8 de outubro de 2015

Grande Trail Serra d'Arga

No momento em que resolve levantar a vista do chão para, depois de mais uma infinitude de passos arrastados, confirmar se é desta que está finalmente mais perto do topo, ela vê-os. Descem pelo trilho que terá de subir. Não estão a mais de cinco metros de distância, mas não parecem ter medo. Param e observam os espécimes coloridos de mochila às costas que invadem a sua serra, com, parece-lhe a ela, alguma curiosidade sobranceira. São fantásticos. Ela nem respira, para parar o tempo. Depois do espanto da novidade inicial, os restantes três parecem decididos a prosseguir, cortando para subir o monte à esquerda, mas o líder continua a olhar para ela. Ela sabe que ele é o líder porque responde com um relincho e uma cabeçada no dorso do companheiro, quando este, impaciente, parece querer que ele avance. O líder olha-a uma última vez e depois sacode a cabeça e segue a restante manada. Ao seu tempo e quando quis. Ela fica ainda um bocadinho a observar a cena, a pensar na sorte que teve de viver este momento. Os cavalos da Serra d'Arga. Garranos. Tão ágeis, tão livres. Depois segue também. Ao tempo que consegue e conforme as pernas deixam.



Subida à Senhora do Minho (km25)

- 4h30, bolas, já vou com atraso.
Foi ali, prestes a chegar ao PAC dos 25km, que eu me apercebi que, muito provavelmente, o objectivo de fazer melhor tempo que em 2014, já era.
Foi depois de conversar um bocadinho com outro atleta (que me pareceu ser leitor deste cantinho, embora não se tenha acusado directamente :)) sobre as dificuldades da subida que se seguia, que olhei pela primeira vez para o relógio e me pus a fazer contas. Já ia com mais 15 minutos do que no ano passado, no mesmo local. Eu sei, porque me lembro perfeitamente de, um ano antes, ter olhado para o gps no início da subida, só para ver quanto tempo me iriam levar aqueles cerca de 3,5km. De qualquer forma, páro na mesma no abastecimento e como qualquer coisa.
Uma das estratégias, na qual tinha pensado previamente, era não demorar mais do que 3 ou 4 minutos em cada abastecimento, ficando apenas mais tempo no PAC dos 33km, se necessário. É que, bem feitas as contas, 5 minutos em cada abastecimento (num total de 5) significariam 25 minutos a mais no tempo final, e essa poderia fazer toda a diferença. No entanto, serei forçada a admitir a falha no meu plano logo no abastecimento de Arte na Leira, aos 17km. O calor que se fez sentir levava a que fosse necessário reabastecer o depósito de água em todos os abastecimentos, com a logística e espera que isso implicava.

Inicio a subida da Senhora do Minho já com o espírito um bocado derrotado, e acho que isso fez toda a diferença. Para ser sincera, acho que esta subida não é o bicho-papão com que fiquei na ideia o ano passado, mas a consciência do atraso e o sol a pique tornaram-na, novamente, uma experiência dolorosa. Dizem as más-línguas que até precisei de reboque durante um bocado, mas como não há fotos não há provas. ;)

Este ano não tenho fotos da Senhora do Minho. Fica uma do ano passado.

Antes da última escalada de cerca de 50 metros, que nos leva ao seu topo, ainda me vou sentar um bocadinho à sombra de uma rocha. Estava lá uma pedra colocada mesmo a jeito de um convidativo banquinho, juro! Nas passadas finais da conquista do cume, disfarço e ergo os braços ao alto, em modo de vitória, para os fotógrafos. Dirijo-me para as torneiras junto à torre, para abastecer e refrescar. Este ano não ouvi anjos a cantar, mas a música de um órgão saía do Santuário da Senhora do Minho e compunha o ambiente.

Senhora do Minho: 2, eu: 0. O campeonato continua para o ano. Entretanto, deixa-me cá sentar mais um bocadinho, à sombra, que este sol das 13h mata-me. E pensar que às 8h, quando partimos, em Dem, estava um nevoeiro brutal.

A partida

- Raios, #$%@@# mais a bexiga nervosa!
Faltam 12 minutos para a partida, ainda nem fiz o controlo zero, e estão cinco mulheres à minha frente na fila para o wc. Já não basta ter dormido muito pouco, não ter bebido café e ter apanhado alguns nervos para estacionar e agora esta pressão do tempo. Mas lá me consigo despachar ainda com uns minutos para tentar posicionar-me na partida.


A neblina cerrada e fria fazia questionar a decisão da Organização, divulgada dois dias antes na página oficial, em dispensar os impermeáveis do material obrigatório. Eu, pelo menos, trazia o meu vestido. Mal sabia que bastariam 3km para ficar acima das nuvens e ficar exposta ao sol durante todo o dia...



Tal como em anos anteriores, as oito badaladas do sino da igreja dão o mote para a partida e, em semelhança a 2014, fazemos um percurso circular pelas ruas de Dem, de forma a espaçar o pelotão, antes de iniciarmos a primeira grande subida.

Em seguida, emergimos do mar de nuvens e...


sobe...

E sobe...


Tanta gente concentrada e focada no seu esforço... Mas quem não olhou em volta perdeu o espectáculo da natureza que ficava para trás.




Esta primeira subida é logo um belo aquecimento para as nossas "cruzes", mas as pernas ainda vão frescas e aguenta-se bem. Provavelmente comecei de forma muito conservadora, sou assim, vou sempre na retranca, com medo de abusar e pagar mais tarde. Por isso, cheguei fresca e fofa ao topo, só para passar os 4km de descida que se seguiram a ser passada por toda a gente, devido à minha manifesta falta de jeito a descer por aqueles trilhos mais técnicos! Mas o dia vai ser longo e a manhã ainda está amena, sigo feliz.

 A Meta

Vejo os segundos a passar no cronómetro ao lado do pórtico. 53seg... Oiço o speaker. 55seg... Oiço aplausos. 57seg... Oiço aplausos ainda mais fortes e incentivos, quando acelero para a meta e quem assiste confunde este meu sprint como uma corrida para ficar bem na fotografia. +1seg... Mas este meu sprint final era apenas uma corrida de orgulho imbecil numa tentativa de terminar abaixo da hora determinada. Falhei por 1 segundo, diz o cronómetro. Falhei por mais de 40 minutos, diz o meu tempo de 2014. Falhei por mais de 1 hora, diz aquela que em mim traçou os objectivos.
O Grande Trail Serra d'Arga não é uma prova que se faça de ânimo leve, nem à qual se vá destreinada. Paguei por isso, sofri bastante nos últimos 20km. De Arga tempestiva em 2013, à Arga doce em 2014, passei à Arga impiedosa em 2015. Sempre diferente, sempre especial. Todos os que alguma vez lá vão podem confirmá-lo, esta Serra tem algo de único. Ganhei pela viagem. Volto para o ano.

São Lourenço da Montaria (33km)

- Não tivesse eu vindo de tão longe e ficaria por aqui.
Não tivesse eu feito mais de 400km para regressar a Arga, e teria encurtado a jornada para os 33km, não tenho dúvidas. Penso nisto enquanto como pipocas salgadas no PAC da Montaria e olho com alguma inveja para os atletas dos 33km, que se estendem pelas sombras do relvado, ou conversam alegremente, enquanto bebem umas minis, na zona de merendas.
Esta última descida até aqui foi um suplício. Sempre a tentar poupar o joelho que se tinha manifestado nas últimas semanas (mas que graças a Deus se manteve silencioso durante a prova) fiz uma dança disparatada e lenta pelo monte abaixo. Revelo já inícios de um belo bronze do lado esquerdo, lado que estará maioritariamente exposto ao sol ao longo da prova, fruto do esquecimento do protector.

Ninguém merece estar a sofrer com este calor. Quando, depois da Senhora do Minho, tentei aproveitar as rectas para correr, o meu corpo quase se rebelava. Que estás a fazer? Não vês que está quente? Queres que eu me mova mais rápido? Ahahah, que piada... Vamos mas é movimentar-nos como um caracol com calma e poupar líquidos e energia. Nada do que a minha cabeça argumentou pareceu fazer efeito. Cheguei à Montaria já muito perto do tempo de corte, mentalmente exausta, vermelhinha, e já com umas quantas assaduras a formarem-se devido ao roçagar piorado com o suor. Sabia que se iria seguir a zona do Vale do Âncora e tinha esperança que as suas cascatas e sombras frescas me animassem. Olho mais uma vez para os atletas que ficam (e muitos ficarão por ali), enfio mais uma mão cheia de pipocas na boca, e continuo.
Atravessamos as ruas sem sombras, quase desertas de habitantes que devem estar a esta hora a almoçar. O meu olhar tenta evitar o monte que sabe que ainda teremos de subir e lembro com saudades a minha Arga de 2013, chuvosa, tempestiva. Não seria fácil correr tantos quilómetros encharcados, mas para mim a Serra será sempre mais linda assim, numa revolta de elementos. Agora contento-me com molhar o boné na fonte à saída da povoação e deixar escorrer as gotas. Vai ter de servir.




Pedrulhos (km 44,5)

- Então, que achas, continuamos?
Sabemos que não estamos mesmo a ter uma boa prova quando, a 8km do fim, nos questionamos se ficamos por ali. Os últimos 3 ou 4 quilómetros, antes de chegar a este último PAC, pareceram-me intermináveis. Como não víamos ninguém há imenso tempo, primeiro temi estarmos perdidos, depois questionei-me se ainda estaria mais alguém em prova...
Algures pelos montes de Arga o meu telemóvel assumiu a hora espanhola e eu, que não reparei, deduzi que estava com um atraso ainda pior do que pensava. Como é possível ter levado tanto tempo a fazer estes 12km, como?? Confrontando com os dados do gps as contas não batiam certo mas, naquela altura, até a mais simples soma ou subtracção exigia muito esforço! Quando, finalmente, me apercebi que afinal tinha menos uma hora de prova do que pensava, foi o ímpeto que me faltava para me levantar do muro em que estávamos sentados e decidir seguir. Sabia que já não iria conseguir terminar abaixo das 10h e, por causa disso, a grande parte dos atletas que estava naquele abastecimento resolveu ficar por ali. Dos que estavam, apenas mais dois atletas seguiram connosco. Na altura era uma incógnita se iriamos sequer aparecer na classificação. Tinha ouvido uns rumores durante a prova de que o tempo de corte e respectivo tempo limite teriam sido alargados, mas nenhum dos voluntários soube confirmar. Para os dois atletas que se juntaram a nós era a estreia em Arga e a sua inocência era uma bênção. Já eu, infelizmente, sabia muito bem o que me esperava... E sim, resolvi seguir na mesma. (Queria o meu colete de finisher, raios!)

Passado 1km já estava mais do que arrependida. Quero lá saber do colete, vou-me sentar aqui e mandem um helicóptero buscar-me! Subir novamente a montanha, depois de 46km, e ainda com calor, é tão divertido como soa... Na minha cabeça vociferava impropérios contra a teimosia em continuar, apenas para ir naquele sofrimento e, ainda por cima, forçar o mesmo sofrimento a quem me acompanha. Foi quando ia neste ruído mental que se deu o encontro com os garranos. Este momento, que não teria vivido caso tivesse decidido regressar a Dem de rabo alapado na carrinha da Organização, deu-me o alento que faltava. Recordava-me ainda do exacto local, o marco geodésico, onde a subida terminava e se podia avistar a meta ao fundo. Já não devia faltar muito, não podia era parar.

3km para Dem

Mas parei, ao km49, para tirar esta foto.... A PAZ.

Sim, mais uma vez esta fotografia, porque a paisagem merece. :)

Corria uma brisa agradável e agora seria sempre a descer até à freguesia. Não faço ideia do que custará mais, se subir esta encosta no início da prova, mas com as pernas ainda frescas, ou descê-la ao fim de 50km... Deve ser engraçado analisar os dados para ver o que levou mais tempo, mas ainda não o fiz. De qualquer forma, não sei se foi só por alívio relativamente aos últimos quilómetros penosos, mas penso que este ano esta descida já não me custou tanto. Pelo menos ainda conseguia dobrar as articulações, coisa que não aconteceu em 2014. :)
Na entrada de Dem desato numa correria contra o tempo. Este ano a chegada não era no local da partida, como em anos anteriores, mas sim um pouco antes da igreja, virando à esquerda de forma a fugir da estrada principal.

Avisto a meta. Finalmente, depois de tanto cansaço, desilusão, dúvida, mas também momentos únicos, a meta.

"Vejo os segundos a passar no cronómetro ao lado do pórtico. 53seg... Oiço o speaker. 55seg... Oiço aplausos. 57seg...(...)"

29 comentários:

  1. Menina, é por textos destes (ok... e por outros tb) que eu tanto gosto de vir aqui ao teu cantinho .... clap, clap, clap ... obrigado e muitos Parabéns por mais um colete de finisher de Arga.
    Beijinhos

    P.S. Tenho mesmo que arranjar forma de um dia poder estar presente nesta prova ... gosto de a fazer através dos teus textos, mas acho que ia gostar mais estando lá em carne e osso :)

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    1. Muito obrigada Perneta. :)
      Sim, tens mesmo de ir um dia, é uma falha grave no teu cv de trilhos. ;) E, não é para meter imbeija, mas o colete deste ano era mesmo giro, cor e tudo! (Ok, se calhar só para mim...) :) Depois ponho foto. E das francesinhas também, que não me esqueci! :P
      Beijinhos

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  2. Bom, afinal ficaram classificados.

    Texto lindo, percebe-se a dureza, a luta, interna principalmente, para levar de vencida, mais uma vez, a prova, que a Serra, essa, fica sempre.

    E estará lá para o ano, de certeza.

    9:43h.

    Bjs

    ahh, e Parabéns, alguém que acaba a prova merece-os, sempre.

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    1. Lucky number 9.43? ;) Deal! :P
      Sim, acabaram por estender o limite. Mas fui uma finisher com sentimentos contraditórios... Depois vou escrever mais uma crónica sobre Arga. Esta foi a história, a próxima será sobre pormenores mais técnicos.
      Obrigada! E também já começa a ser altura de conheceres esta Serra... ;)
      Beijinhos

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  3. Vá lá, Menina, não estava calor, estava um solzinho bom :D
    Ainda estou em lua-de-mel com a prova, espero que não passe. Isto de não estabelecer objectivos de tempo é o melhor que há, vai por mim. Isso e treinar com gente que me faz sofrer tanto para os acompanhar que até as provas parecem um piquenique. Vemo-nos pelos trilhos!

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    1. Sim, "solzinho bom" é uma forma de colocar a questão... Se estivesse na praia... E debaixo do chapéu! :P
      Senti essa lua de mel no pós OMD apesar de, lá está, nessa prova também ter estado um "solzinho bom". ;)
      Também treino com gente que puxa por mim embora, no meu caso, se calhar a influência esteja a ser ao contrário! :D
      Parabéns pela prova!
      Beijinhos

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  4. «uma pessoa lê blogs de corrida e depois pensa que consegue!!»... é o que me lembro, mais ou menos, de entre outras coisas ter comentado, não sei o que te levou a suspeitar que leio o teu blog :)

    Pronto, eu acuso-me... sou leitor :) ... assíduo, há bastante tempo, embora não tenha por hábito comentar... e é sem dúvida uma enorme fonte de inspiração... obrigado

    Obrigado, também, pela extrema simpatia na nossa conversa... e por essa pequena conversa me ter ajudado no que ainda estava para vir ;)

    Parabéns por mais uma vez teres concluído o GTSA (não é para todos ;) )… continua a escrever que talento não te falta... :)

    Bjs

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    1. Ahah foi isso mesmo :) Obrigada por te teres "acusado" ;)
      Como te correu o resto da prova? A subida à Senhora do Minho não foi assim tão má, pois não? :)
      Espero que tenhas ficado com uma boa memória de Arga e vontade de voltar.
      Obrigada eu!:)
      Bjs

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    2. Efetivamente a Senhora do Minho é uma subida difícil, longa, complicada, sobretudo os últimos 10 metros, mas confesso que não a achei assim tão má, não... (também, após a tua descrição do ano passado uma pessoa já ia avisada ;) )... custou-me mais o km «plano, ligeiramente a descer» que se seguiu do que a subida em si... A prova estava a correr bem, estava inscrito nos 53km e estava filado na ideia de acabar... e até «acelerei» na descida para passar o pórtico dos 33km dentro do tempo-limite, o que consegui por 5 minutos... só que infelizmente não continuei, confesso que estava à espera do «abastecimento especial», que não encontrei :( isso associado a outros fatores mais emocionais que físicos levou a que decidisse ficar por ali... Mas já foi mais que bom :)

      Fiquei com ótimas memórias :) tive pena de não ter conhecido o «vale do Âncora», mas fica para uma próxima oportunidade... como a prova com certeza existirá durante muitos anos, eventualmente um dia acabarei por voltar ;)

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    3. É pena, mas assim ficas com uma desculpa para lá voltares. Tens de ver o resto! ;)
      Pois, também fiquei com a ideia que já havia pouca coisa no abastecimento... Mas, pelo que me disseram depois, acho que mais à frente havia sopa e sandes.
      Até um dia destes, num trilho por aí :)

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  5. Muito fixe o relato!

    Grande aventura hein? :)

    Parabéns!

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    1. Sim, é sempre uma grande aventura, corra bem ou mal. Sobretudo se corre mal :)
      Obrigada!
      Bjs

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  6. Nunca é demais dar-te os parabéns por mais uma grande vitória tua, derrotando as forças negativas que se queriam impor, e pelo habitualmente fantástico texto.
    És um ENORME exemplo!

    Beijinhos e força para as próximas aventuras :)

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    1. Obrigada João
      O meu "diabinho" grita muito alto em alturas de cansaço, tenho de aprender a silenciá-lo. :)
      Beijinhos
      E força, está quase! ;)

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  7. ...antes demais , parabens !
    Como sempre digo , e para mim , correr 53k não é para todos...correr 53k pelas montanhas minhotas de Arga , é um desafio e uma aventura que só quem lá vai , sabe o que sente !
    (ou então não !! e nem se sentem , mas isso é outro tema!!) :P

    ...E ainda por cima , correr 53k na serra D'Arga , sem treinos praticamente nenhuns !! :)

    Arga vai ser sempre especial !!
    É uma prova sempre "diferente" , sempre desafiante , sempre unica...
    ...seja pela meteorologia , pela componente social (gente pa caraças) , ou pela sua envolvencia mais "pro" , via Carlos Sá. :)

    Aprendemos sempre muito...ao virar de cada curva , a cada passo da subida , a cada escorregadela , a cada paragem para descansar ou comer e beber !

    Fizeste uma grande prova , ponto.
    Agora , acho que , ou defines objectivos "concretos" e treinas para isso... , ou a componente "sofrimento/sacrificio/duvidas" , vai ser sempre uma grande parte da ultra ! (que como o nome indica é grande) eheheh

    ...á muita coisa a "melhorar", se o que pretendes é melhores tempos !! , á muita coisa a fazer diferente , se queres bater os "recordes" anteriores...

    ...mas tens que ser tu a decidir na tua cabeça !! e não correr como os outros! ehehhe (desculpa , não resisti) :P


    Que cronica magnifica.
    A maneira como escreves leva-mos mesmo a viajar...obrigado. Parabens.

    Força nos treinos , dá-lhe forte com juizo ! :)
    bjs
    ajb

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    1. Comentário muito ponderado e sábio, tens toda a razão. :P
      E sim, se quero sofrer menos em prova tenho de treinar mais e melhor. Não foi o caso nos ultimos tempos, mas terá de voltar a ser. Nada de ronha! ;)
      Mas valeu, sem dúvida, pela experiência, fazia a viagem toda outra vez... :)
      Obrigada.
      Bjs

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    Obrigada.

    Beijinhos
    Ariadne - Farmacêutica, apaixonada por gatos e café*
    http://historiasdeariadne.blogspot.pt

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  9. Apetece-me dizer uma data de coisas... Apetece-me dizer BRILHANTE pela forma como desconstruíste a prova no texto, apetece-me dizer GENIAL o paragrafo dos Garranos... Apetece-me dizer INSPIRADOR, não deixas ninguém indiferente... Apetece-me dizer vai para o ca... que há pessoas por aqui que estão muito tristes porque desistiram de ir a Arga para treinar para a Maratona... E AGORA ESTÃO MUITO PIOR!!! OBRIGADINHOS...

    Parabéns sinceros, não me canso de dizer. Beijinhos

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    1. Obrigada Zémi! :)
      Vais ver que o cruzar da meta dessa Maratona vai valer por estes momentos que andas a perder. E há sempre Arga 2016 ;)
      Beijinhos

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  10. Treinar mais é sempre um bom caminho. Ter alguma felicidade vulgarmente chamada sorte também. Fundamental é fazer com paixão e isso fazes. Agora todos temos ciclos de mais motivação outros de menos.. Não foi o teu melhor dia mas foi um dia teu. Por isso parabéns. Até um trilho qualquer. És tu e o trilho...

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    1. Obrigada!
      Toda a sorte para o UTAX!
      Beijinhos

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  11. Helder12/10/15

    Olaaa!!

    Análise de bolso do relato :)

    Avistamento de cavalos -> confere - por várias vezes (Garranos!! não lhes vi a marca :))
    Subida à Senhora do Minho não tão dificil -> confere (pareceu-me que a subi a um bom ritmo, para mim claro)
    Menina a ser puxada monte acima -> confere (dizem as más-línguas não é?!! :))
    Questionar decisão da Organização em dispensar os impermeáveis -> confere (aguardei pelo abastecimento para tirar o corta-vento já todo emcharcado)
    Perder espectáculo da natureza que ficava para trás -> não confere (referi anteriormente que fui a apreciar a paisagem :))
    Sprint final -> confere (Falhei por 1min e meio à hora prevista - nota mental: não dar conversas a meninas nos abastecimentos LOL)
    Voltar para o ano -> confere (lá estaremos carago :))
    Bronze do lado esquerdo -> confere (prova: pele no braço esquerdo a cair)
    Molhar o boné na fonte à saída da povoação -> confere (a cabeça também. Afinal o cabelo seca depressa :))
    Descida não custou -> não confere (foi pior que as subidas, ainda para mais a ouvir o speaker na meta e a virar à direita para fazer mais uns quantos kms)

    Conclusão: gostei do teu relato tarantiniano ou tarantesco (já que houve tanto sofrimento :)) ou será lynchiano.

    Bj e treina para chegares mais longe em menos tempo e não para chegares em menos tempo mais longe

    PS: pena não ires ao TSL, como é que vou recordar a prova sem um relato? :)

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    1. Olá!
      Eheh suponho que sejam garranos, é uma "marca" de cavalos típica do Alto Minho. ;) De qualquer forma, eram lindos e selvagens.
      Senhora do Minho: confere, subiste a bom ritmo. :)
      Reboque monte acima: não sei do que falas... :P
      Sprint final: o problema não foi da conversa a meninas nos abastecimentos, mas sim de ires a ver a paisagem ;)
      Este ano fui uma inglorious basterd :D, em 2016 espero novo guião.
      Bjs, essa frase deixou-me a pensar! :)
      PS: Vê as coisas pelo lado positivo, ao menos não perdes segundos preciosos em algum abastecimento... ;)
      PS2: Mas estou cum imbeija... Muito triste de não ir à linda Serra da Lousã... :(

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  12. Parabéns Rute!
    Essa é bem dura mas conseguiste mais uma vez!
    Arga com aquele pedregulho todo e com aquelas nuvens à volta tem tanto de belo como de duro. E com calor não deve ter sido nada fácil.

    Agora força nessa recuperação!

    Beijinhos

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    1. Obrigada Isa.
      Não foi fácil não, mas já está, venham os próximos objectivos!:)
      Boa sorte para domingo!
      Beijinhos

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