8 de outubro de 2014

Grande Trail Serra d'Arga

- Até arrepia, car****!

Não fui eu que disse, mas podia. Um desabafo ouvido entre as pessoas que nesse momento, ao bater das 8 badaladas, iniciavam a aventura de Arga. Pequenos foguetes, música, incentivos, palmas, cornetas e até o som de uma vuvuzela aproveitada de outros campeonatos. O entusiasmo era contagiante.

Esta foto não é minha (infelizmente já perdi a conta aos álbuns que visualizei,
para poder dar os devidos créditos) mas gosto muito dela.
Os risos, a determinação, o ambiente da partida.

Se me perguntarem agora, à distância de uma semana, o meu primeiro instinto é dizer que esta prova foi perfeita. Sempre feliz, em harmonia com a paisagem, sem muitas dores, sem dúvidas, sem lamurias... Todos sabemos que isso é uma grande treta. Recordo-me perfeitamente de estar a subir e desejar uma descida, de estar a descer e implorar por uma recta, de estar a rolar e não ver a hora de ter uma subida para poder andar. Tenho até a impressão de que, numa subida particularmente dolorosa, tive este monólogo comigo mesma:
- Miúda, tu lembra-te bem disto. Tu lembra-te bem do que estás a sofrer agora quando te vierem mais objectivos mirabolantes à ideia. Tu lembra-te!
Já me esqueci.

... 5... 6... 7... 8! Aí vamos nós.

Este ano, em vez de atacarmos logo a primeira subida, seguimos por um percurso circular com cerca de quilómetro e meio que nos levaria novamente a cruzar a linha de partida. Penso que terá sido uma forma de tentar espaçar o pelotão a rondar as 1000 pessoas, juntando os atletas da Ultra com os do Trail Longo, que nos deu a oportunidade inédita de viver o ambiente da meta com apenas uns 10 minutos de prova. A freguesia, com a população aumentada em mais de 100% pela presença de familiares e amigos dos atletas, estava ali em peso a incentivar. Entre agradecimentos, acenos, sorrisos para as fotos e a procura de caras conhecidas, uma pessoa alarga a passada e quase que se esquece de que não está a terminar a prova... Quase. Porque o primeiro monte a ultrapassar ergue-se ali, na sua imponência, a lembrar-nos de que ainda nem sequer começou.




Esta é capaz de ser, das provas que já fiz, aquela com o início mais desafiante. Ai não tiveste tempo de aquecer? Não te preocupes que já tratamos disso.



Será sempre a subir até ao km5, e não daquelas subidas meiguinhas, suaves, em que uma pessoa tem tempo de se afeiçoar ao monstro. É daquelas que chegamos ao fim já com as pernas a dar sinal e os rins a queixarem-se e nos questionamos como ainda vamos fazer mais 48km nestas condições tão auspiciosas...





Ufa...

Mas este ano, se calhar por já saber o que me esperava, apesar da dificuldade consegui lidar bem com o aspecto psicológico do desafio e não deixei que o gigante me abatesse. Eu – 1, Serra d’Arga – 0. Vamos estar atentos ao evoluir da classificação ao longo do jogo. Perdão, da corrida.

Os quilómetros seguintes devem ter sido dos quilómetros mais felizes de toda a prova. O ar da manhã é novo e agradável, o sol ilumina em tons laranja o topo da serra, em toda a sua amplitude e vastidão, e podemos respirar a liberdade, apesar de um pelotão ainda muito compacto. As pernas estão relativamente frescas e vamos ter oportunidade de recuperar do esforço anterior ao longo da descida, ainda não muito inclinada, que se segue. Ouve-se uma corneta ao longe, que de tempos a tempos irá quebrar o silêncio da serra. Aqui e ali, pequenos grupos que se reuniram para apoiar os heróis lá de casa pincelam de cor a paisagem maioritariamente árida do cume. Fotógrafos, às dezenas ao longo do percurso, quais paparazzi sentados em rochas, apoiados a árvores, escondidos entre a vegetação, imortalizam o momento. Decerto não terá ficado um único atleta por registar, perpetuados em high-fives, com os dois dedos da paz erguidos, o polegar do fixe, até a meio de saltos no ar, tudo com ar jovial e de quem está a viver a melhor manhã dos últimos tempos. Nesta fase.

E é assim que, quase sem dar por isso, chegamos ao primeiro abastecimento (9km).


Este abastecimento também era um velho conhecido do ano passado. Em 2013 chovia a potes e as pessoas procuravam o abrigo escasso do telheiro. Se calhar por isso, somado ao maior número de participantes, este ano montaram um toldo ao lado. Desta vez, porém, São Pedro colaborou com as condições perfeitas para a corrida. Tempo encoberto, com algumas abertas ao longo do dia, mas nunca chegando a estar tanto calor ou tanto frio que incomodasse ou distraísse do percurso.



A partir daqui, inicia-se uma longa subida até aos 750 metros de elevação, passando a meio por um abastecimento de água no Mosteiro de São João de Arga. Gosto muito deste local, já o ano passado tinha sido um ponto alto da prova para mim, infelizmente não tirei fotos.

Retirada daqui.
As provas de trail têm destas coisas fantásticas, que nos levam a passar por paisagens deslumbrantes e locais mais recônditos que, por vezes, sem sabermos bem porquê, nos tocam mais que os outros e com os quais sentimos uma ligação especial. Este local foi um deles, apesar de em nenhuma das vezes ter demorado mais do que 2 minutos neste abastecimento. Um dia volto, fica prometido, mas agora estava na hora de seguir. A viagem ainda nem estava a um terço e havia ainda muito que subir, antes de iniciar a descida até ao abastecimento seguinte, aos 17km.







Muita rocha nas subidas, muitas pedras nas descidas, tirando uma ou outra zona mais florestal onde os pés agradecem o amortecimento do musgo e das agulhas secas dos pinheiros. A progressão não é das mais fáceis neste tipo de percurso, mas sentia-me muito bem. Aliás, é sem falsa modéstia que afirmo que não me recordo da elevação nesta fase. Sei que existem duas subidas, porque estão no gráfico e são significativas, provavelmente na altura terei soltado um ou outro queixume, mas se calhar por terem sido ainda na primeira metade da prova, por ir deslumbrada com a paisagem e entretida na conversa com a companhia, mal dei por elas. Não ia em esforço e estava a fazer uma média acima (neste caso abaixo) das expectativas. Fiquei inebriada com a minha própria resistência. - "Miúda, estás fortíssima! A continuar assim passas nos 33km com pouco mais de 5 horas. Espectáculo! Serra d'Arga, outro ponto para mim, ahah! A razão porque assumo aqui sem vergonhas este momento gabarolas é porque mais tarde, como vão perceber, a realidade vai bater-me de frente com a delicadeza de um camião TIR. Mas por enquanto sigo na paz da minha doce ignorância.

Paisagem quase "gémea" da minha Serra da Estrela.

Recordava percursos que se cruzavam com o do ano anterior, comentava a familiaridade que sinto com este tipo de paisagem e brincávamos com o facto de este ano ainda levarmos os pés secos (a sério, quem não participou o ano passado não tem noção da diferença!). E tanta gente que ainda ia à nossa volta... Foi notório o número elevado de participantes. Só já depois dos 33km, onde os atletas do Trail Longo terminariam a sua prova até então integralmente partilhada com os atleta da Ultra, é que vão existir aqueles momentos de partilha solitária com a natureza.

Mas antes, ainda o abastecimento dos 25km.

Neste abastecimento passámos o primeiro posto de controlo. Segundo o chip, cruzei esta etapa com 4h21 de prova. (Esta informação é importante e já vão perceber porquê.) Aqui, também não quis perder muito tempo. Para mim o objectivo primordial desta prova era vencer o tempo de corte aos 33km, para ter oportunidade de concluir a prova toda. A "dança completa", como lhe chamei, e esse objectivo ainda não estava ganho. Mas a Serra, até então, tinha-me permitido a ilusão de achar que era eu que estava ao comando, que era a dona dos nossos passos...

...Só que NÃO.

A matreira. Essa grande dissimulada e perversa.

Não interessa que até aqui achasse que estava a ganhar por 2-0 ou até 15-0...  Na subida à Senhora do Minho fui trucidada, Arga deu-me mil a zero sem hipótese de defesa.

Não sei se por ter coincidido com aquela fase da corrida em que geralmente me vou mais abaixo (entre os 25-30km), não sei se por ter cometido o erro crasso de olhar bem lá para o topo logo no início da empreitada, mas achei esta subida muito pior do que aquela que iremos encontrar mais à frente, para a qual o Carlos Sá nos tinha alertado nas jornadas.


Pelo menos a minha...

Os quilómetros 25 a 28, sensivelmente, serão uma interminável marcha fúnebre. Ninguém fala, já não se ouvem gargalhadas nem cornetas e eu nem me atrevo a tirar os olhos do chão, pois cada vez que arrisco olhar para cima, depois de um penoso arrastar de pernas ao longo daquilo que considero um grande avanço, olho para o topo e a torre continua longe, parece que até mais afastada, como que a zombar da minha miséria.

- Agora é que descobri, Sá é diminutivo de Sádico! - desabafo eu numa epifania entre passadas. (Carlos, se me estiveres a ler, peço desculpa, era o cansaço a falar. A posteriori, assumo que não mudaria um décimo da dificuldade que dá a beleza a este percurso.)

Cada curva no percurso era uma esperança vã. A moral foi um bocadinho abaixo. Sei que era uma questão de tempo, sei que iria recuperá-la mais tarde e foi nisso que tentei concentrar-me. Agora estás no vale da morte, mas mais à frente sabes que vais ficar bem outra vez. Pensa que estás aqui porque queres, pensa que quando estiveres sentada à mesa do teu local de trabalho vais recordar com nostalgia estes momentos. Sim, até deste momento específico vais ter saudades, sabes que sim...
É disto que são feitas estas provas, de um carrossel de emoções. Já não sou completamente inexperiente, contudo é sempre uma luta, sempre a mesma luta para sair dos momentos negros...

- Não olhes para cima, olha para o que já ficou para trás - diz sabiamente o meu companheiro de corrida. E eu, apesar de me ter recusado a parar uma vez que fosse nesta subida, para não dar ideias às pernas, de vez em quando aproveito a caminhada vagarosa para olhar para baixo.






Os últimos 50 metros desta escalada, numa derradeira e impiedosa estocada de Arga ao meu coração, são uma bela de uma parede. Os fotógrafos inexistentes nos últimos 4km (pudera...), concentram-se agora ali, a sacar zooms do nosso ar derreado.

- Força! Estão quase lá, faltam 20 metros, não parem agora. Um último esforço, vá lá, têm água ali à frente! - grita a voz de um anjo. Ou de um voluntário qualquer, já nem sei bem, e para todos os efeitos aqui são a mesma coisa. Nunca uma torre em cimento me pareceu tão celestial.

792 metros! O topo! Finalmente!

Não se pode ganhar a uma montanha. Mesmo quando ela nos permite pequenas vitórias acabamos sempre postos no nosso lugar.  É um desafio constante, amparado por muito respeito, e se calhar por isso é que gosto tanto dela.

Vaquinhas. (Desta vez não vi os cavalos selvagens.)

Vou cruzar o pórtico dos 33km com quase 6 horas de prova... O que significa que levei mais de hora e meia a fazer 8km. E hora e meia da qual fiquei muito orgulhosa, porque cheguei a temer muito mais! Se houve algo que aprendi nesta prova é que não valia a pena fazer previsões.

A descida até S. Lourenço da Montaria, meta do Trail Longo, tinha muita pedra e era inclinada, o que castigou um bocado as coxas, mas saber que o meu grande objectivo estava ali tão perto não me deixou abrandar. Depois, chegando a esta meta mental, permiti-me o descanso que tinha adiado até então.

A partir daqui o tempo já não me impede de completar esta Ultra.

No abastecimento dos 33km vou levar o meu tempo. Sentei-me (acho que algo inédito em provas), pus vaselina no calcanhar esquerdo que sentia a esfolar e estiquei um bocado as pernas. Comi fruta e salgados e só não comi sopa porque me sentia um bocado mal-disposta e tinha medo que me caísse mal. Bebi coca-cola (outra estreia), porque precisava de arrotar. Não é uma coisa muito bonita e feminina de se dizer, mas é a verdade. Entre atletas não podemos estar com formalidades, arrotei e fez-me muito bem. Não torno a dizer mal de tal bebida.

Não sei se alguém terá ficado por ali. Quer dizer, sei que vários atletas chegaram depois das 6h30 e já não puderam continuar, mas não sei se algum daqueles que ali estava naquele momento, com um ar um bocado em baixo, tendo vencido a barreira do tempo, resolveu dar a prova por terminada. Olho para o desalento de algumas caras e consigo compreendê-los. Há uma altura em que nos questionamos se vale a pena continuar, e às vezes a resposta é não. Ainda não passei essa linha, mas já estive muito perto e sei que nem sempre é fácil ter o discernimento para assumir que continuar nos vais fazer mais mal que um DNF. Did Not Finish... Palavras amargas. Sei que, continuando nestas aventuras como espero por muitos anos, chegará o meu dia de as engolir, mas agradeço esse dia não ter sido em Arga, porque se tivesse ficado por ali, pelo tentador posto de controlo dos 33km, não teria tido oportunidade de correr um dos percurso mais bonitos que conheci de entre todas as provas que já fiz, o Vale do Âncora.

Venham comigo.









(Bom, acho que já chega para ficarem com inveja uma ideia... :) )

Serão cerca de 4 km sempre ao lado do rio Âncora, que forma cascatas e pequenos lagos tentadores. Houve mesmo quem não tivesse resistido à tentação e tivesse aproveitado para um mergulho ou pelo menos para submergir as pernas. Eu fui desafiada, mas resisti. Irei só aproveitar para tirar a lama dos ténis, que me acrescenta peso que já faz mossa ao fim de tantos quilómetros. Ainda não vos disse, mas aquela fase que no UTML só surgiu quase aos 40km, aquela em que as pernas doem tanto que até já parece que nem as sentimos, aqui já estou assim desde os 25km. Ahh, os bons momentos! O que vale é que chegando a esse ponto uma pessoa resigna-se e pensa: desde que não piore/caia/me lesione, tudo bem. É esta a fantástica capacidade de relativização do bem-estar nas distâncias longas.

Depois, como que achando que já era passeio a mais, até porque estávamos a subir mas ao menos íamos distraídos, o percurso lança-nos novamente aos lobos da montanha.


Passo no PAC dos 43km, último abastecimento, com 8h21 de prova. Como uma mão cheia de batatas-fritas, metade de uma banana e não consigo comer mais, mas bebo água. O meu estômago já chocalha, mas sinto falta. Em compensação, não parei uma única vez para "ir atrás dos arbustos", por isso não sei se hidratei de mais ou de menos.

Esta subida, em comparação com o vale da morte, pareceu-me mais curta, embora mais inclinada.

Sim, é para subir.

Nesta fase já somos muito menos e noto num rapaz à nossa frente que dá dois ou três passos muito lentos e depois pára, e assim sucessivamente. A cabeça baixa, os braços caídos ao longo do corpo. Reconheço a luta mental que está a atravessar e tento passar-lhe um bocadinho de ânimo. Já nem me lembro se chegámos a falar com ele, ou o que lhe dissemos, mas não deve ser fácil atravessar estes momentos sozinho. Aqui fiquei agradecida por ter a companhia do Artur, que mais uma vez teve de pôr travão para me acompanhar. Nada como ter ao lado um amigo para nos dar a mão quando começamos a caminhar no abismo do desânimo. Um dia que tenha de fazer uma Ultra sozinha vai ser um verdadeiro desafio (extra).



Quando passei as 9 horas de prova, recorde de tempo de corrida para mim, comecei a ficar preocupada. Faltam 6km, será que menos de 2 horas chegam? Agora que estava tão perto confesso que queria terminar dentro do tempo para evitar a frustração de ficar a escassos minutos da marca.

O último topo.

A partir daqui será sempre a descer até à meta, repetindo os primeiros quilómetros da prova, mas em sentido inverso.

Dem, ao fundo.

Seria de esperar que descer fosse uma bênção, mas não quando os músculos já estão perros e as articulações não dobram na sua plenitude. Além disso, tinha o calcanhar ferido, o outro, aquele em que não tinha posto vaselina... Movimentava-me tão agilmente como um pinguim entrevado, mas era uma pinguim entrevada com uma missão! Tinha de chegar à meta antes das 11 horas, por isso aproveitava as ligeiras rectas para "acelerar" um bocadinho e ainda passei algumas pessoas no meu louco sprint a 7:30min/km! Acho que as impressionei. :)

Quando cheguei à Vila sabia que tinha conseguido. Estivesse eu mais hidratada e teriam caído algumas lágrimas que assim guardei para mim. Ainda havia várias pessoas a aplaudir e incentivar, fiz questão de agradecer a todas. Sim, até ao senhor que disse "os últimos serão os primeiros"... (Tem sido uma constante nas últimas provas, resigno-me a esta minha fama! :)). Piso a passadeira vermelha, aperto a mão que o Sá me estende, olho para o cronómetro oficial (o meu já tinha sucumbido há mais de duas horas). 10h20. Um novo recorde de tempo a correr e uma dupla vitória sobre aquele que era o meu grande desejo: poder conhecer os 53km de Arga.

O homem que recolhe os chips, antevendo a ginástica que eu teria de fazer para o retirar da sapatilha (estamos no Norte!)  numa altura destas, oferece-se para ser ele a tirar-mo. Agradeço o gesto. Mais um apontamento, entre tantos, que ficam desta experiência e a tornam tão especial.

A sensação de cruzar a meta de uma prova em que se batalha tanto é indescritível. O alívio, a alegria e, porque não, um bocadinho de orgulho. O até-que-enfim-parei, o não-quero-voltar-a-correr-tão-depressa, o quando-é-a-próxima?  É uma sensação que queremos repetir as vezes que nos forem possíveis.

As dores?

Já me esqueci.

36 comentários:

  1. Grande hino à força e resistência mental. E tu és forte, MUITO forte!

    Parabéns, Ultra Rute! :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, João. Fomos todos!
      Beijinhos

      Eliminar
  2. Lindo Lindo Lindo!!!!!
    Li sempre arrepiada da vida eheh
    Adorei!!!!

    O Vale do Âncora... é um oasis!!! É a bonança depois da tempestade!!! Que lindo!!!

    PARABÈNS por mais um desafio cumprido!!!
    :))

    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A zona do rio veio dar um ânimo que já começava a faltar. Lindíssimo!
      Obrigada. :)
      Beijinhos grandes

      Eliminar
  3. Belo relato! Deu para sentir como se estivesse estado presente. Boa prova!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Sílvio. E eu que já achava que o UTML tinha sido duro!!! :) Ufa...
      Beijinhos

      Eliminar
  4. Epa..espectacular, adorei ler! Mas que prova brutal! Muitos parabéns Rute! Já te esqueceste das dores mas eu não me esqueço tão cedo deste relato. Já abriram as inscrições para 2015?? :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada. :) Fica a postos no dia D à meia-noite, senão já sabes, voam as inscrições! ;)
      Bjs

      Eliminar
  5. Ó Rute, começa-me a faltar adjectivos para classificar os teus textos....olha, apenas sublime...mais uma vez :)....obrigado pela viagem espectacular pelos montes e vales da Serra D'Arga e pelo "interior" da tua corrida, que como sempre consigo sentir e achar muitos paralelos com aventuras que já realizei. Acho que, salvo raras excepções, começo a ver um padrão nas nossas (tuas, minhas e de muitos outros) aventuras....deslumbre inicial, só facilidades, pernas frescas, tudo muito lindo, hmmm já doí im bocadito, aíiiiiiiiiiiiii, pronto morri :), tou lixado...organizadores sádicos com insultos às mãezinhas deles na melhor das hipóteses, rescuscitar e acabar com uma lágrima no canto olho (no meu caso) ou bem guardadinha numa gaveta para não dar parte fraca (no teu :) ).... esquecer as dificuldades e pensar já na próxima :)
    Muitos parabéns pela excelente prova, e tb por mais este texto fantástico.
    Beijinhos e boas corridas

    P.S. Antes que me esqueça....Metes nojo!!! :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. LOL Temos de ser uns para os outros... :P Fico à espera do teu próximo relato com respectivas fotos "nojentas"... ;)
      Obrigada, Carlos. Vê lá se convences os tipos lá da Feira a adiar/atrasar a exposição, tens de fazer Arga!
      Beijinhos

      Eliminar
  6. Anónimo8/10/14

    Extraordinário!!! Menina corajosa! Aprendemos ou não a conhecermo-nos melhor, mesmo no nosso íntimo, nestas situações?...Não há truques ou aparências, só o lidar com a realidade brutal que nos cai em cima a cada passada. Parabéns uma vez mais. Pedro

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade Pedro. É uma grande prova mental, para além de física. São muitos quilómetros "dentro da nossa cabeça", que há alturas em que não é um local bonito. Não dá para manter máscaras.
      Bjs

      Eliminar
  7. A D O R E I! Como sabes a Arga tem um local especial no meu coração. Só recentemente "ocupado" por Chamomix. Foi lá, na Arga, que senti pela primeira vez o que era trail. Sem modernicies, sem peneirices. Puro trail.
    Daí continuar a achar que a Arga é mágica, tem qualquer coisa que nos embriaga, quase...
    E ler este teu relato também me deixa zonza!! Muito bom!
    Muitos parabéns Rute!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Anabela.
      Acho que estes locais cabem lá todos, o coração estica. ;)
      Beijinhos

      Eliminar
  8. BRILHANTE texto... arrepia sim Sr.! Arrepia antes, arrepia na partida, arrepia na subida e na descida, arrepia no final... e arrepia enquanto lemos este texto. E continua a arrepiar uma semana depois... é fantástico. Vou treinar para o ano tentar fazer a distância maior e poder desfrutar como tu da totalidade da prova. Parabéns pela prova e por este texto, que já partilhei com amigos para terem ideia desta magnifica prova. E as dores já esquecemos, mas a glória é ETERNA. Bjs, Nuno.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Nuno.
      Já recuperado? ;)
      Esta prova é espectacular, respira-se trail. Não sei como vão gerir tanta procura de futuro, espero que sobre um lugar para mim. :) Lá nos veremos!
      Bjs

      Eliminar
  9. Menina, obrigado! A sério, um dia explico.

    Parabéns, lindo, lindo, lindo!

    A companhia faz milagres, bem sei e se for uma boa companhia melhor, mas o pulmão, a perna, a bolha no pé, e a força mental são tuas.

    bjs

    PS: As francesas arraçadas fizeram bolhas????!!! Pff, fraquinhas...seria das meias ?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada eu. :)
      Não tenho dúvidas de que sozinho, quando as coisas estão negras, é muito mais complicado.
      Os ténis estavam praticamente novos, o que não ajuda, mas a culpa foi das meias. As francesas são mais altas de calcanhar e a meia escolhida era demasiado curta. Raspou ali no espaço entre a meia e os pernitos... :S
      Bjs

      Eliminar
  10. Carlos Miranda10/10/14

    Ainda bem que gostou do nosso quintal, naquela chegada à torre o chato da última subida era eu, mas eu dizia aquilo para picar o pessoal ;-) Parabéns por ter completado os 53km

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Afinal a voz do anjo tem nome! ;) Obrigada pelo "picanço", Carlos! Era bem preciso naqueles derradeiros metros. :)
      Adoro esse quintal! Obrigada e até para o ano. :)

      Eliminar
  11. Parabéns!
    Ai aquela subida Rute...nem me digas nada...foi a pior de toda a prova! E o stress do tempo limite até aos 33 km não ajudou nada... Mas se não fosse dificil não tinha piada :) São as dificuldades que dão um gostinho especial.

    Também comentei com o Vitor que haviam zonas que faziam lembrar a Serra da Estrela.

    Lindissimo! Duríssimo! Para o ano estamos lá outra vez :)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Com certeza que sim! :)
      Obrigada, Isa, e parabéns a vocês!
      Beijinhos

      Eliminar
  12. Que grande prova fizeste !
    Nunca duvidei !

    E esta "cronica" está sublime !


    "Sozinhos podemos chegar mais rápido , mas juntos chegamos muito mais longe" !

    Parabéns.
    ajb

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que grande prova fizemos.
      No meu caso, vou muito mais longe e mais rápido também! :)
      Obrigada, A.
      Beijinhos

      Eliminar
  13. Parabéns Rute! Grande, ENORME prova!
    What's next? :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada! Foi mesmo "enorme". ihih :)
      Para a semana. ;)

      Eliminar
  14. Que bela aventura que deve ter sido!

    ResponderEliminar
  15. Olá Rute,

    Só de ler dá arrepios. Passaste e bem todas as sensações e emoções que acho que são transversais a todas as corridas de longa distância.
    Parabéns mais uma vez.

    Manuel Nunes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Manuel! Espero continuar a viver, e transmitir, mais experiências "arrepiantes" destas. :)

      Eliminar
  16. Bom o que é que eu vou comentar hoje? Que adorei o texto ? ou o teu humor? Ou as fotos espectaculares? Já fiz isso tantas vezes que me estaria a repetir e seria uma seca...

    Vou dizer apenas isto: 2ª feira finalmente hei de correr 2 minutos intervalados 5 vezes num total de 10 minutos na passadeira (que antevejo uma seca mas é um passo na recuperação). Depois de ter lido o artigo, apetece-me tanto mas tanto correr, entrar em florestas e subir montanhas... mas tanto... enfim. Parabens

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Zémi.
      E força nessa recuperação... :I
      Hás-de tornar a dançar com a montanha, entretanto vais praticando. ;)
      Bjs

      Eliminar
  17. Parabéns. Ao ler o seu texto revi-me inteiramente em cada uma das descrições que fez. Também eu sofri o impacto daquela subida, percorrendo-a com dores de estômago provavelmente causadas pela ingestão de uma barra no seu início e acompanhado por aquela vozinha que nos diz que devemos ficar por ali (eu só gritava com ela para me deixar chegar aos 33), lentamente cheguei à torre em cimento que referiu... Quando cheguei ao km 33, ponderava se ficaria por ali ou se me iria continuar, neste entretanto aproveitei para ingerir alguma coisa e, aquela bebida miraculosa teve o mesmo efeito em mim (arrotar realmente liberta-nos ;-)), permitiu-me recompor fisicamente e pensar que mais tarde teria a família na meta motivou-me para "despedir" daqueles que terminavam a sua prova ali e fazer-me ao caminho. Acabei a prova abaixo das 9h e permita-me o regozijo aqui de poder percorrer aqueles metros de tapete vermelho ladeado pelas minhas filhas de 2 e 5 anos tornou esta prova uma aventura fantástica. Para o ano espero poder lá voltar ;-)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Hugo.
      Realmente aquela subida foi um desafio! Mas no fim, quando cruzamos a Meta, e no seu caso com a família ao lado, esquecemos todas as dores, e é fantástico.
      Parabéns para si também e até para o ano. :)

      Eliminar
  18. Ok, estou pronto para Domingo!

    ResponderEliminar