20 de novembro de 2013

Trail do Zêzere

O ponteiro grande do relógio avança e completa a nona volta do dia. Cronometrado, o sino que coroa o edifício da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere toca nove vezes. Rotações mecânicas repetidas ad infinitum ao sabor do tempo e que poderiam passar despercebidas de tão certas. Mas hoje não é um dia normal, hoje, um aglomerado de atletas enche a praça e presencia estes segundos em expectativa. Hoje é dia de corrida.
 
Eu olho para o meu relógio, como se necessitasse de mais uma confirmação, ansiosa. Um grupo de corredores, no qual me incluo, rodeia uma senhora pequenina, de caderno na mão, engolindo-a na pressa de passar o controlo zero.
 
 
Estamos atrasados. O tempo não espera, mas a organização sim. São 9h09 quando estamos finalmente todos alinhados para dar início à corrida.
 
Ao microfone, alguém anuncia pormenores sobre o percurso, alertando não se tratar de um trail bom para estreantes, devido à dureza das suas características. Ouvem-se gargalhadas, algumas nervosas. "Ai agora é que avisam?!". Se havia por ali estreantes, nenhum se retirou. Mas ao menos não podem dizer que não foram avisados...
 
Confesso que quando me inscrevi neste trail não estava à espera do que fui encontrar. Pelo que tenho lido por aí, quase ninguém estava. Pensava que seria um passeio tranquilo, nas margens do rio Zêzere... :) É certo que li no site da prova, uns dias antes, tratar-se de um trail de "dificuldade elevada" mas, num momento de fanfarronice, considerei que isso seria subjectivo. Quer dizer, tinha sobrevivido ao Almonda, tinha feito Arga com muito mais facilidade do que estava à espera, quão mais difícil este trail poderia ser? Certo? Tão errado...
Além disso, como sabia que ia um bocado destreinada, nem quis analisar febrilmente o gráfico de altimetria, como habitualmente faço, indo um pouco às cegas, para "não me assustar". Agora, a posteriori, até acho que foi uma benção, embora me tenha valido algumas mortes. É isso: morri e ressuscitei várias vezes durante este trail, é a melhor forma de resumir a minha prestação nesta prova que teve tanto de dura como de espectacular.
 
Normalmente lembro-me das provas que faço quase ao quilómetro. Esta é excepção. Sei que teve subidas assombrosas e descidas brutais e sei que começámos sempre a descer, talvez durante os três primeiros quilómetros. Recordo-o porque, como tenho tido queixas do joelho nas últimas semanas, ia com medo de estar já a massacrá-lo com descidas quase verticais, tendo ainda mal aquecido.
 
 
Refilei um bocado, mas não foi ainda aqui que "morri".
 
Claro que tudo o que desce tem de subir. Primeiro lentamente...
 

Atentem nas formiguinhas coloridas ao fundo.
 
Depois de forma abrupta. Não tenho fotos da primeira subida dolorosa, mas vão ter de acreditar nas minhas palavras. Nesta parte comecei logo a sentir uma morte anunciada (o que por volta dos 6 ou 7km é sempre animador....), mas ainda mantinha uma postura de corrida mais ou menos digna, tentando manter o centro de gravidade alinhado e ombros elevados. -> Lembrem-se disto, que eu já retorno ao assunto daqui a uns quilómetros.
 
No topo da primeira encosta conquistada avista-se o rio. Inocentemente, pensei que as piores subidas já estavam para trás, respirei fundo e apreciei o momento.
 

Estar ali, naquele dia, ter a sorte de poder participar em coisas destas, conhecer novas paisagens ou revê-las de diferentes perspectivas...

 

O joelho começou a dar sinal nesta descida, mas a moral estava recuperada. Além disso, o primeiro abastecimento, após o km9, aguardava-nos.
 

 
E que belo local para recuperar forças, mesmo junto ao rio, perto de uma praia fluvial. Havia fruta, marmelada e líquidos disponíveis. A organização cumpriu o anunciado e não havia copos, tendo cada um de recorrer ao recipiente que houvesse trazido. Achei bem, já que é uma forma de evitar mais desperdícios. Achei bem, mas claro que não tinha trazido nenhum copo, apenas a mochila, o que não dá jeito estar sempre a reabastecer, nem me lembrei desse pormenor... Valeu a companhia, e o copo, do amigo A.
Aqui, aproveitei para tomar um gel, na esperança de renovar as energias. Já me tinha apercebido que este ia ser um daqueles dias em que temos de procurar bem no fundinho de nós por forças extra, aquelas forças que vêm não se sabe bem de onde, e que às vezes é preciso convencer a sair.
 
E bem que tive de implorar por elas, quando, saindo do abastecimento, voltamos novamente em força às subidas.
 
 
 
Aqui perdi completamente o decoro e lá se foi a boa forma, postura, técnica de corrida ou o que lhe queiram chamar. Era cabeça baixa, costas dobradas, rabo para cima (peço desculpa aos vizinhos de trás), mãos agarradas às coxas, num esforço tremendo para continuar a subir. Sentia os músculos todos a queimar e só me concentrava na próxima curva, na esperança de ver uma recta. Quando cheguei, FINALMENTE, ao cimo, estava cheia de "dores nas cruzes", como disse na brincadeira, mas ao menos cheguei, caraças! E assim se foi mais uma vida.
 
É então que começamos a aproximar-nos de mais uma zona de perigo.

 
Em termos de sinalização, há que dar os parabéns. Foi das provas mais bem sinalizadas em que participei, se não mesmo a melhor. Marcação de todos os quilómetros, zonas de perigo, aproximação de zonas de abastecimento e até de zonas de controlo. Impecável mesmo. Não houve nunca qualquer dúvida em relação ao caminho a seguir.
 
Neste local em específico, começamos a descer num single-track inclinado e cheio de pedras para, uns metros à frente, nos depararmos com isto:
 
 
 
A "parede" da prova. A escarpa que tivemos de escalar, literalmente. Sabem quando em algumas subidas se diz "mandem uma corda"? Era assim, mas com uma corda a sério.
 
Em baixo, ao fundo, um grupo de bombeiros observava, atento. Até tinham uma maca a postos, para qualquer eventualidade. Nervosos, fizemos umas piadas com isso, numa tentativa de aligeirar o ambiente. Era uma visão assombrosa que, curiosamente, me deu novo ânimo. Isto sim, é aventura!
 
Cascata, infelizmente com pouca água, vista de cima.
(A metade da subida).
 
Sei que se trata de gosto pessoal, mas prefiro este tipo de trails que nos apresenta outros desafios para além do "correr". São testados outros limites. Por isso, ressuscitei novamente neste local, mas com juizinho.
 

Está quase...
 
I'm the king queen of the world!
 
 
Uma das minhas partes preferidas da prova ficou para trás e o segundo abastecimento não tardava, para recuperar forças e diminuir o ritmo cardíaco que atingiu os limites máximos devido ao esforço e, sobretudo, adrenalina.
 

Local que não é mau de todo para descansar...
 
O segundo abastecimento ficava num miradouro e houve quem tenha aproveitado para se sentar um bocadinho. Eu achei melhor não, porque depois ia ser o cargo dos trabalhos para convencer as pernas a levantarem-se. Bebi apenas um copo de água, e aqui vamos nós novamente.
 
 
Vamos descer durante um bocado, o que me atrasa o passo, com medo de forçar o joelho. Confesso que me começava a sentir um bocadinho frustrada. As subidas estavam a ser um tormento, mas depois também não podia recuperar nas descidas, sendo que as rectas eram quase inexistentes. Há quem passe por nós com uma belina de fazer inveja! (Quando for grande quero descer assim.) Tive de aceitar que não estava nos melhores dias e que teria apenas de fazer o melhor que pudesse, aproveitando a surpresa agradável que estava a ser este trail. Julgava eu que vinha para um "passeio"... Ehehe!
 
E por falar em surpresas...

                                          Nova "zona de perigo".
Um carreiro de cerca de 50 cm de largura, preso entre rocha e precipício. Na foto não dá para ver (e depois também não quis estar a brincar com o telemóvel), mas havia uma corda presa ao rochedo, a servir de corrimão. Dezenas de metros onde não se corre, mas sente-se o coração a bater no peito. Sempre sob o olhar atento de voluntários (mais uma nota positiva).
 
Aqui, por força da velocidade limitada, vai formar-se um pequeno grupo de pessoas, com as quais seguiremos em conversa durante os quilómetros seguintes. Fala-se de vertigens e outras fobias. Há, inclusive, ali uma altura em que não se vê mais ninguém, nem para trás nem para a frente. Somos só nós, à descoberta deste Zêzere tão inesperado.
 
 
 
Em boa hora aparece a tabuleta acima, que eu já começava a sentir-me novamente de rastos. Claro que eram 500 metros sempre a subir, mas ao menos sabemos que vamos ter comidinha (e uns minutinhos de descanso) a premiar o esforço.

Está quase...


Chegámos!
 
Foi uma cruz para aqui chegar...


Mas o topo é nosso!

 
A partir daqui faltam apenas 4km para a meta, mas foi muito complicado para mim. Era joelhos a queixarem-se nas descidas e rabo a queimar nas subidas. Mesmo subidas daquelas perfeitamente "corríveis" já eram um sacrifício. Fazia ouvidos de mercador aos incentivos do A. para "rolar mais um bocadinho". Sim, sim, já te apanho...
 
Até mesmo no meio de uns dos meus cenários favoritos para correr, vejam-me só isto...
 
Tão lindo, e eu sem pernas...
´
Só o facto de começarmos a cruzar-nos com os atletas da caminhada é que pareceu inflamar o meu orgulho. Tive de ter aquelas conversas mentais auto-motivadoras. Já estiveste em situações de prova muito piores!! (Bendito Almonda que agora é sempre a minha bitola de sofrimento...) Vais terminar a correr ou vais terminar a correr??!
 
- Vou terminar a correr. (Boa menina...)
 
Foi complicado, não vou mentir. Já quase a chegar à vila passo por um rapaz que também ia em dificuldades e tento passar-lhe alguma força. "Vamos juntos, que é mais fácil". Infelizmente, ele teve de parar para caminhar e eu queria terminar a correr.
 
Vejo o pavilhão municipal ao fundo, onde levantámos os dorsais e onde será a meta. As pessoas por quem passamos já gritam: "Está feito!" Mas eu sei a verdade, feita estou eu.
 
Devagarinho, devagarinho.... Entramos e damos meia volta ao pavilhão, ao estilo 200 metros em pista, mas câmara lenta, e cortamos a meta. Xiça, custou tantooo!
 
Foi uma surpresa. Uma surpresa dura, mas uma surpresa boa.

A organização, para um primeiro evento, esteve impecável. Falhou posteriormente, a nível das classificações, já que não houve registo de tempos no K23, mas como eu guardo sempre o meu registo pessoal no garmin, não me afectou muito, embora seja chato para quem goste de saber o tempo que fez e não possua esses aparelhos. (*Actualizado: esta situação das classificações foi posteriormente solucionada com recurso a fotos e vídeos da chegada, o que deve ter dado muito trabalho e só abonou a favor da organização). No entanto, muito difícil alguém perder-se (e já se sabe que nestas provas é o prato do dia), devido à excelente sinalização e apoio humano constante ao longo do percurso.

Pessoalmente, gostaria de ter ido mais bem preparada (mas sem ilusões, ia ser difícil na mesma), mas às vezes há que ter estas mortes para aprender a viver. Para o ano, como já sei ao que vou, volto ainda com mais vontade.

Zêzere, obrigada pelo empeno! É assim que sabemos que vale a pena. Quando, 3 dias depois, ainda tenho memórias tão vívidas tuas, sobretudo, não sei porquê, quando me sento ou desço escadas...




29 comentários:

  1. Parabéns por esta aventura!

    Não me admiro é com as belas fotos, em especial quando se vê o rio, pois uma prova nesse sítio só podia dar nisso!

    Boa recuperação (e cuida-te dos joelhos!)

    Beijinhos :)

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  2. Apesar das subidas e descidas, parece ser um espetáculo :) Tem lindas vistas!
    Beijinho*

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  3. Anónimo20/11/13

    Mais um grande relato, e com fotos fantásticas.
    Parabéns por mais um Trail "de elite" concluído. Esta menina está imparavel. A dor no joelho é apenas num deles e afecta a parte externa? Caso seja pode não ser o joelho e ser a banda ílio tibial ou "joelho do corredor". Há uns alongamentos fantásticos e posso aconselhar um fisioterapeuta muito bom, que me curou e deu as indicações para os alongamentos. Se precisar de mais info basta enviar mail para nd@netcabo.pt
    Ps: este fim de semana fui ao Monge e tal deveu-se e muito, ao relato da prova do ano passado neste blog ;)
    Uma coisa é certa, é nos trails que sou feliz :)
    Bjs e bons treinos, Nuno Duarte

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  4. João: Mais uma aventura concluída. Zona linda e feroz! lol :)
    Obrigada, beijinhos.

    Lady V: O carrocel é que lhe dá piada, eu é que não estava nos melhores dias... :) Beijinhos

    Nuno: Obrigada! :)Sim, pelos sintomas tambem já pensei que pudesse tratar-se disso... Tenho feito alguns alongamentos que já me referiram, não sei se se tratarão dos mesmos. Já está muito melhor agora, mas nunca descurando...
    O Monge é uma óptima prova, custou-me ter de optar, mas os kms a mais do Zêzere convenceram-me. (E sempre era uma prova nova). Espero que tenha corrido bem, fico lisongeada por ter contribuído para a sua descoberta. :)
    A Natureza tem esse poder, sei bem como é... :)
    Bjs e bons treinos!

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  5. Muito bom. Assustas-me e atrais-me com e para os trails.

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  6. Nunca é demais referir a qualidade da escrita, ler o teu blogue é, além de inspiração, um verdadeiro regalo de sentidos, um verdadeiro prazer.
    Dito isto...ó minha menina...passeio???? Mas a menina não viu as imagens de satélite que tinham no site da prova???
    Agora a sério, fiquei frustrado por não ir e agora depois do teu relato ainda mais.
    Pior, nessa fim de semana estava em Constância...
    Definitivamente, em termos de provas:) parece termos os mesmos gostos.
    A diferença...APENAS me vou estrear oficialmente em Trail no Montejunto LOL.
    Quanto ao teu desempenho apenas me preocupei com o trocadilho entre King e Queen e espero que não tenhas largado a corda...aquilo parece alto!!
    Decididamente algo para ficar na memória, e eu não pus lá os pés, apenas imagino se lá estivesse:)
    Atenção ao joelho, mas pode apenas ser as mazelas deixadas pelos "ténis" velhos.
    Bons treinos e recuperação.
    PS: valeu a pena esperar pelo relato.
    Montejunto?
    Bjs

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  7. Estes relatos deixam-me nervosa!! De tão emocionantes! E depois quando te leio começo a imaginar-me lá também e a fazer comparações com outras provas!
    Que bom! Que bom ler estas aventuras!
    Continua a correr ou a andar de rabo alçado e vem aqui contar como foi!

    Beijinhos e boa recuperação!

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  8. Zémi: Como se costuma dizer - Vai e, se der medo, vai com medo mesmo! ;) Acabam por ser sempre os melhores. Bons treinos!

    jnr: Obrigada! :) Não, obviamente não vi as imagens de satélite. :) E tu não leste o que disse o speaker?? "Não era uma boa prova de estreia"! :P Mas, ao menos, ficavas logo vacinado. ehehe... :) Bom, também não sei se Montejunto será muito mais fácil (não querendo assustar... ;) ), eu ir dependerá da recuperação e se me mantiver sem dores nos próximos treinos.
    Bjs
    PS: O "king" era para me manter fiel ao guião original, mas vou alterar, por causa das confusões... :)

    RBR: É bom quando começamos a ter vários termos de comparação e, se tivermos algum de uma experiência mais difícil, isso só nos vai dar força (em teoria, pelo menos...) ;)
    A correr ou andar de rabo alçado, espero continuar sempre lá! :)
    Obrigada, beijinhos.

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  9. Opah, coisas fáceis...para estreia...opah, não tenho 20 anos...
    Já corro é há mais de 20:)
    Claro que agora chamam-se trails, na altura era "hoje vamos até onde?".
    Claro que com as devidas diferenças.
    O meu "cameback" bettistico também foi em Sintra...:)
    Ou se adora ou nunca mais lá pomos os pés :) no meu caso...acho que não descalçava as sapatilhas tão cedo.
    Mas percebo a questão até porque neste tipo de corrida há muito mais para alem do " simples" pé em frente do outro e controla a respiração.
    Entao boa recuperação e até Montejunto, devo conseguir fazer companhia nos primeiros...metros.
    PS: já não ouvia a expressão"rabo alçado" há muito tempo :)
    Pelas imagens eu até de gatas...

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  10. Isso é que foi uma aventura! Uma bela aventura.

    As provas de trails têm várias vantagens e uma delas é precisamente a aventura que se vive. Esses sítios mais perigosos dão sal à vida, mas ao mesmo tempo com a segurança devida, pelo que dizes cordas, bombeiros etc. Muito bem! Parabéns por mais uma aventura vivida e por mais cumes conquistados :)

    Beijinhos e boa recuperação.

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  11. Ó "Menina", parabéns por mais esta prova e por mais um grandioso texto...fui contigo nesta viagem, até me doeu o joelho e tudo e senti vertigens (sim, sou um cagareta quando mete alturas de pés assentes no chão...tenho que fazer um esforço danado para "avançar", mas avanço para não dar parte fraca :)).
    No domingo vou ao UTAM e acho que estou mal preparado...disse-me um atleta muito experiente nestas andanças, que se faz bem (talvez para ele), que o mais importante é levar aquilo com paciência...é o que vou fazer, nada de loucuras, vamos (pelo menos 3) tentar fazer a aventura juntos...ler este teu texto serve de chamada de atenção para não ir de animo leve e respeitar o que me espera (bem, nem sei bem o que me espera :))
    Obrigado por este texto :)
    Beijinhos e boa recuperação

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  12. jnr: Como tens esse background bttista é bom a nível muscular. Às tantas vais-te safar muito melhor que eu... (gajos....pfff) :)
    Sim, rabo alçado é lindo, e havia por lá alguns (nas fotos da escalada da escarpa é aos montes. :) )
    Agora é ires pisar mato em treino para Montejunto!

    Isa: Sim, aventura, palavra-chave dos trails (para mim, pelo menos). Com os devidos cuidados, claro... Aqui notou-se que havia muita atenção à segurança. Embora, se estivesse de chuva... :S Beijinhos!

    Carlos: É melhor mesmo não saberes o que te espera... lol ;) Vais fazer bem, nas calmas, e em companhia. Mas nisso já tens muito mais experiência que eu, que nem concebo ainda tal distância. :)
    Deixa lá, eu também tenho vertigens mas na altura nem pensas nisso, vais e pronto!
    Beijinhos e bons treinos, força!

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  13. Partilhei da mesma snsação que tu ao descer escadas e sentar ahah E não fiz tanto quanto tu :)
    Mas sabe bem :D

    Vejo que foi duro mas foi muito bom :)

    Beijinhos

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  14. Piolha: São os que sabem melhor. ;) Beijinhos

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  15. Olá Rute!
    Mais um excelente relato e com bonitas fotos, de fazer inveja a quem não foi. Gosto especialmente da 5ª, muito bem enquadrada, tu a correres em direção ao rio. Merece destaque no teu blogue.
    Pelo que dizes, foi duro, mas a verdade é que o conseguiste fazer. Estás uma grande atleta.
    Para o ano, este não me escapa.
    Continuação de boa recuperação.

    Beijinhos

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  16. V: Ficava um bom wallpaper, armada em atleta ihih :) Se soubesse que a foto estava a ser tirada, tinha fingido que estava a descer a correr. :P
    Foi muito duro, subidas de fazer frente ao Almonda, sem dúvida. Claro que também não estava num dia bom, e isso não ajudou. Mas fui feliz. :)
    Agora quero é ficar a 100%... :(
    Beijinhos

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  17. WoW !!
    ...este "relato\cronica" ,ou lá o que se chama está brutal , mesmo ao nível da prova :D

    Parabéns pela escrita adorei ler !


    ...e parabéns pela participação !
    Apesar de não estares num dia "bom" , bela participação, de raça , querer e "sofrimento"... , e se calhar a "lebre" ou motivador" não ajudou muito, mas olha era tudo boa intenção e "brincadeira"!


    Boa recuperação,(já estás de certeza) :P , bons treinos e boas futuras provas...

    AjB

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  18. A: Obrigada. :) Então e não foi uma bela participação?! Agora até fazia os 42k! :D Claro que a companhia era importante, sozinhos nunca se ri tanto. :P
    Da recuperação vamos a ver...
    Bjs, bons treinos.

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  19. és uma Mulher coragem! E...prova superada! Parabéns!

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  20. Ana: Obrigada. Não sei se é coragem, mas está feito. :) Beijinhos

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  21. Venho aqui muitas vezes mas acho que nunca comentei.
    Também por lá andei, pelo Zêzere, mas foi na caminhada, mesmo assim foram 12km cujos últimos 10 foram convosco.
    Parabéns pela coragem, aquela escarpa vista cá debaixo metia respeito.
    beijinho, Eugénia

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  22. Eugenia: Olá. De vez em quando também leio as suas aventuras, mas em silêncio. :) Quer dizer que a caminhada não passou pela zona da escarpa? Apesar de tudo, parecia pior vista de baixo. :)
    Beijinhos e continuação de boas corridas/caminhadas

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  23. Rute,
    Ainda não tinha tido tempo de vir aqui ler o relato como ele merece ser lido e por isso é que apareço atrasada :)

    A organização já sabia que tu gostavas de te perder de vez em quando e por isso mandou sinalizar tudo ao mais ínfimo detalhe.

    O dia parecia um bocadinho enevoado, mas certamente que foi melhor que o calor abrasador do Almonda.

    Parece que foi duro, mas acho que gostaste da "provação". É mais uma experiência para o teu currículo que se começa a adensar.

    O teu rabiosque deve estar o máximo de dureza :)...e os joelhos como é que estão a reagir a tento up side down ?

    O Zezere é realmente uma região muito bonita. A paisagem foi bem aproveitada!

    Beijos grandes.

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  24. Lulu: Olá! O dia esteve enevoado mas com abertas, e muito frio. Nestas coisas, mil vezes frio que calor.
    Foi durinho e não consegui/pude dar o que queria. O joelho direito é que está a chatear... Por causa disso, ainda não quero estar a combinar, mas vai haver uma prova de trail perto da tua zona. Se estiver melhor até lá (so help me God), depois combinamos, quero ver-te enquanto ainda estiveres "enorme" (mas sempre linda)! :)
    Beijinhos grandes

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  25. Rute, que prova é que é ? Encontro combinadíssimo! Mete lá gelo no joelho, massaja bem com pomadinha e descansa para isso ficar bom.
    Biejos

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  26. telmo inácio26/11/13

    Bons dias!
    Tropecei agora no teu blog. Gostei de ler, pq tb fiz a prova e, tb a achei durinha. Mas soube tão bem no final, acabar.
    Não tenhas problemas das figuras que fazes. Todos as fazem, mesmo o pessoal mais experiente

    Continua a treinar! Vai ficando mais fácil e aumentas os horizontes ;)

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  27. Lu: É para os lados de Alcobaça, mas é só para o ano. Quando tiver mais info aviso-te. Beijos

    Telmo: Também fizeste os 23k, ou fizeste os 42k? Sim, foi durinha mas, como sempre, uns dias depois já passou e queremos sempre mais. Horizontes maiores. :)
    Bons treinos!

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  28. Pronto, lá andei eu a remexer no teu artigo.. Não sabia que também tinhas ido ao Zêzere! Também lá estive, no longo. Se a tua bitola de sofrimento é o Almonda a minha é o Zêzere! eheh Por acaso não fizeste o Monte da Lua e o de Obidos o ano passado? Vá que eu quero ir lá e tenho que ler um relato...eheh

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  29. Filipe: Fiz o Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos 2013, é esse a que te referes? Podes ver em cima no separador: "As minhas corridas - Trilhos". Valeu a pena e gostei bastante (mas tens de gostar de molhar os pés em locais onde não tens visibilidade! :) E, já agora, ter um bom frontal...
    O Monte da Lua talvez este ano... mas como é em altura de calor... Ainda a considerar! :)

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