). Vamos a isso.

Por volta do km 7, avista-se a separação dos dois percursos. Não tirei foto, mas a subida que se seguia à seta dos 42km era assustadora! Se estivesse inscrita na "Maratona" ainda hesitaria em continuar ou encurtar para metade... (ahah, hesitaria uns segundos, mas não encurtava de certeza!).
Estava a adorar o percurso e, com o passar dos quilómetros, o meu "adversário" deixou de conseguir recuperar a distância nas descidas. Tive de começar a ficar mais atenta à sinalização, já que os atletas da frente rapidamente ficavam escondidos por uma curva ou encosta.

Primeiro abastecimento


Mesa do "pequeno-almoço", a seguir à ponte.

Aos 9,5km, o primeiro abastecimento. Pode parecer uma longa distância para situar o primeiro, mas, não sei se por ser um local com bastantes sombras ou se devido ao facto de o céu estar encoberto, não se deu pelo tempo passar. Até então, só tinha dado um pequeno gole na água  que trazia.

Na mesa, que não fotografei, havia água e sumos, bem como os famosos gomos de laranja, marmelada e barrinhas de cereais. Só comi um gomo de laranja, bebi um copo de água e segui. Geralmente perco imenso tempo nos abastecimentos, o que faz parte, mas hoje ia sozinha e queria ver se conseguia diminuir o "elapsed time" habitual.

Depois deste abastecimento nunca mais tornei a ver o senhor que me acompanhava, que deve ter demorado um pouco mais tempo. No entanto, poucos metros depois sou passada por um rapaz que ia com um belo ritmo!  O abastecimento deve-lhe ter feito bem.

Começam a abundar as subidas, mas começa também a minha parte preferida de todas as provas de trail (e outras) em que já participei.

Meditação em movimento

Estou sozinha. Vejo ao fundo, antes de serem encobertas pela paisagem, as t-shirts dos atletas que me precedem. Atrás, sei que vêm outros que passei ou ficaram no abastecimento. Estou sozinha, mas não me sinto insegura. Qualquer coisa, há ouvidos à distância de um grito. O estradão é corrível, a paisagem é apaziguadora e posso abstrair-me.



Tirei poucas fotos nesta parte, mas guardo as imagens na memória. Acabei de passar um picadeiro onde um jovem montava um cavalo branco, sob o olhar atento do instrutor. No lado oposto, um pequeno veado (?) espreita pela cerca. O meu olhar perde-se com tanto para onde se dirigir. Não cheguei a ver animais em liberdade, embora haja relatos de quem tenha avistado alguns javalis. Se os havia, foram afugentados pelos atletas mais rápidos e já estavam fora da vista para mim. Mas passei árvores centenárias com formas elegantes, pontes em madeira e riachos, muito verde. Estava em paz!
A mente livre, mas o coração debate-se, num misto de querer partilhar esta experiência que merece ser vivida por toda a gente e a vontade de querer guardar este segredo só para mim, com medo que futuras multidões "estraguem" esta comunhão com a natureza.

Nesta dicotomia entre a generosidade e o egoísmo, sigo.



Tenho um breve momento de pânico, porque acho me abstraí demasiado e perdi a direcção. É o problema de ir sozinha, temos de ir extra-atentos à sinalização. Ao longe avisto a seta laranja. Continuo no caminho certo.



Segundo abastecimento

Depois da placa que me obriga a reduzir a velocidade e ir atenta a crianças e animais, passo uma pequena ponte em madeira e chego ao segundo abastecimento. Estávamos cerca do km13 e a partir daí seguia-se no caminho cénico para o céu. Pelo menos era o que  gráfico de elevação dizia.


Estão a ver, diz mesmo no gráfico, não inventei... ;)

Neste abastecimento comi mais um gomo de laranja e um quadradinho de marmelada. Na brincadeira, perguntei ao colaborador se daqui para a frente era sempre a descer. Ele responde: "É pior do que parece!" Eu rio-me, e ele apercebe-se do que disse. Emenda: "Quer dizer, parece pior do que é!!!" E ri-se também.



"A vida é uma escalada, mas a vista é linda"

Tendo analisado o gráfico de véspera, tinha preparado frases feitas, slogans motivadores ou até, em último recurso, um arsenal de asneiras, para estes 4km, mas não foi preciso.

O rapaz tinha razão, era pior do que parecia parecia pior do que era.


Se este é o caminho cénico, não quero morrer ainda.


Tirei algumas fotos nesta altura, embora as nuvens nos tenham agraciado com alguns chuviscos durante a subida. Até isso foi perfeito.

Um atleta atrás de mim, ao ver-me tirar tantas fotografias, pergunta se quero que me tire uma foto. Eu ia lá pôr a minha cara vermelha e suada à frente destas paisagens!... Falámos um bocado, comentários habituais sobre a dificuldade da subida, sobre o estarmos quase a chegar... São clichés, mas gosto destas trocas de conversa nos trails, é o meio termo perfeito entre o tempo sozinha e a companhia dos "colegas de luta" no caminho.

Quase lá.


Mas nem tudo foram rosas, esta parte foi dura. Tive de caminhar durante um bom bocado e mesmo assim custava-me respirar.

Como melhor inspiração, lembrei-me da frase que diz um primo meu, pouco mais velho, e que já teve de ultrapassar "montanhas" muito piores: "a vida é uma escalada, mas a vista é linda".

E era mesmo.


A partir daqui não tirei mais fotos porque era sempre a descer e tinha que aproveitar. Ou, pelo menos, parecia que era sempre a descer, pelo gráfico... Na realidade não foi bem assim, mas não faz mal. Depois de certas subidas, há outras subidas que parecem rectas.

"Olha, vem lá uma senhora"

A 3km do fim, o último abastecimento, onde praticamente já nem parei. Fiquei toda contente porque finalmente avistei um pequeno carreiro, sempre a descer (houve poucos single-tracks neste percurso) e pensei que poderia acelerar um pouco no final, pois estava a sentir-me bem. No entanto, depois da primeira curva, uma multidão: Apanhei com os caminheiros dos 10km à frente! Que grande azar.
Eles até eram céleres a desviar-se, sempre que pedia licença, mas depois do meu momento de trail-yoga solitário, foi um choque ter de estar sempre a anunciar a minha passagem.

No entanto, não me posso queixar porque...

"Olha, vem lá uma senhora!" (Palmas) - É verdade que nisto das corridas as mulheres ainda estão em minoria. Sobretudo nisto dos trails. Mesmo assim, pelo que reparei na linha de partida, ainda eramos umas quantas (grande minoria é certo, mas umas quantas). No entanto, nem imaginam a festa que era quase sempre que as outras pessoas, da caminhada ou apenas a assistir, viam passar uma rapariga a correr. Todos sorridentes, batiam palmas e desejavam força! Até me dava mais pica para continuar a correr, mesmo que a minha vontade fosse de andar, nos troços mais complicados. Quer dizer, estão a desejar-me força, não posso fraquejar agora!
A sério, muito obrigada, pessoas, caminheiros e voluntários de Mafra, tudo pessoal porreiro.

De volta à Vila

Quando saio da Tapada deparo-me já com uma vila acordada e agitada. A sinalização continua impecável (é mais fácil haver falhas nas zonas mais urbanas) mas, mesmo assim, colaboradores em bicicleta indicam-nos o caminho. Continuo a ter de desviar-me dos participantes da caminhada, que invadem os passeios. Opto por correr na estrada, com os devidos cuidados. Falta pouco e acelero.

A meta

Sou alcançada por um senhor que vem com uma óptima passada. Diz-me para ir com ele, mas eu não consigo acompanhá-lo. Já vejo o Parque Desportivo, onde iremos entrar e percorrer o quarto de pista que ficou em falta, até à chegada. Na minha cabeça ia a voar. Aquele piso da pista, depois dos buracos e tropeções do caminho, parecia nuvens fofinhas.


Passei um homem já mesmo quase a chegar à meta. Também não gosto quando me acontece isso a mim, mas não me consegui controlar. Se a meta não estivesse já ali, acho que teria dado uma volta completa à pista, para terminar em grande!

Espectáculo de prova. Terminei a achar que poderia continuar mais um bocadinho mas, o que é melhor, com vontade de fazer mais um bocadão. Não se pode pedir mais que isso.

O resultado

Terminei com 02:29, mas isso não quer dizer nada. Estas 02:29 não explicam as subidas a pique e escaladas por rochas, em que vemos a média baixar para 11 min/km. Também não explicam as descidas em que pouco mais rápido vamos, por medo de sairmos disparados e cair. Não explicam também os quilómetros que fazemos surpreendentemente rápido, para o percurso, sem nos apercebermos, porque estávamos tão embrenhados no momento. Não explicam tudo aquilo que vemos e experienciamos. Não explicam, mas é o que fica no relógio de uma infinitude de momentos, que se vêem assim traduzidos na frieza dos números, tão insuficientes para tanta vida que há nos trilhos.

O bling-bling

No outro dia mostrei-vos a parte de trás da medalha, hoje fica a parte da frente.


Depois, tivemos também direito a um vale de desconto na entrada na Tapada de Mafra. Já estive a pesquisar no site, e aquilo tem sugestões de passeio (sinalizado, com ou sem guia) engraçadas, talvez volte lá em breve. Para quem nunca lá esteve, merece a visita!


Considerações finais

Não sei quantas edições já terá tido este evento (-> falha minha), mas estava muito bem organizado. Era fácil perdermos-nos por todos aqueles caminhos na mata, se não estivesse tudo sinalizado em condições. Para além das habituais fitas, tinha também setas laranja, bem presas a postes e árvores, para desencorajar os furtos brincalhões. Em termos de pessoal, penso que foi a prova com mais colaboradores em que estive, dispersos ao longo do percurso, entre zonas de abastecimento, opções de trajecto, ciclistas a controlar o percurso... Como disse, mesmo sozinhos, não nos sentimos perdidos.

Houve três abastecimentos ao longo de toda a prova e um no final, e isto apenas para os 21km. Não tinham muita variedade, mas tinham mais do que suficiente, inclusive para pessoas que não levassem líquidos ou outros alimentos consigo.

Para um evento com tantas opções de distância - 42km e 21km competitivos, caminhadas de 21km, 15km e 10km - seria de esperar algum caos, que até nem houve. Havia muita gente para levantar o dorsal no dia, mas a partida não atrasou e a Competição e Caminhada partiram separadas. Só de referir aquela zona quase no final onde os percursos se uniram, o que, para quem vem a correr, se pode tornar chato. Se calhar os atletas mais rápidos conseguiram evitar cruzar-se com quem vinha a caminhar, por isso, não se podendo alterar futuramente este pormenor, para o ano só tenho um remédio: correr mais depressa! (Ou fazer os 42km... ;) )

Como eu sou uma leitora incansável e atenta de tudo o que é pormenor técnico acerca dos trails em que participo, o que pode ser bom e mau ao mesmo tempo, reparei que atribuíram um 4 (em 5) de dificuldade física à prova dos 21km. Sinceramente, e olhem que eu sou do mais piegas que pode haver, penso que esta nota tenha sido mais pela distância, que já é considerável, do que propriamente pela parte técnica. Não era um trail muito difícil em termos de terreno e, exceptuando aqueles quilómetros 13-17, as subidas também não eram assim tão significativas (cerca de 500 de D+ no total).

De resto, como nunca usufruo das massagens nem dos banhos, nem fiquei para a entrega de prémios e sorteios vários, não me posso manifestar acerca disso. Mas tinham água quente e casas-de banho limpas no Parque, a dois passos da Meta, o que dá sempre jeito.

Concluindo, para quem estiver em dúvida em relação ao ano que vem: participem!


E como todos nós sabemos que nenhum relato de trail fica completo sem a foto aos ténis enlameados, aqui estão eles (lembram-se deles tão limpinhos e novos aqui há umas semanas?):

Sim, o enquadramento de forma a apanhar a bela t-shirt ao fundo, foi propositado.

Companheiros que ainda não me deixaram mal. Já os passei por água, mas não se vão manter limpos muito tempo, que para a semana há mais!


35 comentários:

  1. Bonito relato escrito da maneira habitual que nos prende de início ao fim.

    A pista no estádio é um local já meu conhecido das 6 belas Corrida dos Sinos

    Parabéns por mais um desafio superado! :)

    Beijinhos e até domingo

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  2. Anónimo21/5/13

    Acompanho os relatos há já algum tempo, mas sem tempo para merecido feedback. Cheguei cá via outro blog especial "Ma que jeto..." e, inegavelmente, este blog é soberbo! Não apenas pelo tema de fundo, a corrida, prazer que partilho, mas pelas emoções,sentimentos e fino humor que brotam em cada linha. Vivências riquísimas são transmitidas, num ritmo vivo, que transforma o mais comum dos momentos descritos em algo que se lê com interesse e boa disposição. Obrigado, corredora da vida!
    Pedro

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  3. João: Então é aqui também que começa a Corrida dos Sinos? Não sabia. Está um belo Parque Desportivo e gostei muito de experimentar a pista! :) Obrigada e até domingo! Beijinhos

    Pedro: Obrigada pelo comentário! É fácil fazer um relato quando gostámos tanto da corrida. Eu excedo-me sempre nos textos, mas mesmo assim tanto que fica por dizer... Quem corre sabe! :) Boas corridas!

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  4. Acabei agora de fazer o Raide à Tapada de Mafra e gostei muito.
    Para o ano vou estar mais atento a esta prova. 2h30m numa meia maratona em trilhos é muito bom!!!
    Parabéns.

    Beijinhos e até domingo.

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  5. Muito bem. Menina corajosa, menina vitoriosa!

    Conheço a Tapada, já lá fiz umas caminhadas e sim, vale a pena visitar sempre. Sempre! Em alturas diferentes do ano, sempre agradável!Tanto quanto sei, o Trail foi a 1ª edição e bem tentada estive para participar mas neste fim-sem seria muito complicado e acabei por não ir. Mas para o ano, ainda mais com toda esta tua descrição, se puder, não vou querer faltar!

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  6. Sobre o facto de não teres visto animais à solta...parece-me normal, pois a Tapada estaria invadida e pessoas a correr não é propriamente a melhor forma para vermos os animais em liberdade. Com a agitação, devem ter-se todos escondido :)

    Nas caminhadas que lá fiz...com calma e em silêncio, a aí sim, vimos animais à solta: veados, javalis... e aves... mas temos de seguir em silẽncio, em perfeita comunhão com a Natureza mas no Trail deve ser como dizes: com toda a gente que passou à tua frente...já os bichos se refugiaram todos...à espera que voltasse a calmaria.

    Mas volta lá em Caminhada...e vais ver como será diferente e terás oportunidade de ver os bichinhos

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  7. Bonito relato! Gostei muito!

    Fico com o coração despedaçado quando olho para a foto dos ténis!!

    Por outro lado, é para isso que eles servem! Mesmo sujos continuam liiiindos!

    Boas corridas!

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  8. V: Só para veres como o percurso não era assim tão "mau" (bom). Corria-se geralmente bem, como no das Lampas. Obrigada! Para o ano pode ser que já andes por outras distâncias.. ;) Beijinhos

    Ana: Sim, foi o que achei, era muito movimento para os animais se sentirem à vontade. Em passeio é provável que se vejam alguns. São duas visitas diferentes, que valem a pena complementar-se: a correr e a andar. Obrigada, beijinhos!

    RBR: Tem de ser! Assim ficam com mais "personalidade"... ;) Beijinhos

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  9. Essa era uma prova que eu gostaria de ter feito.
    Tenho muitas memórias dessa tapada, pois fiz a minha recruta na escola prática de infantaria -EPI- entrada para o inferno como nós diziamos, em 1990. Foram 15 semanas a correr por essas matas e ví sim, muitos animais selvagens.
    Como na altura ainda não corria regularmente , foi marcante.
    Para o ano, se for possivel , irei participar ...
    beijos

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  10. Não, a Corrida dos Sinos não começa na pista mas sim junto à entrada do Parque Municipal (assim aquecemos pelo belo e extenso parque). Termina sim é na pista e com as bancadas normalmente cheias de pessoal a aplaudir e uma banda a tocar. É sempre muito agradável :)

    Beijinhos à grande "trilhista" (acho que acabei de inventar uma palavra...)

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  11. Sam: Se tens memórias da Tapada ias gostar. Não sei estará muito diferente de há 23 anos, só conhecia a zona do jardim. Penso que irias gostar de fazer os 42km, para o ano marca a data na agenda! Beijinhos

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  12. Marcelo21/5/13

    Parabéns pelo relato e pelo tempo, 2:30h para 21km em trail com 500 D+ é um excelente resultado. "Respondendo à tua resposta" do João Lima, os Sinos apenas acabam aqui, infelizmente o início é na Avenida perto da entrada do estádio.
    A ver se no Domingo, na corrida "Entre Serra e Mar" meto-me com a vossa equipa (é a 4 ao km, certo?) para ter com quem conversar no pré e pós corrida, é que normalmente vou sozinho para as provas realizadas na zona de Lisboa e assim sempre dá para também exercitar a lingua :)

    Beijos e boas corridas
    Marcelo

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  13. Muito bom, estás em grande.
    Bem, lá vou eu ter que me meter numa coisa destas. ;)

    Beijos!!!

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  14. Não conheço a Tapada de Mafra, o que é uma vergonha porque já fui várias vezes a Mafra (o Pedro tem lá família!). Parece um sítio mesmo bonito :) Como sempre a tua descrição deixou-me mesmo nas nuvens, tens um jeito impressionante para nos transmitires sentimentos e emoções :)

    Beijinhos e tem uma boa noite :D

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  15. Uau! Com um relato assim é quase impossível não ficar com vontade participar para o ano (e entretanto ficarmos-nos a roer de inveja) :) Parabéns pela prova e pelo "extenso" post!

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  16. Grande Rute...belissimo relato e excelente prova. Já reparas-te que andas a aumentar as distâncias e agora 21kms saõ feitos com alguma facilidade? Chegas ao fim e o corpo pede mais? Estás a evoluir e a gostar...nota-se na forma como escreves. Pensa seriamente na Geira Romana 2014 (na Ultra) ...tens um ano, para ir treinando e aumentando as distâncias....tu tens capacidade para isso.
    Gosto de ver essas sapatilhas sujas :D
    Beijinhos

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  17. João: Já li "trilhista" em algum lado, deve existir! ;) (Versão portuguesa de trailer??) Beijinhos

    Marcelo: Algumas descidas acabavam por compensar um bocadinho, senão teria levado mais tempo! Vamos ver se no domingo dá para fazer o mesmo! Então até lá! Bjs e boas corridas

    Pedro: Para a próxima tem de ser um "médio-alto"! :) Beijinhos

    Joana: Um dia ainda te convenço a juntares-te numa corridinha pequenina! Às vezes faço receitas das tuas, por isso é justo! :P Beijinhos

    Rui: Obrigada! Realmente "excedo-me" um bocadinho nas palavras :), mas gosto de ficar com quase tudo registado, para recordação.

    Carlos: Obrigada! Calma!:) Eu gosto muito, mas ainda custa!! ;) Tem de se ir aumentando os kms aos poucos, para as pernas não se aperceberem... :) Não sei se para o ano, mas fiquei com vontade de participar pelo teu relato! Beijinhos

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  18. Parabéns pela prova e pelo relato.

    A medalha é gira :)

    Bjs

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  19. Bluesboy: Gostaste do bling-bling? ;) Está bem representativa do evento. Obrigada, beijinhos!

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  20. Pois...2.29 em 21km num Trail... Nã, ainda não é para mim ( 1.10 nos 10k de Sintra ou 1.04 nuns 10k em Monsanto) mas mais uma para a agenda do ano que vem:)
    Como já é habitual o relato está soberbo.

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  21. jnr: Não te esqueças que nessa de Sintra foi quase sempre a subir. Nesta prova subias muito, mas depois também tinhas descidas para descansar (sim, que eu ainda "descanso" nas descidas e não ao contrário!). Por isso, se fazes esses tempos nesses locais difíceis, é começares a fazer treinos mais longos e depois já podes experimentar um trail maiorzinho. :) Obrigada, bjs

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  22. Rute,
    Como já deves de ter reparado, os comentários em geral são um elogio muito positivo!! à maneira como consegues dar vida, cor, sentimento, emoções...a coisas que não aparentam ser assim tão apelativos = andar no meio do mato e dos tiros!!!
    Li tudinho e senti como se estivesse lá, mas ao mesmo tempo, como se estivesse a assistir a um filme.

    Sim! as mulheres continuam em minoria e não consigo deixar de me emocionar quando alguma enfrenta esse desafio do desporto juntamente com os homens. Numa altura destas, isso já deveria ser "normal", mas ainda não é!

    Dedicação e Glória - tiveste isso tudo...parabéns!

    Beijinhos grandes!

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  23. Preferia ter ido a esse trail do que ter ido a Sintra! Gosto mais de distâncias maiores e em terra batida! Parabéns pelo bom tempo! Beijinhos

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  24. Excelente prova!

    Eu tive na segunda etapa do BES RUN um cheirinho a trail e não posso dizer que tenha gostado. Principalmente porque não estava à espera e por ter achado aquilo despropositado.

    Mas depois de ler estas crónicas até fico com uma certa vontade.

    Boas corridas!

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  25. A menina não corre .. levita sobre os trilhos enlameados :D
    E é realmente feliz! :) Parabens e continua!
    Beijo como diz o carlos .. geres e serra d arga esperam por ti :) eu para 2014 tenho o sonho de fazer uma prova de 100km ehheh lool

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  26. Lulu: Aww, obrigada! :) Mas como assim, andar "no meio do mato" não é apelativo? :P É a melhor parte! :)
    Como tem sido um ano de mudanças em todos os aspectos, acho que agora também estou a descobrir um novo caminho e uma nova força que gosto muito. Beijinhos grandes, e temos mesmo de nos encontrar!!

    Sílvio: Foi pena teres de estar a trabalhar, para o ano acrescenta esta prova à lista! Beijinhos

    Luís: Pois, não sabendo o que se vai encontrar pode ser um choque. São tipos de corridas diferentes, nestes trails até é esperado que se ande (houve quem se queixásse que era muito corrível, e que assim "não é trail"!). Como vês, há para todos os gostos! :) Boas corridas

    Fernando: Levito e deslizo... ;) Provas de 3 dígitos já um desafio muito à frente, boa preparação a caminho desse sonho! :) Eu não faço previsão, mas vou aumentando devagarinho os kms (e d+) felizes, logo se vê onde me levam. :) Beijinhos

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  27. Que belo relato da prova e que fotos maravilhosas. Será sem dúvida um trail para fazer em 2014. Nota-se em cada palavra que escreves a alegrias que os trilhos te trazem.
    E acho que continuas muito corajosa em ir para os trilhos sem (pelo menos) meias compridas ou perneiras, devido à grande probabilidade de haver encontros imediatos entre as nossas pernas e algumas silvas, ramos, etc. por esses caminhos fora.
    Beijinhos e boas corridas.

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  28. Tigas: Por acaso fiz uns arranhões numa perna, mas nada de mais. Era sobretudo estradões, por isso não houve problema. Tenho de comprar umas meias de compressão melhores ou, pelo menos, que não sejam tão quentes. Obrigada e beijinhos! Melhoras rápidas

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  29. Parabéns por esta "cronica" , está excelente de ler.

    e que belas fotos , sim senhora...


    ...adoro a foto dos ténis !! ...são mesmo muita loucos !! ;)
    ...(nice enquadramento) EDDeG !!


    ...e claro , parabéns pela participação e por acabares tão bem e com essa fantástica disposição ! :) ...e belo tempo final , parabéns !!

    ajb

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  30. A: Os meus Trabuco são lindos e ainda ficam melhor assim. :)
    Do tempo final: não subi a nenhum pódio, mas fiquei contente com o meu resultado na mesma.. :P
    E, atenção, tive direito a uma das melhores fotos de corrida DE SEMPRE! Não é para todos... ;)
    Obrigada, bjs.

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  31. PARABÉNS!
    Mais um desafio superado :)

    Adorei as fotos. Estão lindíssimas!
    Deve ter sido uma experiência maravilhosa.
    Para o ano a ver se não falho esta.

    Beijinhos e até domingo!

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  32. Meinha comprida pelo joelho ou perneira não ou não por enquanto, ok, mas essa meia mesmo assim não é muito baixinha, não entra tudo o que é areias?
    Eu com esse tipo de meias, sem cano, só por andar/correr nuns estradões em Monsanto parece que ao fim de 100 m carrego o Monte comigo!!
    já agora, essa tshirt ao fundo...

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  33. Isa: Obrigada! O sítio facilitava as boas fotos (tiradas com o tlm, à falta de melhor :(... )
    Beijinhos

    jnr: Se calhar num terreno mais arenoso ou pedrinhas soltas pode acontecer... Ainda não tive esse problema até agora, não sei. Mas umas meias ou perneiras de compressão serão uma das próximas compras.
    A t-shirt linda da Corrida do Sporting?? :) Puramente pela mensagem, claro... ;)

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  34. Olha eu era um dos que estava em dúvida para este ano e...vou participar! eheheh Andava à procura de informações sobre este e descobri o teu blog. Decidi dar mais uma oportunidades ao trail, vou fazer os 21km deste e os outros 21km de Sesimbra. Duas provas calminhas que ainda estou a recuperar do trauma do Zêzere.

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  35. Filipe: Vais gostar muito, é uma prova lindíssima e acessível (para recuperares do trauma :D). Bjs

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