28 de novembro de 2013

O Dom da Paciência

 
Quando Deus distribuiu a virtude da Paciência eu não devia estar presente. Provavelmente estaria a saltar de nuvem em nuvem, em busca do topo para ver as vistas do céu e, quando cheguei à distribuição, já só apanhei aquela Paciência do fundo do cesto, como as frutas pisadas que sobram depois de um dia de promoção na secção de Frutas e Legumes do supermercado.

Sempre pensei que fosse daquelas coisas que haveria de mudar com a idade, como o dia em que acordei e, afinal, já gostava de comer cogumelos, depois de ter passado toda a minha vida a pô-los à borda do prato, ou com a vivência, como o dia em que dei por mim a defender fervorosamente uma opinião contrária àquela que fervorosamente tinha defendido até então, em temas polémicos. Talvez se trate de uma faceta do próprio carácter e, portanto, seja difícil de alterar, mas uma pessoa vai aprendendo alguns truques. Aprende a controlar a impulsividade, aprende a tentar lidar de forma mais sábia com os interregnos e contratempos mesmo que, para o fazer, precise de respirar fundo cem vezes, mil vezes.

Tudo isto porque, devido à dor no joelho, fui obrigada a abrandar, e isso não me agrada. E não me agrada é eufemismo.  Revolta-me, irrita-me, dá-me volta ao estômago. Não porque correr seja a coisa mais importante do mundo. Correr vem atrás de várias coisas na lista de prioridades da vida, mesmo o atleta mais empenhado o dirá. Mas é daquelas coisas que uma pessoa gosta e habitua-se a ter ali, ao pé de semear.  Corria quando estava chateada, corria quando estava triste, corria porque estava feliz. Treinava ou, simplesmente, corria só porque sim. Era tão simples como calçar os ténis. Era uma coisa garantida. Agora, dou por mim a olhar para quem passa a correr e a pensar "não sabem a sorte que têm". E não sabem, nem eu sabia. Foi preciso passar um ou dois treinos numa prece mental "por favor não doas, por favor não doas" e chegar ao fim contente, apenas porque corri sem dores, para dar valor.

Claro que ainda não estou completamente recuperada. Em vez de pesquisar planos de treino, agora repito esquemas de alongamentos, deixo provas em stand-by e troco contactos de especialistas, só para o caso. Faço-o, porque sei que é a atitude mais inteligente a tomar, mas isso não significa que o faça com gosto ou até que o cumpra com o rigor que deveria. Não ir correr este domingo como já estava marcado, custa-me.

Há coisas piores, dirão vocês. O importante é recuperares. Eu sei bem, são coisas que já eu própria disse a várias outras pessoas. A questão é que todos os conselhos de calma e esperança, que tão sensatamente transmito aos outros, são perdidos em mim.

Quando nos calha a nós, é mais palpável a noção do tempo que passa sem correr. É mais urgente a vontade de recuperar a liberdade que é ter a resposta certa do nosso corpo.
 
 
 
 
Sei que o importante é ser/estar saudável, sei que o importante é a ultra de quilómetros que espero percorrer até ser velhinha. Sei disso tudo, e não deixo de estar grata. Mas agora dêem-me só um momento para ir ali para um canto resmungar um bocadinho e respirar fundo cem vezes, mil vezes. Isto passa.
 

39 comentários:

  1. Anónimo28/11/13

    Olá,
    Já dizia alguém sábiamente "cada lesão é uma oportunidade única de nos conhecermos melhor!"
    E é um facto, embora, invariavelmente, preferíssemos deixar o conhecimento para depois... Mais tarde! Isto é, nunca!
    Mas se aconteceu... paciência! E eis a oportunidade de nos conhecermos melhor esta "característica". O que é, como funciona, o que fiz mal (e fizemos sempre algo mal), porque fiz mal, o que posso fazer para recuperar e, o mais importante, o que posso fazer para, se possível, não ter mais dessa maleita...Há que "ouvir" o corpo e não forçar a nota! E com tempo tudo se resolve.
    Boa recuperação! Pedro

    ResponderEliminar
  2. Francisco Rosa28/11/13

    Muito bom!

    Transmite exactamente o que sinto...

    Melhores dias virao!

    ;)

    ResponderEliminar
  3. Pedro: "Mas se aconteceu... paciência!" - > Lá está, a palavra-chave, a origem deste texto, algo que admiro tanto em quem aceita as coisas com paz de espírito. Não é o meu caso. :) Mas eu sei que vou recuperar, e voltar com nova força, por causa do conhecimento de que falas. No entanto, enquanto durar... é uma treta (-> eufemismo). :)
    Obrigada pela força!

    Francisco: Sim, é ter "paciência". ;) Obrigada e boa recuperação para ti também, força

    ResponderEliminar
  4. Olha Rute, nesse aspecto acho que somos todos iguais. Eu considero-me uma pessoa mesmo muito paciente, a sério...mas quando me toca deixar de treinar ou reduzir por causa de uma lesão (ou outra coisa qualquer) não tenho pachorra, fico mal disposto, resmungão, negativo e ansioso (tudo características que em mim normalmente são o oposto).
    No fim da Maratona do Porto encontrei o Carlos Natividade, figura experiente e respetada do ultra trail nacional....fui cumprimenta-lo e aproveitei para colocar cá fora os meus receios com a UTAM que se realizaria 3 semanas depois...sabes o que me disse? "Faz-se bem, mas tens que ter muita PACIENCIA!!!"
    E esta hein? Nada de ...tens que treinar muito ou outra coisa do género....PACIENCIA....e sabes outra coisa? É verdade...
    As melhoras e que possas rapidamente voltar à normalidade.
    Beijinhos futura colega Mega Hiper Ultra Maratonista

    ResponderEliminar
  5. Querida, podes ter o tempo que quiseres para esbravejar e lamentar a sua lesão no joelho. Mas saiba que estaremos aqui, torcendo e vibrando pela sua total recuperação. Força, menina.
    beijo
    Helena
    Blog Correndo de bem com a vida
    @Correndodebem

    ResponderEliminar
  6. Carlos: É natural que assim seja... primeiro porque já não descarregamos energias na corrida e energia acumulada deixa-nos ansiosos e, depois, é uma coisa que nos é privada. E quando não podemos fazer uma coisa é quando queremos fazê-la mais.
    Mas hei-de fingir paciência até acreditar! Afinal, paciência tem de ser uma virtude dos mega hiper ultra maratonista.... ;)
    Beijinhos, obrigada pela força.

    Helena: Obrigada, "valeu" pela força. ;) Beijos

    ResponderEliminar
  7. Estes tempos de inoperacionalidade são também outras formas de treino. De paciência. Para atingires o pico de forma de um monge budista, talvez demore mais tempo do que o teu treino para uma ultra, mas chegas lá :)

    Bjs e as melhoras

    ResponderEliminar
  8. «Agora, dou por mim a olhar para quem passa a correr e a pensar "não sabem a sorte que têm".» dos tais momentos em que não estamos doentes, sentimos força e esquecemos por que raio é que não corremos. AH! Porque temos uma lesão ... pois.
    E passar pelos "estágios da lesão"?
    Votos de rápidas melhoras

    ResponderEliminar
  9. Adorei a foto do banco.
    Deves ter tido muita paciência para a encontrar.
    Sabes que é nestes momentos que me irrito comigo mesmo por não ter ido correr de manha quando estavam uns belos 3 graus.
    Uns não podem e outros...paciência, vou daqui a pouco ao ginásio...mas tirando o cheiro não é a mesma cousa...
    Olha...faz umas caminhadas, de preferência com boa companhia, dizem que faz bem.
    Deixa lá, Montejunto não foge, nem ...nem...
    Por isso, aproveita o interregno e...
    Olha, esquece, a verdade é esta, é uma SECA ( vinha outra palavra no teclado mas vocemeseses parecem todos bem educados e este é um blogue familiar) não poder fazer o que queremos porque não podemos, mas como diz o outro, we shall overcame, é preciso é, como dizem ainda outros...paciência.
    Usa a bicicleta, passeia...
    E parece que estás a ficar pro nos alongamentos:)
    E da próxima vez que fizeres um post sobre o desgaste das sapatilhas...é porque está na hora.
    Olha e como canja de galinha, já que faz bem às constipações, pode fazer também bem à...paciencia.
    tá quase...

    ResponderEliminar
  10. Com mais de 30 anos anos desta vida, muita paragens e lesões pelo caminho sei bem o que isso é!
    Ainda agora estou parado desde Setembro e fico um mau humor terrível! Quer dizer o mau humor acaba por passar (ou atenuar-se) mas nos primeiros tempos de estar parado não me digam nada!
    Tens a vida pela frente e esse joelho vai ficar como novo!
    Mas isto é tudo bla, bla, bla, porque quem esta parado é que as sente!
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  11. Como eu te entendo!!!

    Termos a liberdade de correr quando e como queremos, é um bem que salta aos olhos quando estamos impedidos de o fazer.
    E nessa altura, não venham falar em paciência e calma pois não dá!
    Só eu sei o que passei por estar 6 meses impedido de correr por ter partido o pé. E que sensação quando o tornei a fazer!

    Correr está naturalmente abaixo de outras prioridades mas ganha uma importância vital para melhor fazermos e encararmos as prioridades mais fortes.

    Força Rute, estou contigo!

    Rápida recuperação

    Beijinhos :)

    ResponderEliminar
  12. É realmente revoltante quando queremos e não podemos. Podia vir para aqui a dizer que o importante sim é recuperares, e para teres calma que daqui a uns dias já estás bem e voltas a correr, mas na realidade sei o que custa e sei o que ainda mais custa ouvir tais palavras. Parece que as lemos e dizemos.. "pois pois, dizes "tu com os nervos".. sabes lá o que é tar para aqui sem poder ir correr".
    Digo só que espero que recuperes rápido.

    Beijinhos Rute :)

    ResponderEliminar
  13. Anónimo28/11/13

    Há muitas formas de viver a corrida e vive-la do lado de fora também é muito bom, como tu já mostras-te noutros post's... Apriveita a pausa para vive-la, respira-la e senti-la do lado de fora... e recupera rápido que nós ficamos deliciados com os teus relatos...;) FM

    ResponderEliminar
  14. Bluesboy: Acho que vou precisar de mais encarnações para atingir esse nível asceta. :) Obrigada, bjs.

    makejetomosso: Ainda estou na fase da raiva, apesar de ter noção que sou culpada de não fazer tudo "o que dizem os manuais". Pode ser que aprenda.
    Obrigada!

    jnr: É um banco de Monsanto. :) Uns minutos antes tinha visto um esquilo, enorme, a atravessar o caminho. É sempre bom quando isso acontece e só o vi porque ia a caminhar. Se fosse a correr te-lo-ia assustado com a minha velocidade avassaladora (estou a tentar focar-me nos pontos positivos) :)
    Depois, quando vieres para aqui falar de Montejunto, só podes dizer que foi um horror. Temos de ser uns para os outros. :)
    Obrigada pela força, é mesmo uma SECA.

    Jorge: Confirma-se que é mesmo um vício e temos todos os mesmos sintomas de quem, por exemplo, deixa de fumar. Irritabilidade, provavelmente ganho de peso... Mas enquanto o outro vício é para largar, este é para voltar sempre.
    Obrigada, beijinhos

    João: Só se dá verdadeiro valor quando não se tem, é sempre assim. 6 meses, imagino!
    Obrigada pela força, beijinhos

    Piolha: Pois, mas o que há-de uma pessoa dizer? As intenções são as melhores! :) E não estou no ponto de me apetecer bater em ninguém :P ihih
    Obrigada, beijinhos

    ResponderEliminar
  15. FM: Sim, há outras formas de viver a corrida e eu até gosto, quando é por opção, não por obrigação! (Típico...) :) Mas vou tentar fazer o melhor desta fase.
    Obrigada pela força.

    ResponderEliminar
  16. Hahaha onde é que eu já vi disto rute?!? Eu que ando nessas fúrias impacientes desde o GTSA bem sei o que isso é...

    Não sei que conclusões já tiraste, se é que tens de tirar alguma conclusão, mas eu da minha parte já tirei a conclusão de que o trail está na moda, é muito bonito, muita natureza, muitos amiguinhos mas no final das contas é um massacre para as articulações e musculatura, bem mais do que na estrada a meu ver, depois o resultado final já se sabe qual é...

    Espero que te ponhas boa rápido e que não desanimes, cuidado com a alimentação porque sem treinar o peso upa upa (eu que o diga lol).

    Beijinhos
    Rui

    ResponderEliminar
  17. Eu também não tenho paciência para nada! À mínima coisa passo-me logo da cabeça. E agora que ando a tratar dos meus problemas de saúde, e no dia seguinte aparece outra coisa e fico logo chateada... Não tenho paciência nenhuma e foi isso que me valeu uma úlcera nervosa.
    Por isso, acredita, tem muita calma e aproveita estes dias mais tranquilos para tratares de assuntos que pudessem estar em stand-by.
    Beijinho*

    ResponderEliminar
  18. Rui: Apesar de ser uma dor que surgiu após uma prova de estrada, não posso dizer que o facto de agora correr mais trilhos esteja isento. Mas acho que há lesões tanto por uma coisa como por outra. Na verdade, até tenho algumas suspeitas da causa, daí querer ir a um especialista, mesmo que fique boa. Mas, sabes, mesmo que ele me dissesse "olhe que os trilhos são piores para as articulações", eu não ia dizer "ah, pronto, então já não corro". Iria antes perguntar-lhe o que poderia fazer para evitar futuras lesões e poder continuar a correr trails. Porque, neste momento, é o que gosto. Certamente não é por estar na moda :), não tenho feitio para isso. lol Até tenho sentimentos dúbios em relação à popularidade do trail, de que já falei aqui... :/
    O que interessa é ficarmos bem! Põe-te fino para 2014! :P Bjs

    Lady V: Olha isso da úlcera... :) Não tenho, mas não é por falta de azias. lol :P
    Obrigada, beijinhos.

    ResponderEliminar
  19. Olá Rute !
    Não vou acrescentar nada ,pois o pessoal aqui já disse tudo o que penso.
    Como diz o ditado... dia a dia, Deus melhora.
    Beijos

    ResponderEliminar
  20. Viste um esquilo porque ias a pastar, desculpa, a passear:)! Diz lá que o dia não melhorou logo?;).
    Realmente quando passo eles fogem logo:)
    bjs

    ResponderEliminar
  21. Olá Rute!
    Quem gosta de correr e já esteve parado por lesão, compreende bem o que te vai na alma. É nessas alturas que nos apercebemos o quanto a corrida nos faz falta.
    Também pode ser devido ao avançar da idade, mas acho que a corrida me deu um pouco mais de paciência.
    Umas caminhadas talvez ajudem a amenizar a falta da corrida e dos trilhos.
    Recupera bem.

    Bjs

    ResponderEliminar
  22. Eu vi que já várias pessoas disseram o mesmo, mas de facto eu não conseguiria explicar melhor essa situação...

    Resmunga à vontade! Isso ajuda... :)

    ResponderEliminar
  23. Sam: Obrigada pela força. Beijinhos

    jnr: Vês, é da tua velocidade avassaladora... :)

    V: Qual idade, foi a corrida que te deu mais paciência, claro. :P Já vou dar uma caminhada este f-d-s, só por causa das coisas. :)
    Beijinhos, obrigada!

    Ricardo: Ajuda sempre. :) Obrigada.

    ResponderEliminar
  24. Já sabes que o melhor a fazer é recuperares... vai descarregando a fúria nas palavras e fica boa num instante! Beijo

    ResponderEliminar
  25. Bem... Estamos as duas a passar exactamente pela mesma fase. Também eu fui forçada a abrandar devido a uma dor no joelho direito que parece teimar em não ir embora, a malandra. Ando por aqui a suspirar por calçar os ténis e poder correr, algo que ajuda tanto à minha concentração e a manter a sanidade mental. Neste momento, ando a emplastros no joelho (ao menos cheiram a pastilha elástica de menta o que não é desagradável de todo ehehe). Caso precises do nome de mais algum especialista diz... Joelhos é comigo ;)

    As tuas melhoras bem rápidas e que voltemos as duas muito em breve para as nossas corridas :)

    ResponderEliminar
  26. LiS: É isso que vou fazendo. :) Beijos

    Fiona: O joelho que me dói também é o direito. Dores nos joelhos é uma chatice... Já chegaste a ir ao algum fisio por causa disso?
    Beijos e as melhoras!

    ResponderEliminar
  27. Compreendo Rute. Estar sem correr custa e não é pouco. É algo que já faz parte de nós e se não corrermos simplesmente não é a mesma coisa.

    Não tarda muito estás aí a correr por esses trilhos fora :)
    Muita força!

    Beijinho grande.

    ResponderEliminar
  28. Paciência, azia, revolta e irritação... tudo isso vai passar e se por um lado são coisas negativas, por outro lado demonstram a força de vontade em querer recuperar e voltar rápido aos treinos... portanto, muita F O R Ç A nessa recuperação. Rápido regresso para voltares a saltar de nuvem em nuvem, aliás, de trilho em trilho :)

    Bjs,
    Nuno

    ResponderEliminar
  29. Rute,

    Correr é um vício (tal como o escrevi no meu blog) e como todos os vícios quando não o podemos alimentar, neste caso correr, sentimos os efeitos da sua dependência, ou seja, ficamos maldispostos, irritados, rabugentos, furiosos mesmo, porque queremos mais do que tudo correr e não o podemos fazer.

    Sei bem o que isso foi quando em julho do ano passado, depois de ter recomeçado a correr, e de ter posto na cabeça que iria fazer a maratona, venho a ficar parado com dores nas costas e descobri que tinha uma hérnia discal.

    Fiquei vários meses parado, a fazer fisioterapia, a fazer ginásio de forma a fazer reforço lombar. Foram meses horríveis, em que sempre que passava por alguém que estava a treinar me apetecia estar ali, e como não podeia só tinha vontade de gritar a plenos pulmões todos os palavrões que me assaltavam a mioleira.

    Depois em fevereiro deste ano lá recomeçei a correr e a coisa começou a correr mesmo tão bem que me empolguei e exagerei na carga e arranjei uma maltita duma canelite.

    Lá veio outra vez o mau humor e a rabugice, mas dessa vez dei cado deles no ginásio a fazer indoor cycling, puxando sempre até aos meus limites, sempre com a noção de que pelo menos manteria a minha forma cardiovascular.

    Um conselho que te dou é poderes fazer algo no entretanto que te compense a falta de exercício, mas mantenha a boa forma e a boa disposição: O chamado cross training - ciclismo, natação, remo, etc.

    Votos de uma rápida recuperação e que possas regressar aos treinos o quanto antes.

    Fernando Varela

    ResponderEliminar
  30. Isa: Não é a mesma coisa, mesmo. Obrigada pela força :) Beijinhos grandes

    Nuno: Enquanto não se corre, caminha-se. Este f-d-s arranjo novo trajecto em Sintra. :) Beijinhos e obrigada por tudo.

    Fernando: Costumo andar de bicicleta, mas agora também estou um pouco na dúvida, por não saber se é bom para o joelho... Talvez reactive a inscrição na piscina. Não é a mesma coisa mas...
    Obrigada pela força, beijinhos.

    ResponderEliminar
  31. Rute,
    Tanto já foi dito sobre isto mas não podia deixar de "cá vir"...
    (Estava muito atrasada nas visitas blogosféricas! (e praticamente só comento o teu blog e o da Joana!))
    Fui hoje dar uma voltinha a pé e na vinda, o meu pensamento principal era: "vou chegar a casa bem depressa...para meter voltaren nas costas!". O problema está lá e quando fica pior, as mãos ficam dormentes, a perna fica apanhada e só penso na sorte que os "que estão bons têm"...mas depois, tenho um momento de lucidez e penso " Lulu, para de ser piegas! há quem esteja bem pior que tu - com limitações físicas bem graves - e faça a vida como se nada tivesse" - e como eu admiro essas pessoas!
    Não obstante, estes momentos fazem-me dar mais valor a pequenas coisas e agradecer todos os dias pelo que tenho.
    Cuida bem desse joelho!...e tens direito a essa pequena revolta :)

    Nota: sabes que mesmo na hidroginástica eu sinto a "torção" no joelho?...mas mesmo assim, está bem melhor do que já teve!, não posso é abusar!

    Beijinhos!

    ResponderEliminar
  32. Lulu: Olá! :) Pois, claro que nos momentos de "lucidez" me envergonho de me queixar quando não tenho assim tantos motivos para isso... Uma pessoa não dá mesmo valor quando está bem! É cliché mas é verdade. :)
    Tu agora tens desculpa, com a "carga" extra ;) e o voltaren também tem sido o meu melhor amigo.
    Uma coisa boa é que não sinto dores nenhumas em mais nenhuma ocasião, só depois de certas corridas. Caminhadas, seja!... :I
    Beijinhos grandes p/2 :)

    ResponderEliminar
  33. ...toca mas é a curar isso como deve ser , e deixar essas "resmungisses" , para os mais velhos :D

    ...e "paciência" tambem se treina , mas nem vou por aí... :P

    as melhoras e bons treinos
    força nisso CcuM

    AjB

    ResponderEliminar
  34. A: Eu sou "mais velha", por isso posso resmungar à vontade! :)
    A paciência até se pode treinar mas, lá está, treino não é tudo... :P
    Obrigada!

    ResponderEliminar
  35. Olá Rute,

    É muito mau ter que parar de fazer uma coisa que gostamos muito. Felizmente (gosto de pensar assim) essa paragem dá-nos a oportunidade para pensar no que perdemos e ao voltar iremos ter ainda mais gosto em o fazer.
    Eu andei cerca de 20 anos sem correr, não por doença, mas por outros motivos onde a preguiça também se inclui. Neste momento olho para esses longos anos e penso que perdi muitos quilómetros de prazer, mas olho para a frente e desejo aproveitar todos os metros que ainda me restam.
    Tenho a felicidade de dizer que nunca tive uma lesão impeditiva, também fico feliz ao dizer que nunca andei em nenhuma prova em que participei, não que isso seja um crime, simplesmente o nome "corrrida" para mim quer dizer isso mesmo, é para correr, nem que seja devagarinho, é esta determinação que nos faz andar para a frente e pelo que tenho lido a ti não te falta.
    É isso que nos faz ultrapassar os obstáculos que vão aparecendo.
    As melhoras.

    Manuel Nunes

    ResponderEliminar
  36. Manuel: O que custa mais nas paragens é depois termos de recomeçar alguns passos atrás, já que há sempre alguma resistência que se perde... E também porque não queremos lesionar-nos outra vez. Mas lá que se volta com renovado respeito e vontade, isso sim!
    Obrigada.

    ResponderEliminar
  37. Rute,
    Em tempos escreveste sobre a perda de resistência em paragens motivadas por lesão, artigo bastante interessante. Também andei a ler mais sobre o assunto e a conclusão que tirei foi se a paragem não for durante muito tempo rapidamente voltamos ao nível em que estávamos, portanto resta repousar e tentar não pensar muito no assunto, o que é difícil, eu sei.

    Manuel Nunes

    ResponderEliminar