8 de agosto de 2013

Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos

Estou sentada num café, em conversa com uma amiga, enquanto faço tempo para o início da prova. Vejo entrar um cavaleiro dos tempos medievais, cinturão e botas de couro, peças em napa, casacão de pele, escudo empunhado no braço esquerdo. À minha volta ninguém parece notar a estranheza de tal personagem, como se fosse um cliente comum a frequentar uma qualquer taberna das lendas arturianas. Pára durante uns segundos sob o beiral da porta, como que a hesitar ou a criar suspense numa cena de tensão. Por momentos, quase que penso que o ouvirei gritar "Freedooom!", ao melhor estilo de Braveheart, mas não. Leva a mão ao bolso das suas calças rústicas, saca de uns quantos trocos de um desapontante cunho moderno, dirige-se à máquina e tira um maço de tabaco.
Trata-se de um episódio de choque de épocas e culturas apenas explicado pela convergência das datas. O UTNLO e o TNLO realizar-se-ão durante a última noite da Feira Medieval de Óbidos. T-shirts técnicas, coloridas e fluorescentes invadem a Vila e destacam-se por entre uma multidão que assiste a representações históricas. De vez em quando, damas de coroas de flores e vestidos esvoaçantes passam por mim, seguidas de pequenos grupos de atletas de mochilas às costas, meias de compressão e frontais.  

No dia 02 de Agosto de 2013, o meu gosto pela corrida e interesse por cenários históricos uniram-se numa harmonia improvável e eu estava nas minhas sete quintas.

Ao final da tarde, a caminho das muralhas.

É para mim cada vez mais difícil fazer estes resumos de provas. São sempre tantas experiências vividas e pormenores que diferenciam cada participação, que fico perdida no mar de palavras e imagens que quero transmitir. Porque, no final de tudo, corro para criar memórias e escrevo para as recordar.
Comecemos pelo início e uma das coisas que fez a noite: a equipa.

Para prevenir as surpresas e temores que a escuridão pode encerrar, perguntei por aqui se haveria alguém sem companhia que não se importasse de se juntar a mim. Sabia que o Vitor, companheiro de outras corridas, iria participar, mas não posso estar sempre a exigir a sua paciência e disponibilidade, sobretudo depois do que teve de aturar no trail anterior...:) Por isso, fiquei muito contente quando uma rapariga, cujo marido ia fazer os 50km, me disse que também estava sozinha nos 25km, e que os poderíamos fazer juntas. É assim que conheço a Andreia e, já no local da partida, apresenta-se o Marcelo que, apesar de se queixar da sua recente pouca forma, suspeitei logo que era rapaz para nos deixar no seu pó (no bom sentido).

No local de partida, a escutar o briefing inicial.

Às 21h45, 45 minutos depois da partida do UTNLO, damos início à nossa corrida. Há aqui um pormenor engraçado, uma vez que se trata de uma partida simbólica, que nos leva a descer escadinhas e percorrer ruelas da vila, entre aplausos, incentivos e high-fives, durante cerca de 500 metros, até chegarmos à entrada onde se encontra o pórtico.

Local da "verdadeira" partida

Daqui para a frente já é a contar. Não se esqueçam da luz nos frontais, liguem os relógios e gps, ponham esta música, e vamos a isso.

Percorrermos ruas, bairros e jardins, numa mistura de empedrado, alcatrão, terra e alguma gravilha. Aqui, a luz fornecida pelos candeeiros de rua ainda ajudava à visibilidade. Os focos deixavam perceber o pó que se levantava a cada passada e que em algumas partes se torna incómodo. Eu e os companheiros vamos trocando experiências de provas e distâncias, mas não há muita discussão, é ponto comum a paixão pelo trail. Foram uns primeiros quilómetros pacíficos, com o ocasional mini-congestionamento frente a algum obstáculo, antes de entrarmos nos verdadeiros trilhos.

Por volta do km5 sou alcançada por um amigo que estranhei ver ali, tão "para trás". Talvez a obscuridade tenha facilitado a decisão, mas, contrariando o seu andamento habitual, acabou por nos fazer companhia a restante prova, juntamente com os 'médios' que trazia à cabeça e que tão úteis foram em determinados pontos do percurso. Obrigada!

Os frontais no caminho escuro imitam as estrelas numa via láctea de atletas que nos precedem e sucedem. É um efeito bonito. Mais à frente, um aglomerado mais concentrado de pirilampos revela o primeiro grande obstáculo do caminho: uma descida íngreme e muito técnica, por volta do km7. Vejo o Vitor e o Marcelo um pouco mais abaixo. Comigo estão a Andreia e o meu amigo, à minha frente está um homem com a bandeira de Espanha presa à mochila.
Nos 26.30min. que levaremos para concluir o km7, muito por culpa do engarrafamento provocado por esta descida, terei tempo de saber que o casal à minha frente vem de Badajoz e que não tem jeito nenhum não gosta muito deste tipo de inclinação. O piso é seco, incerto, e temos de nos agarrar à vegetação que nos rodeia para evitarmos escorregar. A progressão é lenta. O espanhol à minha frente, solta "c*ños" e "j*der que esto es duro!" Desce com excesso de zelo e cuidado, que contrariam a sua verbalização. Eu acho imensa graça e (toma lá que é bem-feita) tenho a queda mais parva de sempre ao escorregar para trás quando nem sequer estava em andamento. Não me magoei. O espanhol desiste e adopta o sistema de [cit.] "rascar el c*lo"  e faz o resto da descida como se fosse um escorrega, empurrando com as mãos e de rabo quase no chão. É um sistema lento mas eficiente, pelo menos não cai.

Com tudo isto deixei de ver os colegas da frente. Atrás de nós vai uma multidão.

Quando finalmente chegamos ao final da interminável descida e ultrapassamos os companheiros espanhóis, eis que me deparo, juntamente com o meu modesto frontal, na liderança da enorme fila que se tinha formado. A responsabilidade!!
Ainda me aguentei bem durante alguns minutos, era um carreiro definido, não havia muito por onde enganar, mas a vegetação começa novamente a cerrar, há troncos pelo chão, canaviais, e antes que aconteça alguma desgraça (e também porque não estava a aguentar a pressão, pronto, confesso), peço ao meu colega para ir ele à frente a iluminar o caminho. O que é que sucede? Passado uns minutos seguimos o caminho errado... Isto só veio comprovar que o que se diz de "os homens serem melhores com direcções", é mito...

É verdade que as marcações não falhavam, de poucos em poucos metros lá estavam elas, mas eram quadrados reflectores tão pequenos que tínhamos de ir com atenção redobrada para não deixar escapar nenhum. Esta foi a primeira vez que nos enganámos, pouco antes de chegar ao primeiro abastecimento. Não foi mais do que algumas dezenas de metros, mas serviu para perdermos uns bons lugares na classificação. Estou convencida até agora que foi por causa disso que nenhum de nós chegou ao pódio... ;)

Depois de uma boa subida (eu achei que o facto de estar escuro e não se conseguir ver o tamanho das subidas era bom psicologicamente, mas houve quem não tenha concordado), chegámos então ao primeiro abastecimento, apenas líquido, no km8.

O Vitor estava lá à nossa espera, o Marcelo sentia-se bem e continuou. Não sei se conseguiu fazer o caminho todos sem enganos, mas vai acabar por terminar a prova com meia-hora de avanço sobre nós. Parabéns!

Nesta altura já tinha tomado o meu primeiro gel (os géis serão a única coisa que irei "comer" em toda a prova, excepto um pequeno pedaço de melancia, no abastecimento seguinte) e sentia-me com energia. Seguem-se cerca de 6km praticamente planos, em estradão largo, cujos pequenos troços em areia é que me irão lembrar que estamos a correr lado a lado com a lagoa, já que ela estava lá, mas não se via. Nesta altura, em que a necessidade de ir com atenção é menor, irei perdida nos meus pensamentos. O céu está bonito e muito estrelado, só se ouvem as nossas passadas e respiração a quebrar o silêncio da noite e a ocasional cantiga de uma cigarra. Os meus colegas também vão em silêncio. Não combinámos, nem sei o que estaria a passar-se na cabeça de cada um, mas é nesta zona mais fácil, e em que facilmente poderíamos ir na galhofa, que vamos calados. É esta a parte que melhor me lembro em toda a prova, os quatro a correr, lado a lado mas cada um consigo, e outros pequenos pontos de luz que se vão escondendo, ao fundo.

Pelo menos até sermos interrompidos pelo barulho de passadas largas a aproximarem-se. Eram, adivinhem, os amigos espanhóis. Das rectas já gostavam eles! Iam com uma boa velocidade.

Avistamos a luz de fortes holofotes ao fundo. Será já o segundo abastecimento? Não pode ser! Mas era mesmo, mais cedo do que contávamos, um oásis de luz na escuridão circundante, que se alcançava depois de subir uma escadaria em terra e troncos. Este abastecimento, por já ser em comum com o da prova de 50km (km14 para nós, cerca do km38 para eles) estava muito bem servido, líquidos e sólidos, até dava pena estar numa prova e não podermos perder ali mais tempo.

No entanto, a fase seguinte também foi muito engraçada, com vários obstáculos, troncos, ramos e tipo de terreno ao qual estar atento. É nestas coisas que o correr fica em segundo plano, para dar lugar ao aventureiro dentro de cada um de nós, ou, pelo menos, à nossa faceta mais improvisadora e desembaraçada.
Não me recordo bem quando tivemos de cruzar o primeiro curso de água, mas é capaz de ser aquilo que mais vai contra o nosso primeiro instinto. Colocar os pés em águas turvas numa zona em que mal se vê um palmo à frente? Hmmm... Mas fazemo-lo, só custa a primeira vez. Depois, a juntar às cigarras, à nossa respiração e ao som das nossas passadas, vai passar a juntar-se também o chlop-chlop dos ténis. Ao fim de uns quilómetros amaina, pelo menos até à próxima poça.

Nestes quilómetros finais, já de madrugada, em que o cansaço começa a afectar a concentração, enganamo-nos mais uma ou duas vezes, mas tudo coisa de poucos metros, excepto uma situação em que ainda andámos ali um bocadinho às aranhas. Por causa disso, vamos passar algumas vezes pelas mesmas pessoas e, numa das últimas decidas (tinha de ser) ultrapassámos novamente os amigos espanhóis, desta feita, definitivamente.

Cerca do km23, quando já se avistam as muralhas do castelo ao cimo e vamos lançados pelo caminho a fora a confiar na segurança do destino, ouvimos alguém chamar-nos e, ao início, não me apercebo de onde. A voz parecia que vinha de um buraco no chão, no meio do canavial que ladeava o percurso. O caminho não pode ser por ali... pode? (A inocência). Desço e vejo um homem com as pernas submersas até ao joelho em águas turvas, à entrada de um túnel. Estende-me a mão e eu penso "olha que simpático, a oferecer-se prontamente para me ajudar a descer", mas o que ele queria é que eu o puxasse para cima! Dizia que tinha claustrofobia e que não ia enfiar-se naquele buraco escuro. Eu disse: "não há problema, nós estamos aqui, vamos consigo", como se tivesse alguma ideia do que fazer caso o senhor tivesse uma crise claustrofóbica a meio do túnel... Não sei como, mas o meu fraco argumento lá o convenceu e entrámos todos seguidos túnel adentro, com água pelos joelhos.

O famoso...

Esta parte foi a mais polémica de todo o trail e aquela que é mais falada por toda a gente. Um túnel de cerca de 50 metros, com água que cheirava ligeiramente, como dizer isto de forma suave, a esgoto (peço desculpa, foi o termo que me ocorreu sob pressão). Pessoalmente não me fez muita confusão, aparte o cheiro, claro. Tinha confiança que a organização não nos iria pôr a correr em águas que fossem prejudiciais, foi rápido, diferente, e ajudámos um homem a superar o medo de locais apertados. Quase que diria que foi uma experiência engraçada, não fossem condicionantes óbvias.

Saímos do túnel, desta vez o senhor estende-me a mão para me ajudar a sair, e não para que eu o ajudasse novamente a entrar, e seguimos. O terreno é relvado e com buracos, o cuidado que se deveria ter a percorrê-lo é contrariado pela pressa de quem vê a meta ali tão perto. Em grande estilo, já ia lançada para a entrada principal das muralhas, quando me apercebo que o percurso ainda vai dar outra volta. Mau! Mas não eram 25km? Parece que iríamos entrar pela porta dos fundos, e para isso tivemos de seguir o percurso cénico, que incluía um grande lance de escadas escavadas na terra, coisa que as minhas pernas muito gostaram ao fim de 26km.

Passam por nós dois atletas lançados, oiço alguém dizer-lhes: "Quinto e sexto!" Eram corredores dos 50km. Sigo-os como posso pelo carreiro estreito, entramos na muralha por uma pequena passagem e eis que estamos na meta, acabados de passar aquela que, soube depois, se chama a "Porta da Traição".  Houve muitos aplausos. Suspeito que mais por causa dos atletas da Ultra à nossa frente, mas quero acreditar que um bocadinho por nós também.

Muita gente, entre atletas, voluntários e familiares. Ninguém diria que já passava da 1hora da manhã. Uns estão sentados nas muralhas, outros em degraus, comem sopa, fazem alongamentos, conversam. Afinal, para quem tinha ido fazer os 50km, a noite ainda era uma criança.

Um senhor retira-me o chip do dorsal, uma rapariga dá-nos as canecas representativas do evento. Confirma-se, eram mesmo 26km (e mais um bocadinho), não fomos nós que nos enganámos assim tanto no percurso.

Sinto-me bem, nem parecia que tinha corrido tanto. Vou buscar uma sopinha e sento-me onde posso com os colegas. Noto um corte novo na perna, já "desinfectado" pelas sucessivas passagens em água... :)

Despeço-me da Andreia que ainda irá ficar à espera do marido. Conheci-a hoje, mas quero acreditar que partilhar a luz de frontais, e atravessar água suja juntas, une as pessoas. Espero tornar a vê-la, assim como ao Marcelo. Os outros companheiros da praxe, nem é preciso dizer, já sabem que, enquanto houver trilhos para correr, não se livram de mim.

A noite arrefece e temos de ir embora. Fico com pena, para o ano ainda falta tanto...


Vista "dos fundos".

Acho que não há dúvidas, mas caso haja: gostei muito da prova. Se as dúvidas forem em relação a vocês: não tenham, venham para o ano. Mesmo com surpresas menos convencionais (que, compreendo, não seja do agrado de todos), é uma prova que vale a pena.

A verdade é que uma das coisas que me atrai nos trails é mesmo a oportunidade de conhecer e passar por experiências, ultrapassar limites que não tentaria de outra forma. Em que outra situação teria oportunidade de atravessar um túnel com água turva até às coxas? E a questão que se insurge: tendo essa oportunidade, quereria fazê-lo? Mas é essa a beleza deste tipo de provas, nem paramos para pensar, o obstáculo está ali e tem de ser ultrapassado, nem sequer se coloca a opção de fuga.

Poderia perfeitamente passar uma noite de sábado entre família e amigos, um jantar, cinema, conversas. São coisas boas da vida e sempre a prioridade. Mas seria uma noite que se perderia na memória de tantas outras noites iguais. Esta noite, decididamente, não esqueço tão cedo. Saí marcada, suja e, temos de ser sinceros, malcheirosa, mas é daquelas experiências que vejo a surgir em conversa daqui a uns anos: "lembras-te daquela noite quando...?" Tem a força daquelas memórias que perduram, para o bem ou para o mal. O resto levou a água do banho e da máquina (à terceira lavagem).

Corremos para criar memórias, memórias das boas.




25 comentários:

  1. Caíste sem estar em movimento?!? Já da outra vez em Monsanto foi quando tinhas parado no bebedouro. Por outras palavras, é mais seguro ires a abrir! :)

    Pelo texto vê-se que guardaste mais umas quantas jóias no teu baú de recordações. Parabéns ! :)

    Beijinhos

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  2. Como de costume, valeu bem a espera. Um relato muito bom do que foi aquela noite em Óbidos.
    É como tu dizes, foram criadas memórias muito boas.
    Rute, o que eu tenho "aturado" é a tua boa companhia.
    Para 2014 já sabes, é esperar pela meia-noite e fazer logo a inscrição :)

    Beijinhos

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  3. Rute, é claro que adorei o teu relato!
    "Corro para criar memórias e escrevo para as recordar"! Pois tá claro!...mas tem de se ter jeito para as palavras e tu sem dúvida que tens!
    Eu estava lá e vi a cena do cavaleiro, mas achas que o conseguiria descrever como fizeste? Nope!

    Acho que juntar a Feira Medieval e o Trail foi uma boa ideia e acabou por dar mais vida às duas iniciativas.

    Ainda bem que conseguiste uma boa equipa como companhia.

    Eu meti a música dos AC/DC, mas tive de reduzir o volume ou não conseguia a concentração necessária:) Está comprovado que sou lenta a ler e a música acabou antes de conseguir concluir.

    Já vi que conseguiste melhorar o teu vocabulário em Espanhol! e nem tiveste de pagar mais por isso!!!

    Se eu fosse a liderar garanto que se teriam perdido muito mais :)

    Não sentiste fraqueza porque comeste um super lanche :) Eu também comi, mas a seguir ainda fui jantar...e nada de desmoer.

    Pagaram para fazer 25Km, mas a organização foi simpática e ofereceu um bonus de 1Km, por isso não há direito a reclamação.

    Fico muito feliz que tenhas e fiques com boas recordações desta prova.

    Eu certamente que me vou lembrar do dia em que te conheci. E sim! Há memórias que ficam...para o bem e para o mal. O melhor é quando conseguimos tornar memórias que começam mal, em boas memórias :)

    Para o ano lá estarei para te apoiar!

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  4. Oi Rute, ainda estou no inicio da leitura, mas depois de ler que consideras aí uma queda qualquer como a tua queda mais parva, tive que vir aqui num instante lembrar uma queda a beber água de um chafariz qualquer....puummmbaaaaa....
    Agora vou ler o resto....volto já :)

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  5. Obrigado por me levares contigo ao TNLO...muito bom o teu relato - mais uma vez.
    Muito me ri com a cena do homem claustrofóbico e da confiança que lhe destes sem fazer a mínima em que te estavas a meter...muito bom :)
    Para o ano lá estaremos para correr a Ultra.
    Beijinhos e boas férias

    P.S. Acho...e parabéns pela vitória sobre nuestros hermanos.

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  6. O teu melhor relato de uma prova até hoje. Muitos parabéns. Estive em Óbidos este ano graças a ti. Obrigado :)

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  7. João: Ihih! Por acaso eles também comentaram: "mas como é que conseguiste cair se estavas parada??" :) É a adrenalina dentro de mim a querer sair! lol Obrigada, beijinhos.

    V: É isso mesmo, acho que vai haver muita gente a fazer a contagem decrescente para a inscrição! :) Obrigada pela companhia, beijinhos

    Lulu: Muito obrigada pela tua companhia ao lanche, foi muito importante, mesmo que não te tenhas apercebido (mas acho que percebeste...)!
    Nem me fales do super-lanche, à hora de início da prova já estava cheia de fome!! eheh :)
    Estava eu a comentar do Cervantes e mal sabia que ia ter um refresh gratuito de espanhol... ;)
    Foi um dia que terminou com memórias boas, e ainda bem. Beijinhos grandes!

    Carlos: Estava PARADA! Ao menos no chafariz ainda havia justificação do piso molhado... É como diz o João, se calhar é melhor manter-me sempre em movimento! :)
    Por acaso a nova colega Andreia no fim da prova também comentou do duelo ibérico ganho por nós! Olé! ;)
    Neste momento, se me perguntares, eu respondo que SIM aos 50km! Mas vou de férias e pensar com calma no caso... :P
    Beijinhos

    Bluesboy: Obrigada. Para o ano tens de lá estar graças a TI! :) Beijinhos

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  8. Rute muito bom relato, adorei, fiquei ainda com mais tristeza por não ter ido. Para o ano estamos lá!!! Nos 50km :P

    Achei engraçado o "j*der" dos espanhois, por acaso foi a expressão que mais confusão me fez quando passei uma temporada em Espanha. Eles(as) usavam aquilo a cada 3 frases que proferiam e como bom português que era fazia a tradução literal da expressão sempre que a ouvia, depois lá tinha de me relembrar que para eles "j*der" tem um sentido mais suave e educado que a nossa expressão literal lol.
    Enfim, particularidades de duas culturas muito semelhantes mas que não deixam de ter as suas diferenças.

    E agora férias? :D

    Bjs

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  9. Acreditas que dos blogs que eu sigo, deixei o teu post para o fim de propósito?
    Gosto tanto de te ler, pões muita emoção no teu relato. Qualquer dia isto dá um livro de memórias. Disseste "corro para criar memórias e escrevo para as recordar", acima de tudo obrigada por as partilhares, já sabes que a corrida e eu não temos uma relação de muita proximidade, ela não se mete comigo, eu não me meto com ela... mas às vezes dou por mim pensar "e se..." Quem sabe um dia! Beijo

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  10. Olá menina,

    Parabéns pela prova.
    Gostei bastante da tua descrição. Provas noturnas participei em cinco, quatro a correr e uma de bicicleta. Se a correr teve pouca história pois os candeeiros ajudaram a ver bem o caminho, já de bicicleta foi uma verdadeira aventura, acho que podes imaginar.
    Daqui a uns anos :) , quando me fartar de estragar sapatos no alcatrão pode ser que me aventure numa coisa dessas, mas de dia, claro.

    Bons treinos.

    Manuel Nunes

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  11. Mais uma descrição fantastica, consegues fazer com que pareça que estivemos lá (ok tirando a parte do cheiro no famoso tunel).

    Excelente prova, Beijinhos.

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  12. Excelente relato Rute. Passado alguns dias já acho que a prova foi muito fixe. Assim que a terminei a opinião não era a mesma. As travessias que tu chamas "águas turvas" eu chamo de esgoto e os momentos dessas travessias deixaram-me com a moral bastante em baixo.
    Hoje já encaro da mesma forma que tu tão bem dizes em todo o parágrafo que tem "ultrapassar limites que não tentaria de outra forma".
    Beijinhos e boas corridas.

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  13. Estrelinha: Para os 50km, claro! :P Pelo menos até raciocinar bem outra vez... ;)
    Sim, os espanhóis usam a palavra j*der quase como uma vírgula. :) Quando lá estive também gostei muito da expressão "que c*ñaso!", para se referir a uma coisa chata/difícil ou que não se quer fazer. lol (Porque é que é sempre este vocabulário que uma pessoa se lembra melhor?:P)
    Agora 1 semana de férias de Lisboa e 1 mês de férias de provas (mas não de corrida). ;) Bjs

    Sweet: Obrigada. Já fica aqui um grande registo de memórias, quando um dia me quiser lembrar quando era jovem e corria um bocadinho. ;) Beijinhos

    Manuel: De bicicleta ainda é preciso mais concentração e cuidado! Para mim não dava, que eu já vejo mal à noite só a correr à minha velocidade lenta, quanto mais em cima de uma bicicleta... Livra! :) Mas também deve ser engraçado.
    Quando se "reformar" da Maratona fica o convite para um trail! Boas corridas

    João: Obrigada. O cheiro é mais ou menos como ires passear à beira-rio, estar a maré baixa e estares perto de um local de descargas (mais coisa menos coisa!) :P Na altura não se sente muito o cheiro, o pior é o que ficou na roupa e ténis. Beijinhos (de férias?)

    Tigas: "Águas turvas" é eufemismo... :) Tive de lavar os ténis na máquina para sair o cheiro! Mas, lá está, fica a experiência.
    Pelo que ouvi dizer, todos os anos há uma surpresa nova no percurso, este ano, por sorte ou azar, foi este túnel.
    Beijinhos e para o ano lá nos vemos em Óbidos! :)

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  14. Muito mas muito bom, até tive que abrir a janela, tal a intensidade...do relato;)
    Como sou distraído, agradecia que no dia da abertura das inscrições avisasses:), obrigado antecipado.
    Quanto ao túnel...um bónus desses e ainda se queixam, tsst,tsst, ainda serviu para dares uma de boa samaritana.
    As minhas piores quedas de bicicleta foram...parado. :)

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  15. Olá! Um relato magnífico como habitualmente e uma boa prova também! Gostei particularmente da atitude positiva, sinal de que gostas mesmo das corridas de trilhos, do contacto com a natureza, etc.
    Revi-me perfeitamente neste relato, podendo até recordar os cheiros daquela noite, que não foram só os maus, muito empolados infelizmente por muita boa gente!
    Julgo apenas que na vossa prova fez muita falta a maresia e a parte das dunas costeiras, que constituiu uma parte inesquecível da versão de 50km.
    No próximo ano não hesites e vai à grande. Vale a pena! De mais a mais, quem faz 26 e tal também faz 50.
    Boas férias!

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  16. jnr: Obrigada.:) Tenho de ficar atenta para o ano, já nem me lembro bem quando foram as inscrições... sei que me inscrevi no segundo dia e poucos dias depois esgotou!
    Das quedas: usas daqueles sapatos de encaixe suicídas? Tenho um medo disso! :)
    Continuação de bons treinos, está quase! ;)

    P: Há aquela parte que se corre junto à lagoa, mas quase nem dava por ela. Sendo uma zona costeira, e passando nós pelo meio de bosques e canaviais, houve muitos outros cheiros agradáveis que ficaram esquecidos pela surpresa final, infelizmente.
    Dunas numa prova de 50km já deve pesar bem nas pernas...
    E de 26 para 50 ainda é o dobro!!:) Não é brincadeira! Ainda tenho um ano para aumentar kms e ver o que aguento, mas um dia, para o ano ou não, faço-o.;)
    Bjs, obrigada.

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  17. :)
    Si, mas parece pior do que são e esse tipo de quedas aconteceu mais nos primeiros tempos e as vantagens ultrapassam largamente as desvantagens.

    Faltar falta...o resto também falta, estou longe do peso pretendido:-(

    Agora que a temperatura subiu vão ser umas sessões de treino;)

    Continuação de boas férias ;)

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  18. Podes dizer que te é cada vez mais difícil escreveres os relatos das provas em que participas mas, aqui deste lado, é cada vez maior o gosto por te ler. Gosto dos teus relatos e abres o apetite a quem te lê para participar nestas provas ;) Bjs

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  19. Anónimo14/8/13

    Grande desforra a Almonda... Parabéns (três lavagens chegaram?) :) FM

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  20. Fiona: Obrigada. Temos de combinar uns treinos em Monsanto, QUANDO já não estiver calor... :P Bjs

    FM: Obrigada. Depois de passar os ténis duas vezes por água, em desespero de causa foram para a máquina. Problema resolvido. :)

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  21. Sim, vamos deixar passar um pouco mais este calor e depois fazemos um treino conjunto em Monsanto :)

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  22. Anónimo30/10/14

    Estou a ver que não gostaram do túnel.XDTenho pena de ter falhado o trail de 2013, exactamente pelo o facto de trail ter sido diferente do ano de 2012.
    Será que alguém pode dizer onde é que fica esse túnel?
    Quem souber que responda para este email fabioguilherme1989@gmail.com

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    Respostas
    1. Eu gostei, mas este ano já não o incluíram novamente. Não te sei dizer onde fica, porque não conheço bem a zona e era de noite. :) Mas já ficava perto das muralhas, na zona de quem sobe para a Porta da Traição!

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