13 de agosto de 2014

Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos - 26km

"O cerco do exército português à fortaleza de Óbidos, dominada pelos mouros, durava   cerca de dois meses. Um dia, D. Afonso Henriques e Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, decidiram que o ataque seria realizado na madrugada do dia seguinte. Dormia  o Lidador, quando foi acordado por uma voz de mulher que lhe pedia para ser conduzida à tenda do rei de Portugal, pois tinha algo de importante a comunicar-lhe. A jovem vivia no castelo dos mouros mas não sabia se era moura porque nunca tinha conhecido os seus pais. Junto do rei, a jovem revelou o seu sonho que se repetia  três noites. No sonho, aparecia-lhe um homem novo e de olhar doce que a incumbia de transmitir uma mensagem para o rei de Portugal: o rei deveria reunir os soldados e liderá-los num ataque surpresa na parte fronteiriça do castelo, enquanto o Lidador se deveria dirigir com dez homens às traseiras onde a jovem donzela abriria uma porta para os deixar passar. O homem de olhar doce prometia Óbidos aos cristãos e a salvação à jovem donzela. Apesar da hesitação do Lidador, D. Afonso Henriques decidiu cumprir o que a jovem lhe contou. Na manhã seguinte, Óbidos foi conquistada conforme o sonho da misteriosa jovem que nunca mais foi vista. A porta que franqueou a entrada dos cristãos ficou para sempre conhecida como a Porta da Traição."

Lenda da Porta da Traição
Origem: Infopedia


Acho que começará a ser uma tradição dar as boas-vindas ao mês de Agosto com uma passagem pelo Castelo de Óbidos. Durante a tarde assiste-se ao desfile medieval proporcionado pela feira a decorrer no interior das muralhas e depois termina-se a noite/começa-se o dia com uma corrida nocturna. Duas das minhas coisas favoritas concentradas num tempo e espaço tão limitados é de aproveitar. Vamos todos colaborar e não esgotem as inscrições TNLO 2015 antes de eu me inscrever, está bem? É que a correria para as inscrições nesta prova é mais renhida do que a competição no trail em si. E, quem participa uma vez, percebe o porquê.





Mas este ano reservei novamente o meu lugar e lá estava, sábado dia 2, para fazer parte do pelotão de pirilampos que invade esta pequena vila ao anoitecer.



Com sabem, devido àquela “pequena” prova em que participei duas semanas antes, acovardei-me, precavi-me e optei por participar na versão curta do TNLO, os 26km. Mas isso não significa que não tenha assistido e ficado entusiasmada com a partida do UTNLO como se fosse a minha. A partida simbólica no Campo da Bola e a descida pelas ruas até chegar à saída das muralhas, onde é feita a partida real, é um toque característico, apesar de este ano esta parte do percurso estar especialmente perigosa devido aos chuviscos que foram caindo ao longo da tarde e tornaram a calçada escorregadia.

Partida UTNLO

Aí vão eles!
Depois de assistir à partida dos atletas da Ultra, dirigi-me então novamente para o Campo da Bola, onde me encontrei com os amigos e colegas de equipa, nomeadamente a Isa e o Vitor, que também iriam participar nesta prova. A ideia era manter-me com eles até ao final, porque tinha o pânico secreto de poder perder-me e ficar sozinha, à noite, com um frontal fraquinho e alimentado a pilhas dos chineses, no meio do mato. Mas já vamos ver como isso correu. :)


Tudo atento ao briefing.
Assim, às 22h (este ano a partida foi adiada 15 minutos), damos início à nossa corrida. Uma prova de que estou a ficar mais rápida: o ano anterior, quando cheguei à partida oficial, já tinham dado o arranque. Este ano cheguei lá e ainda ficámos à espera que fosse dada a partida (ou isso ou este ano esperaram mais tempo pelos atletas, mas vamos pela primeira hipótese, a de que estou a ficar mais rápida.)

Houve algumas alterações de percurso, nomeadamente os primeiros quilómetros, que, se não me engano, fez com que percorrêssemos mais asfalto pelas ruelas da vila. Acaba por ser engraçado, porque apanhamos pessoas a dar o seu passeio digestivo, quem sabe momentos antes de se irem deitar, e nós ali nos passos iniciais de uma epopeia nocturna.

Primeiras tentativas de fotos. Conseguem ver quem é?


Olhem novamente com mais atenção. Agora já conseguem?

Claríssimo, certo?! ;)

Tive de desistir das fotos. Acompanhem-me no restante relato às escuras.

Por volta dos dois ou três quilómetros começam as primeiras filas, originadas pelos habituais obstáculos: subidas e/ou descidas íngremes ou algum buraco a meio do caminho. Mas não é preciso tanto. No escuro, as pedras e raízes causadoras de 90% das quedas em trail tornam-se ainda mais desafiantes e exigem um nível de concentração ainda maior. Orientar foco para a frente para ver os ramos, orientar foco para baixo para ver o chão e, ao mesmo tempo, não perder de vista os quadradinhos reflectores que indicam o caminho.
Nesta altura o pelotão ainda ia muito compacto e eu ia olhando para trás para me certificar de que a Isa e o Vitor ainda estavam ali. Mas sabem o que é tentar reconhecer uma cara no meio de dezenas de focos a apontar para os vossos olhos? Pois… Decidi continuar a avançar, na ideia de que quando o pessoal começasse a alastrar ia ser mais fácil encontrá-los. A posteriori é bastante claro que esta decisão não augurava nada de bom, mas… Já vamos ver como isso correu (II). :)

Sigo então, sempre a tentar manter-me junto a alguém cujo frontal se assemelhasse a uns médios, para ver bem o caminho, e durante um tempo segui atrás de um casal que ia ao meu ritmo. É mais fácil guiarmo-nos podendo ver onde as pessoas da frente metem os pés e assim, se a pessoa da frente tropeçar ou cair, já sabemos que não queremos ir por ali! Ihih. Além disso, o rapaz era um excelente co-piloto. Sempre a dar indicações em voz alta, como: “Buraco”, “Pedra”, “Ramo”, “Cabeça”. Sucinto, mas esclarecedor. E assim aproveitei estes comandos alheios até chegarmos a um novo engarrafamento, o maior de toda a prova, numa subida por trilhos estreitos. A fila era tão compacta que eu só pensava que se algum dos que ia acima caísse para trás íamos todos por ali a baixo efeito dominó. Apesar de algumas ameaças não houve nenhum incidente e, uns 13 minutos depois, estava a subida feita.

Pouco depois do engarrafamento acabei por perder o casal de vista, por isso, a bem da minha integridade física, tive de juntar-me a um novo grupo de pirilampos, e segui os próximos quilómetros atrás de um grupo bastante animado, que ao final de 2km já eram os meus novos melhores amigos. Inclusive, mencionaram uma prova na terra deles que calha em dia de Arga e não vou poder ir, mas que pode interessar a alguém por isso aí fica o link.

Não me lembro se foi por volta dos 12km que encontrei o, na altura ainda aspirante a, Ultra Pedro. Reparei que tinha alcançado alguns atletas dos 50km e comecei a falar com eles sem os reconhecer. Já tentaram ver a cara das pessoas, no meio do escuro, quando eles têm um frontal na testa? É isso que acontece, não reconhecem as pessoas. Só olhando ligeiramente de lado, para fugir do foco. Informação útil, tomem nota! ;)
Aproveitei para desejar-lhe boa sorte e dizer-lhe que queria ler a história da conquista nos dias seguintes.

Na altura já seguia sozinha, tendo deixado os anteriores companheiros no abastecimento. Daqui para a frente serei sempre só eu e o meu pirilampo, com a ocasional companhia durante alguns metros, de tempos a tempos.

Lembro-me de na zona da Lagoa achar que já estava a correr muito. Muito, no sentido de as rectas nunca mais terminarem e não justificar andar, apesar da areia que dificultava um bocado a passada. Não me lembro se esta parte do percurso era igual à do ano passado. O ano passado parece-me que nem dei pela Lagoa e desta vez lá estava ela, iluminada pelo céu nocturno. O ano passado também não me lembro desta parte ter demorado tanto tempo e desta vez nunca mais terminava. Olhava para a frente e via um pirilampo aqui e ali, a deslocarem-se a diferentes ritmos. Alguns paravam ou reduziam a velocidade e eu fazia por apanhá-los, numa forma de ajudar o tempo a passar.
Finalmente vejo ao fundo o enorme foco de luz que sei tratar-se do último abastecimento (para os 26km). Este é capaz de ser um dos meus abastecimentos preferidos na história dos trails. Está bem servido, com boa variedade de alimentos, bem iluminado, e fica numa zona de merendas, com umas mesas para quem quiser sentar-se a descansar. Sei também que a ilusão de ser “já ali” não passa disso, uma ilusão. Nós não conseguimos ver, mas o caminho segue em curva e contracurva, e o abastecimento ergue-se acima de uma pequena encosta, como um oásis inalcançável de luz no meio da escuridão. Pelo menos é nisso que penso, enquanto, naquele momento, corro sozinha ao seu encontro.


Passando o abastecimento, mais de 17km estão feitos e sei que, a não ser que algo de muito mau aconteça, vou conseguir bater a marca das 4horas. -> Ahahah! Somos tão inocentes às vezes... Já devia saber que não se pode fazer contas numa prova de trail, quem manda é a natureza. Neste caso, a natureza impiedosa da escuridão.

Por acaso o meu frontal fraquinho alimentado a pilhas dos chineses até se estava a aguentar bem. Tinha era de alternar entre apontar o foco mais para baixo, em zonas de piso mais irregular, para poder ver melhor onde punha os pés e entre apontar o foco para a frente, para poder reflectir nos pequenos quadradinhos sinalizadores que indicavam o percurso. Lembro-me exactamente quando dei por falta desses quadradinhos, ia já com cerca de 23km de prova.


Páro e olho para os lados. Dois pirilampos que seguiam pouco atrás vendo a minha hesitação, dizem: - “Segue, é por aqui”. E eu, que não estava a ver nenhum quadradinho, confiei. CONFIEI. Atentem bem em como não se pode confiar em ninguém (ihih). "Se calhar têm frontais mais potentes e estão a ver alguma sinalização da qual eu não dei conta” – pensei, dando o benefício da dúvida. No entanto, alguns metros à frente, continuando a não ver os reflectores, questiono: “Têm a certeza que o caminho é por aqui?” A resposta já vem mais longínqua e menos confiante: “Pois… Agora já não sei bem.” E pronto, começou a diversão.



Só através do mapa da minha prova é que depois consegui reconstituir este belo momento, que teria sido uma boa altura para manter a calma e a capacidade de raciocínio, mas que só veio comprovar que caso algum dia me apanhe perdida no meio da selva à noite (nunca se sabe, pode acontecer…) vou entrar em pânico e dar por mim já completamente SOZINHA, num trilho qualquer, sem ver ninguém para trás nem para a frente, hesitante entre ficar ali parada a ver se chega alguém (parada no meio do escuro a ouvir os “ruídos” da noite… hmmm…) ou continuar a correr com risco de me afastar ainda mais do percurso. Nenhuma das opções me parecia muito boa, mas entretanto também já não tinha a certeza de estar a regressar no mesmo caminho que tinha feito anteriormente. Sei que a certa altura comecei a ver novamente quadradinhos reflectores, mas dos azuis (Ultra) e num sentido oposto ao qual seria de esperar. Decidi-me a segui-los, pensando que, mal por mal, mesmo indo na direcção contrária, acabaria por encontrar alguém. E foi isso que acabou por acontecer. Vi meia dúzia de focos de luz a correrem na minha direcção, que descobri serem atletas dos 26km que também andavam perdidos. Pelo menos já não estava sozinha. Um deles liga para a Organização e foi engraçado as tentativas para explicar onde estávamos. “Olhe, vejo umas árvores”… “E umas luzes ao fundo, de umas casas, à direita”. Realmente não era uma tarefa fácil ajudarem-nos com indicações remotas do percurso a seguir, com dados de localização tão específicos como estes!
Depois de algumas tentativas e erros, tendo por base os quadradinhos azuis, acabámos por encontrar outro grupo de “perdidos” (já devíamos ser cerca de 15!), mas que felizmente estavam perdidos há menos tempo e tornou-se mais fácil fazer a reconstituição do trajecto até ao local certo: uma infame curva à direita, relativamente bem assinalada, poucos metros antes do local onde dei pela primeira vez pela falta das marcações… Grrrr...
Ao menos fiquei a saber que o meu sentido de orientação é bom, desconfiem é dos atletas que ultrapassam uns metros antes. :)

Daí para a frente o meu ânimo alterou por completo, era como se a prova já estivesse acabada para mim e agora só queria cortar a meta. Não gosto nada de fazer provas assim. Gosto de poder viver o momento, aproveitar o quilómetro em que estou (ou queixar-me dele), mas agora já estava farta. Ia com 26km, ainda não conseguia ver as muralhas e já estava sem paciência para os obstáculos do caminho, queria correr e terminar depressa. Mas ainda estava reservada a surpresa da conquista do Castelo.

Para evitar a passagem no túnel de água do ano passado, desta vez tivemos de simular uma invasão nocturna e sorrateira aos mouros sitiados, escalando o terreno em volta das muralhas. E que ágeis e fortes tinham de ser aqueles soldados medievais, para subirem carregados de armaduras e espadas. A minha mochila é uma pluma por comparação e eu já mal levanto os pés. Tropeço e escorrego na lama, alastrada pelas centenas de pés dos soldados que chegaram antes. "Mas nunca mais chegamos??" E agora ainda as escadas (será que na altura de D. Afonso Henriques já estaria assim esculpida na terra uma escadaria tão conveniente?:)), que temos de subir numa última prova de valentia, antes de começarmos a ouvir os incentivos e aplausos que nos vão abrir a Porta da Traição.
Como o meu dorsal era dos 50km (alterei só o chip), oiço ainda mais aplausos. Não só as pessoas acham que sou a primeira mulher da Ultra, como seria uma atleta fantástica, a terminar os 50km em 4h e pouco. Abano as mãos: “Não, não! Fiz só os 26km.” “Fiz só os 26km!”- repito eu. Ainda bem que a luz do frontal e o escuro da noite ocultam a minha cara que deve estar a ficar cada vez mais vermelha, e não era do cansaço.

Na altura fiquei contente por ter tomado a opção de alterar a inscrição para os 26km. O cansaço de 15 dias antes ainda preso ao corpo, a situação de me ter perdido à grande pela primeira vez, ainda por cima numa prova nocturna, o desgaste mental que senti nos últimos dois ou três quilómetros… Tudo me indicava que tinha sido a escolha correcta. Mas claro que no dia seguinte já pensava diferente.
Que surpresas estariam reservadas nos quilómetros seguintes? Uma pessoa fica viciada neste carrossel de emoções que são as provas longas de trail, em que num momento estamos no topo do mundo e no outro maldizemos tudo e todos e no outro somos felizes e no outro miseráveis. Ahhhh…


Fica para o ano. (Guardem uma inscrição para mim!)

17 comentários:

  1. Lindo!!! Mais uma vez :) ...por momentos estive perdido na escuridão a pensar o que faço agora....obrigado por mais este texto sublime. E parabéns por mais esta prova concluída...pelo que li noutros sítios não foi nada fácil. Tenho esta prova na minha lista desde que tive conhecimento que existe Trail (adoro Óbidos), mas por um ou outro motivo nunca deu para estar presente. Vamos lá ver se é para o ano. Sabes que no sábado à tarde estive aí perto - Marinha Grande e Leiria - ainda pensei dar um salto a Óbidos para dar um abraço à malta e respirar um bocadinho do ambiente, mas depois acabou por não dar :(
    Beijinhos e vê lá se arranjas um frontal em condições, que o teu nível já exige.

    P.S. Gostava de ter estado presente na tua chegada, só de imaginar o pessoal todo a bater-te palmas e tu ali aflitinha a dizer que não eras da Ultra...lol...com um bocado de sorte ainda te levavam em ombros ao pódio e levantavas o caneco mesmo que não quisesses....lol

    ResponderEliminar
  2. Mais um muito bom e divertido relato (esse mapa do pânico está demais!). E fiquei a conhecer a lenda da porta da traição!

    Parabéns por mais uma e força para Arga!!!

    Beijinhos

    ps - Escusavas de "gastar tinta" naquela fotografia a indicar o Vitor e a Isa. Então não se distinguem tão bem?!? :)

    ResponderEliminar
  3. Carlos: Uma pessoa vai ao engano dos supostos "trails corríveis" e não é assim tão fácil. Mas é um trail que toda a gente deveria experimentar uma vez, uma prova à noite tem um ambiente especial.
    Pois, do frontal, é sempre "para amanhã" e entretanto já passou um ano e não comprámos outro! Mas tem de ser um investimento futuro, sem dúvida. Espero que a tempo do próximo. ;)
    Devias ter passado por lá, se gostas de Óbidos ias gostar ainda mais nesse dia!
    Obrigada, beijinhos.
    PS: LOL :D Nem me digas nada, devia ter escondido o dorsal à chegada, mas não me lembrei.

    João: Ihih Gastei tinta só para os mais distraídos!! :)
    Pois, Arga... Agora com isso das 10h fiquei "ligeiramente" preocupada... :D
    Obrigada, beijinhos!

    ResponderEliminar
  4. ahaha muito bom, valeu a espera! Aquela descrição de quando te perdeste está boa de mais, com as duas tentativas tímidas de procurar o caminho certo ahahah Mas compreendo bem o teu sentimento a seguir, eu nunca me perdi, mas das vezes que estava na dúvida se iria no caminho certo só pensava "epah, se estiver perdido acho que nem quero acabar isto!" eheh No entanto é uma questão de tempo, mais cedo ou mais tarde vai acontecer. E a tua chegada? ahahah Nunca tinha feito uma corrida de noite, mas tinha o mesmo problema que tu, andava sempre a mexer no frontal ou pra ver os ramos ou o chão! Ah, e os co-pilotos..tenho mixed feelings em relação a isso.. Ok, às vezes dá jeito, quando são aqueles ramos que o da frente desloca e depois nos bate tipo chicote, mas estamos num trail, sabemos que vai haver ramos, pedras e buracos! Dou por mim a acelerar ou travar só para não ir o caminho todo a ouvir aquilo! eheh Pro ano vais aos 50 de certeza. Ah, vi os outros 4 ao quilómetros todos, mas ainda não foi desta que te encontrei!

    ResponderEliminar
  5. opah, lindo, mais uma vez, seja o texto seja a prova.

    E que realemnte não deve ter sido nada fácil ainda para mais com pilhas dos chineses :)

    Outra coisa, o teu Mr. G não dá para carregar os tracks? Não é infalivel mas se calhar tinha ajudado.

    Repara que também acho que o TNLO é para fazer pelo menos 1 vez na vida, agora...na forma que estou, pitosga ainda lá andava neste momento à procura dos quadradinhos...ou isso ou convenço alguém a passear comigo e levo corda.

    Quanto a Arga, pff, é de dia :)

    bjs e bom fim de semana, vou ver se esta semana finalmente consigo fazer uns longos que...e acho que ainda não escrevi isto, Arga, a continuar assim, vai-me custar muito...

    ResponderEliminar
  6. "Uma pessoa fica viciada neste carrossel de emoções que são as provas longas de trail, em que num momento estamos no topo do mundo e no outro maldizemos tudo e todos e no outro somos felizes e no outro miseráveis. Ahhhh…" - Rute... Está aqui tudo dito. Caramba, pá, às vezes fico estúpida com a nossa (ir)racionalidade face à corrida. Queremos ou não queremos? Gostamos ou não gostamos? Gostamos sempre ou só às vezes?
    Parabéns pela prova!

    ResponderEliminar
  7. Obrigada. :) Com aqueles frontais mesmo bons não tens esse problema de teres de orientar o foco, daí ter-me tentado colar a alguém com um desses!
    A mim deu-me jeito aquele momento co-piloto. Sou um bocado pitosga, e numa prova à noite toda a ajuda para reparar em obstáculos é bem-vinda.
    Fiquei um bocado "lixada" com a cena de me ter perdido. Não que fizesse grandes diferenças em termos de classificação (por ex, um dos primeiros gajos da ultra também se perdeu ali, e acredito que para ele não tenha sido MESMO agradável!), mas perdes o ritmo e um bocado da motivação.
    Fica para um próximo trail. :) Aquele das Dores é pertinho de ti, aproveita! :)

    jnr: Obrigada! Sim, acho que dá. Mas se queres que te diga nem sei se chegaram a disponibilizar o track... E a prova foi diferente do ano passado. É coisa que nunca me lembro, penso que estou numa Prova de Orientação. :) Foi uma experiência engraçada (agora visto à distância!)
    Eu também sou pitosga e sobrevivi com frontal fraquinho e pilhas dos chineses, por isso tu também consegues. :D
    Arga tem um tempo limite muito apertado!!! :S Espero ao menos não ser barrada no control check dos 33km, para poder completá-la. :)
    Custa muito mas em bom! lol :)
    Bjs

    RBR: É daquelas coisas... Acho que o facto de vivermos as emoções ao máximo num curto (relativo, vá...) espaço de tempo torna estas experiências viciantes. E podemos extravasá-las à vontade, sem problemas, porque toda a gente vai entender. No limite, é a liberdade em estado puro.
    Obrigada, beijinhos.

    ResponderEliminar
  8. Uma grande aventura! O facto de andares perdida só deu mais emoção à coisa ;)
    Esta prova é mesmo espectacular! Também adorei!

    Beijinhos e bons treinos!

    p.s. Eu consigo distinguir perfeitamente que sou eu e o Vitor na foto... =P

    ResponderEliminar
  9. Isa: Sim, podemos chamar-lhe "mais emoção"... ihih :)
    Beijinhos!
    PS. Eu também acho que está perceptível! :D (Se reparares, o frontal do Vitor era mesmo mais forte, confirma-se! :))

    ResponderEliminar
  10. Confesso que me ri que nem um perdido com a tua "Zona de Pânico" !! :P

    ...agora podia ser "ruim" e irritar-te....humm.... , mas fica para outra vez ! :D


    De mais , um excelente texto , (como sempre) , e mais uma bela prova no curriculum e mais um desafio superado !
    Parabéns.



    PS
    ok, vou irritar só um bocadinho...

    ""Que surpresas estariam reservadas nos quilómetros seguintes?""

    Queres que diga e "estrago" a surpresa ?? eheheh :P


    Só te digo que muitas surpresas , nem todas boas, mas é esse o desafio ! :D


    Corre Menina que corre já á ultra atleta !! :P

    bjs
    ajb

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ri-te do pânico dos outros, vá... Pfff. :P
      Sim, já sei o que "perdi", já li. ;)
      Obrigada, colega. :D
      Bjs

      Eliminar
  11. Aleluia! Consegui sentar-me para ler o relato :)
    Deixes ou não passar a inscrição do próximo ano, terás de ir a Óbidos na mesma :) Compromisso é compromisso!
    *Gostei muito da dica! Quando não quiser ser reconhecida, vou certamente usar um capacete com foco só para não verem que sou eu. Muito discreto mesmo!!
    *Vê lá se fazes "uma vaquinha" durante o ano para conseguires reformar o chinês :) Este é o único trail nocturo em que participas, não é? Pode ser que pelo meio também vás a uns treinos/corridinhas nocturnas e que o investimento compense...
    *Se não caíste, é claro que tinhas de te perder! Não queres viver uma prova sem aventuras, não é? Já basta terem retirado o túnel da prova....
    (Para a próxima confia mais nos teus instintos:))
    *Que cena essa da chegada! Os apoiantes a pensar que eras a mulher ultrassónica. Publicidade enganadora paga-se caro!
    *Para o próximo ano espero que descubras "as próximas aventuras para além dos 26Km"

    *Espero que este fds tenhas reposto energia e enchido os pulmões de ar puro e de "família" :)

    *Agora já posso carregar no "notificar-me" :) Like!!!

    Beijinhos grandes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lulu, acho que já descobri a pólvora! Ihih :) Pronto, acho que era isto.
      Pois está claro que vou a Óbidos, com ou sem corrida (mas de preferência com :D), porque adoro aquilo. Para o ano temos de ir mesmo ao interior da Feira! O D. também vai gostar (pelo menos estava atento ao desfile...) ;)
      Tens razão, tem sempre de haver uma história para contar em cada prova, senão não tinha piada. :)
      Beijinhos grandes!

      Eliminar
  12. Olá Rute,

    Se já de dia as coisas não são fáceis, imagino de noite.
    Fiz um passeio nocturno, de bicicleta, (acho que já falei disso anteriormente, não tenho a certeza) e lembro-me bem da necessidade de levar umas luzes um pouco mais potentes, não uns pirilampos como eu levei.
    De bicicleta assim como no trail, se de dia já é difícil, de noite é várias vezes pior e uma boa iluminação é muito importante.
    bons treinos

    Manuel Nunes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Imagino que de bicicleta ainda seja pior, devido à velocidade atingida. Um bom frontal facilitaria as coisas, sem dúvida. Mas temos de correr com o que temos. :)
      Bons treinos!

      Eliminar
  13. Ora aqui está uma experiência que ainda não passei. Trail à noite... fica anotado :).

    GRANDE AVENTURA

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anota sim! Mas leva um bom frontal and never trust a stranger. ;)

      Eliminar