18 de junho de 2015

Oh Meu Deus 70K (Parte I)

Cidade de Seia. 550 metros de altitude. 06 Junho. 7h00. "Let the games begin".

Birds flying high, you know how I feel
Sun in the sky, you know how I feel
Reeds driftin' on by, you know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
And I'm feeling good...
Feeling Good, Muse cvr. Nina Simone

Na verdade, não me sinto muito bem. Não fui assistir à partida dos 100km à meia-noite, para tentar descansar mais um bocado, e depois arrependi-me porque acabei por não conseguir dormir nada na mesma. Passei a noite às voltas. Primeiro ouvi o burburinho das pessoas na rua, depois ouvi o som de uma porta que fecha, depois os pássaros e depois já é manhã. Também tenho o estômago embrulhado e não consigo comer... Três colheradas de Cerelac são pequeno-almoço suficiente para 70km, não são?... Tento não me preocupar, levo algumas barrinhas na mochila, devem chegar se me der a fome até ao primeiro abastecimento.
Recebo um telefonema do A. que me diz que já está com quase 50km de prova, a caminho de Unhais da Serra. Com 7h de prova, muito bom! Não digo que não dormi, nem que não consigo comer, não adianta de nada e não é o meu momento. Desejo só boa prova, com uma esperança extensível a mim própria.

Foto da zona da Partida/Meta, tirada no dia anterior.

No café junto à partida deixo a chávena a meio. Nem consigo engolir o café todo, isto está bonito! Quando chego junto ao pórtico já o briefing tinha começado, mas apanhei o essencial. Deixo o número do meu dorsal, que será controlado ao longo da passagem em todos os PACs e colocado imediatamente online, o que permitiu que os familiares e amigos pudessem seguir a nossa evolução. Somos 58 atletas a alinhar à partida.
8h59 - o meu estômago parece que levou um banho de gelo.
9h00 - deixei o estômago para trás na partida, de certeza, juntamente com os nervos.
Let the games begin.

A Jornada.


10.325 metros até ao Sabugueiro. 689 metros de D+. "Para a próxima preparo-me melhor".

And you took me to hell and back
My mind's like a one way track
And you tell me "Just one more time"
And you're lying like you always do
Yeah, I know it well
Hell and Back, The Airborne Toxic Event

É muito rara a prova em que nos primeiros 5km não pense que "é desta". "É desta que não vou aguentar e vou ter de desistir pela primeira vez, pronto!" Deve ser um mecanismo de auto-preservação do corpo que desencadeia a dúvida e consequente insegurança. Aliado a isso, ou se calhar causa-efeito, custa-me sempre soltar os músculos e fico logo para trás.

Segundo o mapa de altimetria, temos pela frente uma longa e interminável subida até à Torre, aos cerca de 35km de prova. Intercalada com pequenas descidas mas, maioritariamente, uma longa linha ascendente. Não é de estranhar, afinal, um dos ex libris desta prova é a subida ao ponto mais alto da Estrela. Uma subida assim é maravilhosa da forma mais literal e, ao mesmo tempo, irónica, que possam imaginar.

Cruzámos algumas ruas alcatroadas de Seia em direcção ao estradão de terra que nos levará para fora da cidade, em direcção à Serra. Mal começa a primeira subida oiço os cliques dos bastões que são montados à minha volta. No grupo em que seguia, era a ÚNICA que não tinha bastões. Não era fruto de nenhum atestado de valentia que queria passar, era parvoíce mesmo. Acho sempre que não é necessário e que não me vou ajeitar com eles... Enquanto vejo os restantes atletas bastonados desatarem a subir por ali acima como aracnídeos alienígenas do filme Starship Troopers (a minha mente viaja para os locais mais bizarros nesta fase), começo discretamente à procura de ramos que possam servir de cajado à beira do estradão. Não encontro nenhum... Parece que este ano a limpeza dos terrenos florestais foi feita atempadamente. Não sei se ria ou se chore.

Colo-me a um dos "aracnídeos" que, depois de uma tentativa de diálogo, vim a descobrir ser um "alienígena" francófono. Não sabia português e o pouco inglês que falava não deu para grandes conversas. Além disso, estava compenetrado e pouco dado a distracções por parte desta estranha espécie de duas patas que teima em sorrir-lhe como se quisesse estabelecer a paz intergalática. Assim sendo, não conversamos, mas faço-lhe marcação cerrada. Os outros atletas já seguem mais à frente e uns poucos ficaram para trás. Tento nunca o  deixar afastar-se mais do que 10 metros e, em algumas partes que o permitem, corro e consigo passá-lo, para ele logo me tornar a apanhar numa subida mais inclinada.
Passamos por uma aldeia, da qual infelizmente não me lembro o nome, onde os habitantes montaram um pequeno abastecimento e se juntaram para ver passar os atletas. Repito: não era um abastecimento oficial, mas até ofereciam café a quem quisesse e foi o local onde a recepção foi mais entusiasta. Tenho pena de não ter tirado foto. Nós, os atletas dos 70km, íamos com pouco mais de 5km de prova, mas acredito que aquele carinho tenha sabido ainda melhor aos outros que vinham com mais quilómetros e uma noitada no corpo.
O meu parceiro francês não pára (raios!), mas eu não resisto. Ainda não tinha conseguido comer nada, por isso como ali um pedacinho de banana e fico um minuto à conversa. Mais tarde, em Loriga, uma das senhoras ali presentes vai reconhecer-me e dar-me força (Spoiler Alert: e bem que estava a precisar na altura....) No dia seguinte, em Seia, e vestida "à civil", vai haver outro casal que se vai lembrar de mim deste abastecimento e vem falar comigo. Mais do que o estômago, fiquei com o coração cheio, por isso acho que valeu a pena deixar fugir o "adversário". Mas eu já o apanho! :)



Nesta fase o terreno ainda não é muito complicado nem demasiado técnico. Por vezes saímos dos estradões para entrar em vegetação e aí, coisa que será frequente ao longo da prova, vemos a sinalização mas não há nenhum trilho definido, somos nós que temos de nos orientar por onde parece ser a zona mais limpa. Agradeço aos meus pais que em criança sempre me deixaram solta para brincar (e esfolar) na Serra, porque, modéstia à parte, acho que me safo bem. Que o diga o francês, que agora é ele que não me larga, salvo seja, e segue os meus exactos passos neste emaranhado de relva seca e arbustos. Ao cimo alguém grita: "Cucu! Çá va?!" e ergue os bastões. Olha, mais uma! Sinto-me encurralada, mas não posso dar parte fraca. Respondo "oui", apesar da pergunta não ter sido para mim, mas para o francês que vinha atrás e era da mesma equipa. Alcançamos a atleta e agora somos três, eu agarro-me com força aos músculos das coxas para os conseguir acompanhar na subida e eles recolhem os bastões para correrem comigo nas rectas e descidas. Acolheram-me bem e seguimos, às vezes mais próximos e outras mais afastados, mas sempre silenciosos, confortáveis na moderação de quem sabe que ainda tem muitos quilómetros pela frente.

Uma das poucas descidas.

Também é muito rara a prova em que, depois do impacto inicial, não passe do estado de insegurança para o estado de resignação. "Ok, vais sofrer, mas vamos lá fazer isto. Mas para a próxima preparas-te melhor, ouviste?!! Treinos à séria e não apenas correr conforme te dá na gana. Para a próxima preparas-te melhor!" E, naquela altura, acredito nisso com todas as minhas forças.
"Sim, para a próxima preparo-me melhor".

E é assim que chegamos ao Sabugueiro, terra do primeiro abastecimento oficial.

Igreja no Sabugueiro.


7.646 metros até ao Vale do Rossim. 445 metros de D+. 17.971 de prova. "Então boa caminhada"


Someday girl, I don't know when
We're gonna get to that place where we really wanna go
And we'll walk in the sun
But till then tramps like us
Baby we were born to run
Born to Run, Bruce Springsteen

No abastecimento do Sabugueiro também não consegui comer grande coisa. Houve quem se tenha logo atirado aos queijos e presunto, mas eu olhava para aquilo e sentia um nó no estômago. Comi umas bolachas com algum custo. Tenho bebido água, já para me precaver em relação ao calor que se começa a fazer sentir, mas não sinto apetite nenhum. Começo a mastigar uma barrinha que me vai levar uns bons dois quilómetros para comer.

Água, sempre muita água.

Os companheiros franceses demoraram-se um pouco mais no abastecimento e agora sigo sozinha. Passa por mim um grupo de três homens, um deles leva um cajado de apoio. Se ele conseguiu encontrar eu também hei-de conseguir, e intensifico a minha busca pelo cajado ideal. A primeira tentativa revela-se infrutífera, quando o ramo que arranjei se parte ao primeiro impulso. A segunda, embora não seja perfeita (muitas farpas e ligeiramente torto), vai ter de servir. Será a minha companhia até à Torre, e que jeito que me deu!




Um homem que limpava o terreno com uma motosserra ao lado do trilho desliga o motor quando passo. Achei simpática a consideração. Pergunta-me se a jornada é longa, decerto para eu lhe confirmar o que já vários antes de mim lhe terão dito e ele ter a oportunidade de, novamente, responder o que já deve ter respondido antes: "Vós sóis doudos!" :) Mesmo assim, com um sorriso onde já lhe falta um dente, foi impossível não lhe sorrir de volta. Depois, diz-me que "fica triste" por o nosso percurso não passar em determinado local, que ele diz ser muito bonito. Eu também fico, mas "talvez para o ano", respondo-lhe, e continuo a subir agarrada ao meu cajado. Passado uns segundos, oiço o som da motosserra.

Pedras, sempre muitas pedras.

De qualquer forma, locais bonitos é o que não irá faltar. Alguns já conhecia, mas é sempre diferente vê-los desta perspectiva, da perspectiva de quem conquista com suor a sua recompensa.

A forma de gerir o constante ganho de acumulado é tentar correr sempre que o percurso o permita. Não é fácil e os caminhos corríveis agora tornam-se menos frequentes mas, mesmo assim, tento fazê-lo. Nesta altura até estava a fazer uma média que, para mim, considerava razoável e até fiquei a achar que as 16 horas de tempo limite eram um exagero (tomem nota, que mais à frente voltaremos a este assunto).  Estou quase a chegar ao Vale do Rossim, que tem uma lagoa onde já mergulhei antes e que hoje me irá obrigar a um grande auto-controlo para não fazer o mesmo.

Lagoa do Vale do Rossim. "Auto-controlo", certo?!

O abastecimento fica numa esplanada mesmo em frente à lagoa e, quem é que encontro nessa mesma esplanada? O Armando Teixeira, que andava por ali a treinar. Que bom ter este campo de treinos disponível... Alguns atletas aproveitam para lhe pedir uma foto.
Mais uma vez, está alguém a apontar o número do nosso dorsal e oiço comentar que faltam chegar 10 pessoas. Como, exceptuando os franceses e os três homens que passei, não via ninguém há quilómetros, pensei que estivesse menos gente atrás, nada mau.
Entro no bar e obrigo-me a comer qualquer coisa, desta vez com sal. Aproveito também para encher o reservatório de água. Segue-se uma das etapas mais duras da prova e o sol não dá tréguas.
Quando finalmente eu e outros atletas saímos, a voluntária que lá estava despede-se de nós com um: "Então boa caminhada"...
Ora toma! Estavas toda orgulhosa da tua média?? Vens para aqui passear, é o que é... :)

(Spoiler Alert 2: E, de facto, haverá uma altura em que vou ter de caminhar durante tanto tempo que quase me esqueci o que era correr, mas ainda não será agora.)

Outra perspectiva da lagoa.


16.657 metros de subida à Torre. 993 D+. 34.628 metros de prova. "Que dia e local incríveis para estar viva e poder correr"

Today is the greatest day I've ever known
Can't wait for tomorrow, I might not have that long
I'll tear my heart out
Before I give out
Today, Smashing Pumpkins

Para abandonar o Vale do Rossim teremos de contornar a lagoa. Não resisto e vou molhar os braços. Ao contrário do que pensava, a água nem está muito fria. Mais à frente irei também molhar os ténis, mas dessa vez já não foi de propósito. Rocha daquela mais lisa e terreno lamacento não é a melhor combinação.

O abastecimento ao fundo.

Em seguida começamos a entrar naquela paisagem típica da Estrela. Muita rocha, vegetação e nenhuma árvore. O sol bate directo e queima, naquele calor seco que aquece os pulmões a cada inspiração e parece que nunca ficamos satisfeitos de oxigénio. Continuo a seguir as fitas por trilhos improvisados, perco conta à quantidade de lagartos e sardões que se aqueciam ao sol e se afastam a fugir quando me aproximo. Eu é que estou na casa deles e tento incomodar o menos possível, mas nem sempre vou pelo local mais limpo de arbustos e que dá uma volta maior. Graças a isso já colecciono uma série de arranhadelas que mais logo de certeza me irão arder no duche. Não me ardem agora porque, com este calor árido, a transpiração é pouca. 


Não sei se por estar focada na ideia de chegar à Torre que, não sei porquê, considerei sempre que seria a parte mais difícil da prova (não foi), consegui abstrair-me do calor. Continuo a tentar correr sempre que posso. Quando, depois de uma encosta, finalmente olho e consigo avistar o topo da Estrela, levo os braços ao ar de alegria. Foi um bom boost mental, apesar de ainda estar a cerca de 10km de distância e isso significar, optimisticamente, umas boas duas horas até lá chegar.

Juro que ali, algures ao fundinho, já se consegue ver a Torre.

Entretanto, viro momentaneamente costas à encosta para começar a descer as suas entranhas, a famosa Fenda da Nave Mestra. E ainda bem que tinha comido pouco ao pequeno-almoço, porque a passagem era estreita. :)




Quando saímos do ventre da montanha estão dois voluntários a apontar a nossa passagem e a disponibilizar água. Ali, no meio do extenso nada. Contam-nos depois que passaram ali a noite, sempre a controlar os atletas.

A tenda onde pernoitaram.

Não sei se já o sentiram, mas o silêncio da Serra da Estrela é ensurdecedor. Com o estado de espírito errado, pode chegar a ser angustiante. E não estou a dizer isto como um defeito, é uma das suas características mais marcantes e a razão porque acho que não há outra que se lhe iguale em Portugal. Em contrapartida, com o estado de espírito certo, nunca vão conseguir paz maior.


Eu ainda não estou no estado de espírito certo. Depois da descida à Fenda fiquei novamente sozinha e cantarolo baixinho para não ouvir o silêncio que ainda me angustia. Estou focada na Torre e não consigo pensar em mais nada. Vejo-a, cada vez mais perto mas ainda tão longe...


Quando parece que finalmente estou quase lá, o organização troca-nos as voltas e leva-nos a contornar a encosta, pelo caminho das rochas.


Estou cheia de calor. A aridez do clima serrano é brindado pela abundância de água que às vezes até nem vemos mas ouvimos a sua corrente, e só o facto de ouvir o seu som borbulhante ajuda. Neste caso, não oiço mas vejo. Pequenos lagos que surgem aqui e ali entre as rochas. Olho em volta e vejo um atleta mais à frente, mas já a alguma distância, e não vejo ninguém para trás. "E se me despir e der um mergulho rápido?"... Sinto-me protegida pela extensão de uma paisagem onde estamos expostos e o horizonte se perde ao longe.  "Miúda, estás a delirar, bebe água, segue a sinalização e deixa-te disso!"

Continuo a passar lagos mas nenhum tão apetecível como o primeiro. O silêncio é agora interrompido pelo coaxar de dezenas e dezenas de sapos. Rãs gordas saltam para a água à minha passagem. 

<3

Depois dos lagos seguem-se as encostas rochosas. Largo o cajado que ainda mantinha comigo e escalo como posso. As mãos ajudam quando as pernas não são suficientes. Por momentos perco-me no tempo e quase que oiço a voz do meu pai que me diz: "Anda cá, desce daí!" e eu fujo a rir, porque quando somos crianças temos a leveza dos anos. Tenho a certeza que nunca subi por estas rochas, mas subi outras muito semelhantes. Na altura recusava as cavalitas e agora bem que me fazia falta uma mão que me puxasse...

Num último impulso mais forte, com tracção às quatro patas, olho para cima e vejo o atleta que ia mais à frente a tirar uma fotografia deste meu momento tão elegante. Afinal ele não estava assim tão longe, ainda bem que desisti do mergulho... :)  Aceno e tento, acho que infrutiferamente, salvar a dignidade da foto.


Quase a chegar a metade do percurso, ainda não o disse em voz alta, nem para vocês, mas já o repeti para mim muitas vezes: esta está a ser a prova mais difícil que fiz até hoje... Tento abstrair-me. Cada vez que chego a mais um topo, olho para trás e, em vez de pensar em como está a ser a prova mais difícil até hoje, penso na sorte de estar ali. Que dia e local incríveis para estar viva e poder correr. Vai haver alturas em que não consigo apreciá-lo, confesso, mas aquelas em que consigo valem ouro.

Falta um último esforço, não devem faltar muito mais de 2km para o topo.

Recebo uma chamada.

- "Estou a chegar à Torre, acho que vou ficar por aqui.", oiço do outro lado do telefone...

(Continua...)

34 comentários:

  1. Menina que corre, isto é apenas lindo ... nem sei o que dizer, já o disse e volto a repetir ... escreves de uma forma fantástica ... até estou emocionado (sem tangas) ...fiz estes km contigo, neste momento estou a olhar para a Torre, faltam ca.2km, estou cheio de calor, boca seca e sinto o sal à flor da pele... e estou arrependidíssimo de não ter mergulhado na lagoa à uns poucos km atrás... devia ter-te deixado ir e ficava por lá a dar uns mergulhos refrescantes ... por outro lado depois não iria saber do resto da história ... venha de lá essa 2ª parte ... estou em pulgas...
    Beijinhos, parabéns e obrigado por este viagem maravilhosa....

    P.S. Um dia teremos um livro sobre as tuas aventuras ... as aventuras e a forma como escreves, e já agora os teus seguidores merecem :)
    P.S. 2 - quando é que abrem as inscrições para 2016?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada... :,)
      ;)
      Vamos em 2016 aos 100k, está decidido! Aliás, decidi isso mais ou menos ao km66 da prova, depois escrevo sobre isso. ;)
      Beijinhos

      Eliminar
  2. Este comentário é só para dizer que mais logo leio isto com a devida atenção. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Até mais logo então. Sem pressas, que talvez apanhes a 1ª e 2ª parte e aproveitas e lês tudo seguido (senta-te confortável!) ;)

      Eliminar
  3. ARGH! Espero bem que a segunda parte já esteja escrita!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lol Também não gosto de relatos por partes, mas se não fosse assim ficava demasiado extenso! A segunda parte já está em desenvolvimento, talvez a consiga publicar amanhã.

      Eliminar
  4. Tu escreves tão bem e levas-nos lá ao local e à experiência sensorial. Parabéns!!! Estou cheio de inveja da escrita, da corrida e... :-)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tens bom remédio, para o ano inscreves-te também. ;)
      Obrigada. :)

      Eliminar
    2. Textos mete nojo... E vou-me inscrever oh. Quero fazer um trail rapidamente

      Eliminar
  5. Só para dizer que continuo à espera da 2ª parte....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Calma... Estou a SUBIR a Estrela, leva mais tempo. ;)

      Eliminar
    2. Somos dois... Como é que é possível (de)escrever sobre isto tão bem??? Quero estar ali

      Eliminar
  6. A tua escrita tem o condão de nos colocar a teu lado e comungarmos dos mesmos momentos. A diferença é que os teus foram bem vividos e sofridos, enquanto os nossos são apenas de deleite a acompanhar a tua escrita.

    Quando possível, venha a 2ª metade que já estou aguado :)

    Beijinhos, grande e corajosa menina que corre

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ihihih Gosto muito da expressão "estar aguado". Ou, como se diz na minha terra: "estar AUGADO". :)
      Obrigada, João. O que vale é que, depois de algum tempo, também já só me sobra o deleite. ;)
      Beijinhos grandes

      Eliminar
  7. Olha, só para dizer que estou quase a transpirar dos olhos...aliás, bastou começares com a Nina...rais parta !

    bjs

    PS: decidir aos 66km de uma prova que para o ano se faz a de 100...epah, assim de repente talvez seja pensar nisso um pouco melhor ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É a melhor altura!! Estás delirante mas, ao mesmo tempo, lúcido. Faz sentido? ;)
      Já decidi fazer provas depois de ter bebido 2 finos numa esplanada, não sei se é mais adequado... :P

      Eliminar
    2. Num me parece, realmente...finos??? Oh Menina, eu cá só bebo imperiais :)

      Eliminar
    3. só com 2 finos??? :):):) ..fraquinha :) ... mas gostei, não lhe chamaste Imperial ... ainda tenho esperança que um dia optes por sapatilhas ;)

      Eliminar
    4. jnr: "finos", porque foi no Norte! :P
      Carlos: Sim, sou fraquinha, já disse. ;) Mas os finos são uma desculpa, na verdade não é preciso muito para alinhar em ideias malucas...ãhh, quero dizer... desafios. ;) PS: Não me parece que me vá dedicar ao ballet tão cedo... É para isso que servem as sapatilhas, não é? :P

      Eliminar
    5. Olha outra.... NORTE???? o A. diz que Pampilhosa é no norte, a menina acha que a Serra da Estrela é no norte.... a norte de Sintra, só se for! Então Bragança, Viana, Vila Real, Porto, e Canedo são o quê? Pffff... era uma revolução, já ..... dividir o país (mas a serra da Estrela ficava para nós, já que é no NORTE) :P
      P.S. Por acaso até era capaz de gostar de ler uma posta tua sobre uma aventura no ballet, devia ser muito emocionante ...hehehe .... e Ténis é um desporto :P

      Eliminar
    6. Ehehe. Por acaso já tive essa conversa antes e não, Serra da Estrela não é no Norte, sei bem. :P Mas usam muitos termos "do Norte" e lá também se bebe "finos" e não "imperiais". ;) Aliás, se me escapa e digo "uma imperial, sff", em vez de "fino", sou logo gozada! :D
      Sim, ia ser muito "emocionante"... Só gostam é de ler "desgraças", vocês... :P

      Eliminar
  8. Já li com mais calma :)

    Começo a ficar sem elogios,

    Portanto, "esta está a ser a prova mais difícil que fiz até hoje... " por causa não só do calor, ou seja, é a distância (penso que é o teu máximo, certo?), o terreno, também o calor?

    Hmmm, perfeito para 100 km :)

    Bjs

    PS: opah, ninguém desistiu, essa do suspense à telenovela da TVI, pff

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada. :) Foi uma prova muito exigente a todos os níveis e, tens razão, não seria a escolha mais óbvia para 100km. Para além da distância, é todo o desgaste do desnível e de ser uma zona muito exposta a intempéries. Este ano foi o calor, o ano passado foi tempestade na Torre...
      Até ao ano que vem ainda pode acontecer muita coisa, mas gostava que sim, a estreia nos 3 dígitos fosse "em casa". :)
      Bjs
      PS: Não sejas SPOILEEEEER!!! :P

      Eliminar
  9. Uau, venha já a segunda parte, estou em pulgas! Escreves muito bem, parece que estava a fazer a prova contigo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Sérgio. :)
      Beijinhos

      Eliminar
    2. ainda me doi o joelho...prontos, pelo menos não estou arranhado...

      Eliminar
  10. Gostei muito de ler o teu texto! Contaste o que te ia na alma de uma forma deliciosa!

    Venha de lá esse "continua"!

    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Está em desenvolvimento. ;)
      Obrigada.
      Bjs

      Eliminar
  11. Muita naice !
    Parabéns.

    De momento não se me vêm mais nada á cabeça !!
    ...é muita informação para assimilar ! ;)

    Sofrimento.
    Dureza.
    Emoção.
    Orgulho.

    bjs
    ajb

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, A...
      Assimila com calma. :)
      Bjs

      Eliminar
  12. Helder18/6/15

    Olá companheira :) Desta vez só nos cruzamos no dia seguinte :)
    Fiquei com a necessidade de comentar pois parte de mim ainda vagueia no meio daquela serra fantástica. Então com este relato ainda mais um pouco :) Por acaso também pensei em mergulhar naquela lagoa de água límpida no meio das rochas, mas não sem roupa!! :) Acabei por me refrescar um pouco, e sim a água não estava nada fria. Quando me cruzei com o Armando Teixeira ele bem disse que lá em cima estava bastante calor. Ou seja, quando o viste (quando eu o vi), ele já tinha ido à Torre e estava ali fresquinho como se nada fosse... outros andamentos...
    Agora aguardo o relato da 2ª parte da prova, que para mim foi a que mais me marcou.
    Para o ano lá estaremos nos 100km :) combinado? :)

    Helder

    PS: também fui durante algum tempo com uns franceses que não me ligaram nenhuma... fui tão insignificante que ia levando com um bastão de um deles e nem sequer deram conta...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá companheiro! É verdade, fizeste uma prova muito boa, desta vez não consegui apanhar-te! :)
      Acho que ainda estamos todos um bocadinho perdidos naquela serra...
      A roupa era para depois não fazer assaduras com ela molhada! (Estava a delirar de calor e cansaço, mas ainda pensava nestes pormenores práticos. lol)
      A segunda parte também foi a parte que mais me marcou, pelo bom e menos bom! Aquela Garganta de Loriga, linda e terrível...
      Está mais que combinado! :)
      Obrigada por dares notícias! Bjs
      PS: Ainda vou apanhar mais 3 franceses durante a prova, havia bastantes, deve ter sido a nacionalidade estrangeira mais representada.

      Eliminar
  13. Estou a ler isto, e está tão bom que me sinto lá também, e acabei de decidir que em 2016 vou a esta prova!!

    E agora vou passar para a parte II :)

    Paulo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahah :) Obrigada, Paulo.
      Boa decisão, esta prova é fantástica. Mas "prepara-te bem" ;)

      Eliminar