12 de novembro de 2015

Caminho de Santiago Português Central - Dias 0, 1 e 2

O Caminho de Santiago é uma rede de percursos que afluem a Santiago de Compostela. O mais conhecido é o Caminho Francês, que tem início em Saint Jean Pied du Port, a cerca de 780km de distância, mas existem outros, no qual se inclui o Caminho Central Português.
Rota de peregrinação existente desde o século IX, esteve alguns séculos relativamente esquecida para, por volta de 1980, começar a aumentar a sua popularidade, sendo posteriormente declarada Primeiro Itinerário Cultural Europeu e Património da Humanidade. Os peregrinos, nome dado a quem percorre o Caminho, devem levar consigo a Credencial do Peregrino (últimas fotos da crónica anterior), para que possam pernoitar nos Albergues a eles destinados e, ao chegar a Santiago de Compostela, poderem solicitar a Compostela (comprovativo de que percorreram o Caminho, pelo menos os últimos 100km a pé), caso o desejem. Sendo uma peregrinação de origem religiosa, muitos são os que hoje a percorrem por outras razões, até porque se trata de um percurso de bastante interesse histórico e atractivos paisagísticos.
Apesar disso, o Caminho é O Caminho e, por isso, é diferente de qualquer outra PR, GR ou caminhadas que possam fazer. E assim, cinco anos depois, voltei.

Dia 0 - Porto

O Porto recebe-nos no final de uma tarde chuvosa.



Já não chegámos a tempo de ir à Sé colocar o primeiro carimbo, mas fomos ao Posto de Turismo logo ao lado, para assinalar o início do Caminho. Depois, seguimos, a pé, claro, para o albergue onde iríamos ficar nessa noite, no Seminário de Vilar.


Sé.


A cidade possuí dois albergues de peregrinos, mas optei por este por ficar mais perto da Estação de São Bento e centro do Porto, onde iríamos começar a caminhada. Como em todos os outros, não há reservas, quem chegar vai ocupando as camas disponíveis até esgotarem as vagas. Quando chegámos, só lá estavam três outros peregrinos e penso que não chegou mais nenhum nessa noite.
Depois de pousar as mochilas, só houve tempo de ir procurar um local onde jantar, fazer um breve passeio turístico até à Foz e, por volta das 22h, já estávamos de regresso ao albergue e a (tentar) dormir.



<3 Porto

Pontos altos da etapa:
- o Centro Histórico do Porto.
- Ver a Livraria Lello, ainda que apenas por fora.

Albergue:
- Albergue do Peregrino Nossa Senhora do Rosário de Vilar (Donativo)
Casa anexo na propriedade do Seminário de Vilar, com capacidade para 12 peregrinos. Achei o albergue com menos "espírito" dos restantes em que fiquei mas, tendo por base um valor donativo, com cama, duche quente e cozinha com equipamento para quem precisasse de fazer as suas refeições, era confortável o suficiente.

Menu do Peregrino:
- Não sei se algum restaurante à beira do Caminho, no Porto, oferecia esta opção. Não procurei. Estávamos com fome e pouco tempo, acabámos por jantar num restaurante perto da Livraria Lello, que também tinha preços acessíveis.


Dia 1 - Etapa Porto -> Vairão

Alvorada às 6h30, para começar a caminhar às 7h. A ideia era começar sempre cedo, para podermos ir com calma e fazer algumas pausas sempre que necessário, mas de forma a terminar a etapa ainda de dia.
O albergue ficava junto ao Palácio de Cristal. Seguimos as indicações que nos deram de véspera e que nos poriam na rota das setas amarelas, mas enganámo-nos na rua e ainda andámos ali alguns minutos às aranhas. As sinalizações nas grandes cidades são sempre mais complicadas de seguir, basta alguém ter estacionado o carro a tapar o muro que tem a seta, ou ter posto um cartaz publicitário por cima, etc... Mas lá acabámos por encontrar uma, junto a uma igreja, e a partir daí, até ao final dos quatro dias, nunca mais nos perdemos. Organização com sinalização cinco estrelas! :)
Estava a chover, o que me permitiu desfilar o meu espectacular poncho de peregrina (estão a ver aqueles sacos de plástico com buracos para a cabeça e os braços que dão em algumas provas? Era isso.) ao longos dos quilómetros que nos vão conduzir à saída da cidade. Aposto que alegrei a manhã de vários transeuntes a caminho do trabalho. :)
Já com 7km de caminhada e ainda dentro da cidade, fizemos uma pausa para pequeno-almoço. A partir daí deixará de chover, mas ainda vamos fazer bastantes quilómetros em bermas de estrada, passando pela zona industrial da Maia, até finalmente começarmos a percorrer áreas mais sossegadas.



Com cerca de 20km fazemos a segunda pausa para pequeno-almoço (é o que faz acordar cedo, dois pequenos-almoços são necessários) no café Beiracampo, não muito longe da rua com nome caricato cuja foto publiquei acima. A razão porque me lembro do nome do café, daqueles típicos de pequenas povoações, onde já há senhores a beber o seu copito de bagaço às 11h da manhã, é porque foi lá que colocámos o primeiro carimbo desta etapa.



O plano inicial era seguir esta primeira etapa até Vilarinho, com aproximadamente 28km. No entanto, depois de algumas pesquisas, verifiquei que em Vilarinho não existia nenhum albergue público, o que nos obrigaria a ficar num albergue de peregrinos privado o que, não sendo muito mais caro (geralmente ronda os 10-12€/noite), não era a ideia pretendida, a de ficar sempre em albergues municipais e/ou típicos.

Vairão


Por isso, quando chegámos a Vairão, com 26,5km, e havendo a possibilidade de dormir num Albergue de Peregrinos que ficava num Mosteiro, num verdadeiro Mosteiro, com MAIS DE MIL ANOS, não podia deixar passar essa oportunidade.



Mesmo que isso significasse termos de nos desviar do percurso uns enormes 300 metros! Não gozem, sempre são 600 metros ida e volta e, como diria um peregrino irlandês que conheci no dia seguinte em Barcelos: "At my age, every extra meter hurts". :)

O Mosteiro.

Vista do 3º andar do Mosteiro.


Acabou por ser a melhor decisão. O casal que tomava conta do albergue era muito simpático e orgulhoso do "seu" mosteiro e acabámos por ouvir algumas histórias do local enquanto nos guiavam ao terceiro andar, a ala dedicada à pernoita de peregrinos. Esta ala tinha capacidade para 50 pessoas e, apesar de ser num edifício antigo, com todas as condicionantes que isso tem, notava-se o cuidado na limpeza e pequenos apontamentos dedicados ao conforto de quem lá ficava. Recomendo vivamente a experiência.



"Miminhos" para os peregrinos, na cozinha do Mosteiro.


Entretanto já eram 15h e fomos comer qualquer coisa perto, seguido de um pequeno passeio para conhecer melhor a povoação.




Depois da sesta para descansar as pernas, jantar num agradável restaurante que oferecia Menu do Peregrino e regresso ao Mosteiro por volta das 22h, para dormir num local milenário e, muito provavelmente, assombrado. Acho que nessa noite só lá dormiram mais uma ou duas pessoas, e na ala oposta. Foi interessante para quem (eu) tinha brincado, horas antes, sobre o potencial fantasmagórico da situação... (Não se preocupem, nada de anormal foi presenciado durante a noite.) :)

(Sim, levámos o Garmin para ficar com os dados numéricos do Caminho, à geek. :) )

Distância:
26,5km, aprox. Fácil. Primeiros 14km em ambiente citadino, estrada, passeios... Restantes em povoações e algum empedrado.

Pontos altos da etapa:
- Pequenas povoações desertas que se atravessam depois de Maia. Chegámos a entrar e sair de algumas sem ver mesmo ninguém. No entanto, depois do caos que foi percorrer os acessos de uma grande cidade num dia de semana, foi um descanso.
- Vairão, que nunca teria conhecido não fora pelo Caminho, acabou por revelar-se um local bastante aprazível.

Albergue:
- Albergue de Peregrinos Mosteiro de Vairão (Donativo)
Capacidade para 50 peregrinos. Um pouco afastado do percurso, mas vale a pena. Quantas vezes vão poder dizer que dormiram num mosteiro com mil anos?! Instalações antigas (óbvio) mas renovadas, tudo limpo e cuidado. Tem ainda um pequeno Museu do Peregrino, como fotografias e objectos deixados por outros peregrinos. Único ponto negativo? Fica num terceiro andar! E acreditem que as escadas começam a pesar ao fim de tantos quilómetros e mochilas às costas.

Menu do Peregrino:
- Almoço: Despachado a bifanas, era tarde e ainda não tínhamos percorrido a localidade.
- Jantar: Menu a 5€ (sopa+prato+bebida) na Cafetaria Jardim.
Bom ambiente, wi-fi gratuito e o dono era um senhor despistado e simpático. Chegámos cedo (cerca 19h30), eramos os únicos clientes e ele teve de chamar a esposa para nos vir fazer o jantar! :) Mas extremamente amável e, pelo preço, refeições muito bem servidas. Pouco depois de entrar em Vairão, à direita, a caminho do Mosteiro. Anuncia Menu do Peregrino em placard à entrada.

Dia 2 - Etapa Vairão -> Barcelos

Novamente alvorada, num dia em que nos esperam cerca de 30km até Barcelos. Será também o dia em que, definitivamente, nos afastamos dos grandes centros populacionais e percorremos mais vilas e aldeias e até alguns trilhos.



Logo aos primeiros quilómetros, ainda sem pequeno almoço, mas sob uma luz matinal lindíssima, iremos atravessar a bonita Ponte D. Zameiro, pouco depois de Vilarinho.





Depois, seguiremos junto a quintas e vinhas, atravessando uma ou outra povoação mas, infelizmente, sem se avistar nenhum café onde se pudesse tomar o pequeno-almoço.





Sem nada mais que uma barrinha de cereais no estômago, vou chegar a Rates (cerca de 14km de percurso), já esfomeada e ligeiramente refilona. Finalmente, entraremos no Macedo's Bar, café muito frequentado por peregrinos, como poderemos comprovar pela decoração e pela conversa que teremos com o dono. Com o estômago mais aconchegado e o primeiro carimbo do dia na credencial, seguimos caminho pela interessante Vila de Rates.

Mosteiro de Rates.


Infelizmente o albergue municipal ainda estava fechado, pelo que não pude ficar com um carimbo do mesmo (objectivo de colocar carimbo de recordação em todas as localidades com albergue onde passássemos).





Esta foi uma etapa longa e, com o cansaço e duas bolhas a formarem-se desde manhã, assim que pudemos parámos para almoço. Calhou, e bem, ser no Restaurante Pedra Furada, mesmo à beira do Caminho.



Este é um restaurante reconhecido e claramente fora das nossas bolsas de peregrino, no entanto, têm uma zona de cafetaria à parte, onde servem Menus do Peregrino, e é decorada de acordo. Gostei bastante deste espaço, com funcionários habituados ao afluxo de peregrinos, que nos disponibilizaram o carimbo e o livro de recordações, mesmo antes de sermos nós a pedir.



Já perto de Barcelos notamos os efeitos do cansaço quando começamos a alucinar. Aquilo que nos parecia uma "parede" a subir, visto a alguma distância, depois afinal era uma subida com um desnível de nada! Foi bastante engraçada esta ilusão de óptica, e na altura já tudo servia para rir.

Ai mereces, mereces... :)


A tentação de ficar num dos Albergues Municipais de Barcelinhos, antes de atravessar a ponte, era bastante (um deles pertence à Associação Amigos da Montanha, reconhecem este nome de algum lado?:) ), mas Barcelos ficava ali a dois passos e seria melhor, em termos de logística, ficar junto ao centro histórico.





Realmente bastava passar a ponte e estávamos em Barcelos, mas encontrar o albergue ainda deu algum trabalho (ruas em cidades...). Depois de alguns enganos e a ajuda de um senhor que passava e que nos identificou automaticamente como peregrinos (seria das mochilas e ar derreado?:)) chegámos finalmente ao Albergue de Barcelos, por volta das 16h.

Pormenor do terraço interior do Albergue

Depois do duche tomado, pudemos finalmente ir conhecer esta cidade de que gostei tanto. E, sem o peso das mochilas, até parece que voamos!



Se tivessem dúvidas de estar em Barcelos...

Escolhido o restaurante para jantar, ainda houve tempo para conhecer a zona histórica e até entrar numa loja de desporto (quem resiste a montras com ténis e equipamento de trail? E o manequim na montra tinha um dorsal do GTSA... Estava praticamente a pedir-nos para entrar!:))




Se tivessem dúvidas II..

De volta ao albergue antes da hora do silêncio (22h), já com vários peregrinos a preparem-se para dormir. Este foi o dia em que estivemos no albergue mais cheio e, mesmo assim, não deviam estar mais de dez pessoas. Vinte segundos depois de me deitar, e apesar do ressonar do irlandês no beliche próximo, adormeci. Quase que parece que a vida de peregrino consiste em caminhar, comer e dormir, não parece?...:)



Distância:
-30km, aprox. Fácil, embora com uma subida de respeito, a seguir à Ponte D. Zameiro, logo pela manhã. Algum estradão de terra à passagem de quintas, mas sobretudo muito empedrado, o que começa a massacrar os pés ao fim de algum tempo.

Pontos altos da etapa:
- Ponte D. Zameiro
- Mosteiro de Rates
- Pedra Furada
- Centro Histórico de Barcelos

Albergue:
- Albergue Cidade de Barcelos (Donativo)
Capacidade para 20 peregrinos. Ar renovado e boas instalações, sobretudo tendo em conta que funciona com base em donativo. Quartos de três beliches cada, duches grandes, pequena cozinha e lavandaria. (Ainda lavei e tentei secar umas t-shirts, mas com a humidade da noite nada feito.) Não fica muito afastado do percurso, mas estando numa rua secundária não é fácil dar com ele.

Menu do Peregrino:
- Almoço: Café Restaurante Pedra Furada. Menu €7,5 (sopa+prato do dia+sobremesa+café). Mesmo à beira do Caminho (bónus!) e com bom ambiente. Podem divertir-se a ver as recordações deixadas por outros peregrinos ou ler o que foi escrito na imprensa sobre o restaurante, em recortes pendurados na parede.
- Jantar: Não apontei o nome do restaurante, mas em Barcelos existiam várias opções. Acabámos por optar por um que, não tendo menu do peregrino, tinha também outras opções de menu em conta. No entanto, não tendo sido uma má refeição, também não tinha nada de especial a assinalar.


(Dias 3, 4 e conclusão.)

18 comentários:

  1. Excelente guia de viagem, vou gostar de seguir.

    Bom caminho :)

    Bjn

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    1. Obrigada, Zémi. Pode ser que te dê ideias! :)
      Bjs

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  2. Granda Aventura! Parabéns!

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  3. Magnifico , fantastico , desafiante , lindo...

    Que bela aventura...
    E que belo guia e dicas do Camino e para todos os que o decidam fazer...

    Depois , cada um que o faça com as suas lutas , crenças , fé , dificuldades , a cavalo , etc...
    ...mas sobretudo com amor e desprendimento de cousas que afinal não tem importância nenhuma na nossa vida.
    E vivam o momento.

    Divirtam-se o mais possível na dor e no sacrifício.
    Cantem...digam o que lhes vai na alma...a verdade , por mais que "doa" !
    Dancem...apesar de não terem jeito nenhum...

    Descansem , levantem-se...irritem-se...rirem-se (ou melhor , riste-te)... :p

    Mas vão. Caminhem...

    bjs
    ajb

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    1. Foi isso tudo! :P Uma bela e desafiante aventura. Gostei de todos os momentos, danças, canções, risos, flores, montanhas, mesmo os momentos menos bons... Fazem parte do caminho.
      Bjs

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  4. Um dia farei esse caminho ... isto é serviço público ... obrigado. E conheço esse galo, se não me engano o UTAM começa a meia dúzia de metros dele.
    Beijinhos

    P.S. Essas montagens não contam para o campeonato ... só para não esquecer!!!

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    1. Sim, fica logo à entrada de Barcelos e deve começar aí, até porque os AM ficavam poucas centenas de metros antes, na ponte!
      Até comentei que gostaria muito de ir a essa prova, se não ficasse tão longe e dispendioso voltar já.
      E as melhores "montagens" ainda estão para vir, na segunda e última parte! ;)
      Beijinhos

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  5. Olá! Gostei muito de ler esta tua crónica pois tal como tu, também já fiz o Caminho, em 2012, mas a partir de Braga. Quando decidir voltar já sei onde vir buscar dicas. :D Bueno caminho :D

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    1. Olá Rui. Também apanhei uns peregrinos em Ponte de Lima, que tinham começado de Braga. Sair do centro histórico do Porto é bonito, o pior é a periferia.
      Obrigada pelo comentário. :)
      Bom Caminho!

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  6. Deve ser uma experiência mesmo boa... Nunca fiz nada do género. Dá um novo ar às coisas! E também proporciona algum companheirismo e compaixão das pessoas. O mosteiro parece mesmo giro! Vivo tão pertinho de um e nunca dormi lá :P

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    1. Sim, é ma experiência diferente, porque é muito mais do que caminhar.
      Também nunca tinha dormido em nenhum mosteiro antes. ;)
      Bjs

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  7. Muito interessante e enriquecedor. Fico a aguardar a continuação :)

    Beijinhos

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  8. Adorei o relato! Eu trabalho na Zona Industrial da Maia e todos os dias vejo peregrinos quando vou almoçar. Realmente já tinha visto uma ou duas setas amarelas pintadas no chão, mas nem queria imaginar que aquilo fizesse parte do sistema de sinalização dos caminhos de Santiago... amanhã vou olhar para elas com outros olhos :) Beijo

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    1. Por aqui onde moro também se vêem algumas, mas, no dia a dia normal, as pessoas nem reparam nelas. Da zona industrial da Maia só me recordo de uma grande confecção, por termos comentado as grandes janelas. :)
      Beijos

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  9. Boa tarde
    Encontrei o seu blogue por acaso, atraves de uma pesquisa que fiz no google sob o tem caminhos de santiago. Gostei muito da sua descrição de cada etapa, mas só fez do porto a valença????

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    1. Olá Isa! Obrigada pelo comentário. Sim, desta vez apenas fiz Porto-Valença, porque ainda não conhecia estas etapas. Uns anos antes já tinha feito Valença-Santiago.
      Não sei se está a pensar fazer o Caminho este ano. Eu, devo voltar este ano e fazer novamente o restante, lá para Outubro. Por isso, se ainda não tiver ido nessa data, pode sempre voltar aqui e ler o relato que certamente farei das etapas.
      Bom Camino!:)

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