17 de novembro de 2015

Caminho de Santiago Português Central - Dias 3 e 4 (e conclusão)



Dia 3 - Etapa Barcelos -> Ponte de Lima

Cada dia fica mais difícil o acto de colocar os pés no chão pela manhã. As bolhas já foram tratadas, mas os pés estão sensíveis e doridos de tantos quilómetros a carregar um corpo que subitamente carrega 6kg extra. Deixo-me estar um pouco mais na cama, a adiar esse momento, enquanto oiço a chuva que cai lá fora. Felizmente, irá parar de chover quando saímos, o que torna o início de dia mais pacífico, sem necessidade de apressar o passo por causa da chuva.
Abandonamos a cidade de Barcelos através de um túnel que passa por baixo de uma via rápida e, para evitar o que sucedera no dia anterior, entramos no primeiro café que encontramos para tomar o pequeno-almoço. Ainda não eram 8h da manhã e, enquanto armazenamos energia para a caminhada, escapamos a mais uma rápida carga de água que cai lá fora.

Obrigada pelo gráfico de altimetria, Vila Boa!

Ainda iremos andar uns bons quilómetros, aos "ésses", por Vila Boa e povoações vizinhas, antes de deixarmos de ver Barcelos no horizonte. Parecia que estávamos num circuito viciado e que não avançávamos nada. Já devíamos ir com cerca de 10km e duas horas de caminhada quando finalmente deixamos as vistas citadinas para trás.


Daqui para a frente, alguns bosques, muitas quintas, pequenas aldeias. E diospireiros. Muitos diospireiros! Encontrámos muitos ao longo dos quatro dias, acho que nunca tinha visto tantos. Havia diospiros caídos em muitas bermas de estrada
A meio de um estradão no meio do bosque encontramos outro peregrino, de camuflado, que parece perdido. Vai na direcção oposta à nossa e pareceu-me que devia estar a fazer o percurso no sentido contrário (Santiago -> Porto). Há muitos que o fazem, onde depois apanham o avião de regresso à terra natal.



Por volta das 11h nova paragem para pequeno-almoço e, novamente, escapamos a uma carga de água enquanto estamos confortavelmente lá dentro. Acho que Santiago meteu uma cunha a São Pedro por nós! Daí para a frente o sol irá começar a despontar.



Perto das 12h passamos em Tamel (S. Pedro de Fins), onde também existia um albergue municipal de peregrinos. Ficava numa casa restaurada e bonita, mas não era esse o destino do dia, por isso continuámos.

Igreja e parte do albergue, à esquerda, de Tamel.


Este será o dia que irá ficar marcado pela passagem de vários bicigrinos (peregrinos em bicicleta). Nos dias anteriores não passaram nenhuns e, neste dia, só durante a manhã, devem ter passado uns nove. Com os primeiros cumprimentos de "Bom Caminho!", lá vão eles, estradões abaixo. Só penso o que será subir a Labruja, no dia seguinte, a carregar com a bicicleta...



Vamos com 25km de caminho, num dia que será grande. Doem-me muito os pés e já só penso em sentar-me para almoçar. Ao longo do trajecto vão sempre aparecendo algumas placas a anunciar cafés e/ou restaurantes mas já sei que,  quando não anunciam a distância (por exemplo:"a 50 metros do Caminho") e, ao invés, colocam croquis com indicação de curvas e contracurvas para lá chegar, isso significa que ficam muito afastados (mais de 400 metros) e, nesta altura, já incorporei o espírito do senhor irlandês do albergue de Barcelos. "Every extra meter hurts"... Espero até encontrar um restaurante que não seja muito afastado e, já agora, rezo para que na povoação seguinte exista um.

O que já caminhámos e o que falta até Santiago.

Felizmente, em Vitorino de Piães, a minha nova localidade favorita, iremos encontrar um restaurante a não muito mais de 50 metros de desvio (iupi!) e, bónus, com menu do peregrino. Quando entramos estão a sair três dos bicigrinos que passaram por nós de manhã. Entro, peço o menu, pergunto se posso pôr o telemóvel a carregar e sento-me, para uma gloriosa hora de descanso.



A tarde vai-se arrastar imenso, apesar de o percurso ser muito bonito, doem-me os pés, doem-me as pernas, mas sei que estou mais perto do destino a cada passo que dou, por isso continuo.
Na freguesia de Facha iremos apanhar umas placas identificativas do Caminho muito originais, com indicação dos quilómetros e previsão de tempo até Ponte de Lima. A primeira indicava 10,4km e 2h06 minutos.


Adorei a precisão do tempo e, daí para a frente, foi engraçado ir vendo se íamos dentro do previsto. Quando, passando a placa seguinte, constatámos que íamos certinhos ao minuto, a minha veia competitiva veio ao de cima e, queria lá saber da dor das pernas, decidi que tínhamos de "ganhar" à previsão! A 8,5km já íamos com 2 minutos de avanço! Yeah! :)

Primeiros! :)

(Não sei é onde anda esta minha veia competitiva quando preciso dela nas provas, mas pronto...)

Já que íamos com avanço, podíamos aproveitar o banquinho que a freguesia simpaticamente providenciou para o descanso peregrino. E assim ganhei uma segunda localidade favorita num só dia.


A partir dos 32, 33km, e com a aproximação de Ponte de Lima, já estava deserta para chegar ao albergue e largar os 6kg extra que carregava. 

Mentiraaa! :)

Apesar da placa anunciar 1km até à cidade, o que até deveria ser verdade, embora naquela altura me tenha parecido muito mais, ainda havia que percorrer o centro e passar a ponte até chegar ao albergue. 

A entrada em Ponte de Lima.

A ponte sobre o rio Lima, ao fundo.

Centro histórico.

Passagem para a outra margem.

Ponte de Lima.


A chegar ao albergue.

Já passava das 17h quando chegámos ao albergue. Já lá estavam três peregrinos e ainda irão chegar outros três. Como éramos poucos, ficamos todos num dos amplos quartos.

Vista de um dos quartos.

Depois de tomar duche e largar finalmente a mochila, foi altura de ir conhecer a cidade. Ainda ficámos um tempo numa esplanada, a ouvir os cânticos de uma tuna, mas a noite estava fresca e decidimos caminhar (porque os 36km de hoje não tinham sido suficientes! :)). Sem peso às costas é muito mais fácil e as ruas de Ponte de Lima têm música a sair de colunas nos candeeiros, o que proporciona um belo passeio de final de tarde, início de noite.


Regresso ao albergue pelas 21h30 para algum convívio,  conhecer o creme milagroso de um polaco para o tratamento das bolhas e, finalmente, descanso, antes da derradeira etapa.





Distância:
- 36km, aprox. Dificuldade média. Não é que o desnível seja muito, mas as pernas já vão cansadas e o empedrado das pequenas povoações e trilhos cheios de pedra começam a massacrar. No entanto, e apesar dos desvios e consequente aumento dos quilómetros, é sempre positivo não ter de andar muito por estradas nacionais.

Pontos altos da etapa:
- Arco-íris proporcionado pelas rápidas chuvadas, seguidas de sol.
- Bosques com cores de Outono.
- Aldeias típicas.
- Haver cada vez mais pormenores com atenção ao peregrino (placas, zonas de descanso...)
- Ponte de Lima.

Albergue:
- Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima (€5)
O albergue fica numa casa de três andares, restaurada, com boas casas de banho, duches, cozinha, sala de convívio e lavandaria, com máquina de lavar e SECAR (que teria dado um jeitão no dia anterior). Primeiro albergue de valor fixo (€5) onde ficámos, mas também o meu favorito. Capacidade para 60 pessoas.

Menu do Peregrino:
- Almoço: Café Restaurante Viana, em Vitorino de Piães
 Menu 5€ (sopa+prato+bebida). Ao entrar em Vitorino de Piães começam a ver-se placas a anunciar este restaurante e, mesmo antes de saber se ficava muito desviado do Caminho ou não, decidi logo que teríamos de comer ali. Nesta etapa as localidades eram mais espaçadas, já era uma da tarde e sabia-se lá quando ia aparecer o próximo estabelecimento. Felizmente, não fugia muito do percurso (60 metros, mais ou menos) e tinha um atendimento simpático.

- Jantar: Restaurante Mercado, em Ponte de Lima
Menu €7,50 (sopa+prato+bebida+sobremesa+café). Perguntei na recepção do albergue onde poderia encontrar um restaurante que servisse menus do peregrino e indicaram-me este, junto ao mercado da cidade. A caminho do mesmo ainda vimos outras opções, mas acabámos por ir a este e foi a melhor escolha. Tinha opção de prato de carne ou peixe e, para variar dos últimos dias, comi um salmão com batatinha a murro que estava uma maravilha e depois uma fatia de bolo de bolacha para sobremesa... Mhami! (Não há fotos de nenhuma refeição porque, depois de tantos quilómetros, quando via comida à frente nem me lembrava de mais nada.)


Dia 4 - Etapa Ponte de Lima -> Valença

Último dia. Pela primeira vez todos os peregrinos irão despertar à mesma hora. Para nós, já há aquele sentimento de nostalgia por antecipação no ar, mas sabemos também que será uma etapa das mais bonitas.

Vista do terraço do quarto.

Começámos a caminhar pouco antes das 07h, o que permitiu assistir a um belo nascer do sol, ao mesmo tempo que deixávamos a cidade para trás.



Foi muito bom fazer estes primeiros quilómetros por trilhos cobertos de folhas secas, junto a um carreiro de água, a aproveitar o silêncio da madrugada.




Iremos parar num café junto ao rio Labruja para tomar o pequeno-almoço e fazer festas a um gato amigo dos peregrinos. Seguem-se cerca de três quilómetros, sempre a ladear o rio, numa zona fresca, cheia de sombras.




Batem as nove badaladas quando entramos na povoação seguinte e se inicia uma procissão em honra de Todos os Santos. Pelo menos é isso que penso que seja, uma vez que é o primeiro de Novembro. O som das orações e cânticos chega-nos trazido pelo vento, dando ambiente à caminhada, e irá acompanhar-nos até ao início da subida da Serra da Labruja.



Se seguirem pela estrada é porque vão mesmo desatentos!

Será nesta serra que veremos, pela primeira vez, algumas pessoas a treinar. Percebe-se porquê.


Se em vez de botas de caminhada levasse os ténis e uma mochila com menos 5,5kg, era quase como se estivesse numa prova de trail.

A minha lentidão a subir era quase a mesma. :)
Ganhamos aqui a maior elevação de todo o percurso (quase até aos 500 metros de altitude) e matamos saudades dos trilhos e pedregulhos (embora o meus pés não tenham ficado nada contentes com estes últimos.)


Uma paragem para fotografar a famosa Cruz dos Franceses (ou Cruz dos Mortos), que marca o local onde a população emboscou os retardatários franceses do exército napoleónico. Hoje em dia, sítio onde os peregrinos deixam toda a espécie de "lembranças".


A cruz assinala mais ou menos metade da subida, por isso é só gerir o restante esforço até lá acima.

Muitos sacos de resina.

No topo!
A Casa do Guarda Florestal marca o ponto mais alto. Daí para a frente será sempre a descer até Rubiães.


Descer foi muito mais complicado que subir. Havia muita água a correr devido às últimas chuvas, o que tornava as rochas escorregadias. Além disso, toda a pressão na planta dianteira dos pés martirizava a zona das bolhas dos primeiros dias.
Tal como nas provas de trail, irei levar muito mais tempo a descer do que a subir. A diferença é que aqui, hoje, ninguém nos ultrapassa.


E chegamos a Rubiães, com 19km feitos, e uma das partes mais difíceis do Caminho para trás.

Albergue de Rubiães.
Devido ao facto de estarmos a fazer etapas muito longas, tinha-se previamente falado sobre a possibilidade de terminar a etapa de hoje nesta localidade, que possui um conhecido albergue. Mas era muito cedo quando lá chegámos (ainda não era meio-dia), por isso, depois de entrar no albergue para uma rápida visita e carimbar as credenciais, decidimos ir almoçar e logo ver como nos sentíamos.
E a verdade é que, depois de um belo lombo assado no forno, o ânimo para seguir estava de novo em alta, apesar da queixa das pernas. Seguimos para mais 17km de Caminho.


Se as pernas estavam queixosas, mais ficaram depois de saber que os quilómetros seguintes seriam feitos em calçada romana! Não foi fácil, mas o truque de colocar uma música animada para dar energia durante as corridas foi usado como  recurso, e resultou.


A paisagem também ajudava...


Comprovou-se que esta é uma das etapas mais bonitas em território nacional,  que se calhar merece ser feita com mais vagar. Neste dia as dores nos pés eram muitas, o que por vezes me impedia de desfrutar com o mesmo espírito aquilo que os meus olhos viam.  A beleza de tantos trilhos, as aldeias já com chaminés a fumegar, quintas com cavalos, vacas (e cheiro a condizer!) chegam-me agora à memória como fragmentos desta grande aventura.


Vestígios da Noite das Bruxas.
Em Cerdas, última localidade percorrida antes de chegarmos a Valença do Minho, estava a decorrer uma feira equestre. As ruas estavam cheias de pessoas e, de vez em quando, passavam homens a cavalo, a aquecê-los para as corridas. Foi quase um choque, depois de tantos quilómetros e aldeias isoladas, estar, de repente, no meio de tanta gente!


Um choque maior será chegar a Valença, com todo o trânsito e confusão de uma grande cidade, apesar de ser domingo. Às portas da mesma iremos ouvir, pela última vez, "Bom Caminho!", desejado por dois cavaleiros, que deveriam estar a regressar da feira pela qual tínhamos passado quilómetros antes.

Albergue de Valença do Minho.
Já eram cerca das 17h30. Uma das possibilidades de pernoita seria ficar no Albergue de Tui, já em Espanha, a cerca de 1,5km de Valença. Mas já estávamos cansados e, tendo em conta a perda de uma hora que implicaria a mudança para o fuso horário espanhol, resolvemos ir para o albergue municipal de Valença, S. Teotónio. No entanto, o mesmo ainda estava fechado e ninguém atendeu dos números disponibilizados à entrada. Quando retornaram a chamada já tínhamos providenciado outra opção. Não houve problema, pois já conhecia o Albergue S.Teotónio (foi lá que iniciei o Caminho em 2010) e acabámos por ficar num local lá perto, que é perto também da Praça-Forte de Valença, onde aproveitámos para ir passear e tirar umas fotos (assim que nos livrámos das mochilas, claro!). Por ali andámos até cerca da hora de jantar, altura em que aquelas ruas ficaram desertas e as opções de restaurantes eram caras. Terminámos a noite na "parte moderna" da cidade.




Distância: 35,5km, aprox. Dificuldade média-alta. A subida (e descida) da Serra da Labruja, não sendo assustadora, faz mossa nas pernas e pés cansados.

Pontos altos da etapa:
- Ponte romana (e amanhecer) em Ponte de Lima.
- Rio e Serra da Labruja.
- Calçada romana à saída de Rubiães.
- Praça-Forte de Valença.

Albergue:
- Única noite em que optámos por alojamento fora dos albergues municipais. Sendo uma cidade grande, não foi difícil encontrar alternativas. Valença possui o Albergue de S. Teotónio, com capacidade para 60 pessoas e um custo de 5€. O único problema é que, se forem os primeiros a chegar, vai estar fechado e têm de estar à espera que o vão abrir.

Menu do Peregrino:
-Almoço: Restaurante O Constantino, à saída de Rubiães (cerca de 50 metros do Caminho). Não tem menu do peregrino, mas o prato do dia era bom e em conta. A casa estava cheia, o que é sempre bom sinal. Confirmou-se, com um belo lombo assado! Não ficou muito mais do que €8/pessoa (sopa+prato+bebida+café).
- Jantar: Depois de tantos dias à procura de menus do peregrino, vingámo-nos numa simples e acessível cadeia de fast-food! Pratos grandes, de massa. Tão bom que voltámos lá para almoçar no dia seguinte.


O dia depois

Dia de regresso a casa, mas com uma manhã ainda para aproveitar. Com Espanha logo ali no outro lado da ponte, aproveitámos e fomos até Tui, a seguir as setas, para não perder a prática. :)

Fortificação de Valença.

Ponte Internacional Valença-Tui.
  
Zona pedonal.
A ponte que faz a ligação entre Portugal e Espanha tem cerca de 300 metros. Saímos de Valença às 11h  chegámos a Tui às 12h03! Que belo ritmo... :) (#aculpaédofusohorário)

Vista para o lado português do rio.

Vista para Valença.

Trilhos em Tui.

Rio Minho.

Regresso a Valença.

E pronto, assim terminou a primeira parte desta aventura, obrigada por terem feito parte dela. Desculpem qualquer "seca" mas, egoisticamente, acabo por escrever estas crónicas para mim, para memória futura, embora espere que possa ser útil a alguém que um dia queira fazer o mesmo. Prometo que retorno ao habitual tema das corridas na próxima crónica, até porque têm havido umas boas!

Considerações finais:

- Se tivesse mais tempo, provavelmente teria dividido os 129km em mais etapas, pelo menos mais uma. Etapas de trinta e tal quilómetros por dia são puxadas, mesmo para atletas :) e vão chegar a um ponto do dia em que só querem é chegar ao albergue para esticar as pernas e largar as mochilas. Por falar nisso...
- As mochilas. Regra geral, recomenda-se que uma pessoa não carregue mais do que 10% do seu peso corporal. Eu, com 6,2kg às costas (pesados na balança cá de casa), estava um pouco acima disso. Com jeito, conseguia ter reduzido para 5,7kg. Acreditem, até 200 gramas vão fazer diferença ao fim de uns dias! No último Caminho que tinha feito, em mais dias, tinha levado menos peso.  Com sol, podem chegar ao albergue, pôr a roupa desse dia a lavar e estar seca no dia seguinte. Desta vez levei mais roupa por estar o tempo chuvoso, ter de levar tudo em sacos de plástico e não poder contar que a roupa secasse. Posto isto, independentemente do peso que carreguem, ao fim do primeiro dia, o mesmo vai parecer 100% inflacionado.
- Vão. É uma experiência única, singular, e da qual nunca se vão esquecer. Sozinhos ou acompanhados, mas não aconselho grupos grandes (duas pessoas, máximo três). Vão voltar cansados, doridos, mancos, com bolhas nos pés e traumas com setas amarelas, mas infinitamente mais ricos. Em experiências e memórias, pelo menos. E é isso que levamos connosco.

29 comentários:

  1. Muito bom! Parabéns, ganhaste muita recordação para colocares no teu baú de memórias!

    Eh eh, achei piada a essa da veia competitiva.
    E fiquei a saber que existe mesmo uma terra chamada Rubiães. Pensava que o Ricardo Araújo Pereira tinha inventado essa localidade para as cenas daquele famoso presidente da junta :)

    Beijinhos

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    1. Eheh, verdade. :)
      Dessa de Rubiães não me lembro, mas ainda hoje não posso ouvir falar em Ermesinde sem me lembrar que é a terra das "gaijas bouas" :D
      Beijinhos

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    2. e não esquecer a de Fiães (minha verdadeira terra), uma das melhores dos gatos até à data na minha opinião ....

      https://www.youtube.com/watch?v=qK-A28UUj3Q

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    3. ADORO! Esse foi o primeiro sketch que fizeram, e é o meu favorito. Farto-me de rir sempre que o revejo, mesmo já conhecendo as piadas. :)

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  2. Obrigado :) por... escreveres.

    Com essas paisagens, não sei como não desataste a correr por ali fora. Só se as fotos são montagens... (Estou como o outro)

    Esta etapa gostei mais... trouxeste mais sensações e sentimentos.

    Bjn

    P.S. Já vi que conheceste a Santa Compaña ;)

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    1. O Caminho é para caminhar. ;) Sei que já começa a haver gente que o faz a correr, talvez o faça também um dia, mas o espírito é diferente. Além disso, são claramente montagens! :P
      Com o passar dos dias as emoções foram ficando mais à flor da pele, é normal. Seria interessante ver as transformações, se tivesse seguido até Santiago.
      Obrigada, por leres. :)
      Bjs

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    2. O QUÊ NÃO HÁ MAIS EPISÓDIOS?!?!?

      Deixas-me aqui a salivar, como um fã pela próxima série da guerra dos tronos, e depois é só o caminho até Tui?

      A desilusão :)

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    3. Agora é aguardar pela temporada seguinte! Para o ano, tal como o GoT! :P
      Ou então vais tu primeiro e escreves tu o teu guião. :)

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  3. Essa parte a partir de Ponte de Lima já conheço! Também fiquei nesse alberge mas pela foto, noutro quarto. :D Depois terminámos a etapa em Rubiaes, não era atleta na altura! :P
    Parabéns pela aventura!

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    1. Eheh, fizeste com mais calma, fizeste bem. :) Tendo mais tempo, é o ideal.
      Um dia destes, volto.
      Obrigada!

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  4. Clap, clap, clap .... muito bom menina que corre (e caminha) pra caraças!!! Escreveste para ti, mas vai servir a muito boa gente que se queira aventurar pelos caminhos de Santiago, sejam esses ou outros. Eu gostei muito (como sempre). Um dia este teu amigo Perneta tb vai fazer bolhas nos pés até Santiago ;)
    Beijinhos

    P.S. Pena as montagens ... embora confesso que estão bem catitas.
    P.S.2 Imperdoável não haver fotos das comezainas ... andam por aí alguns blogues da concorrência a apostar forte nessa vertente ... ok, esses tem que compensar a falta de jeito na escrita com outras coisas, sei disso ... aqui jeito para escrever é o que não falta!!! ...

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    1. Obrigada, amigo Perneta. :) Já valeu a pena o tempo que perdi à procura de fotos no google. :P
      Por acaso, em Ponte de Lima, quando estava a comer o belo peixinho, lembrei-me do papa kilometros e até comentei "como é que o CC se lembra sempre de fotografar os pratos?!! Quando pedir a sobremesa vou fotografá-la!" Depois chegou a sobremesa e... comi-a! :D
      Beijinhos

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  5. Adorei seguir o vosso caminho, obrigado!

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  6. Série de artigos muito interessantes. Vou ler e reler!

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    1. Ler, reler e fazeres-te ao Caminho um dia destes! :)
      Bjs

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  7. oláaa, bem , juro que fiquei cansada so de imaginar!!tenho de mostrar este teu post ao namorido que me fala nestes caminhos há um tempinho :) era algo que se eu conseguisse alcançar...ia espalhar aos 4 ventos e não mais calar me :D beijinhos e obrigada pela bela demonstração, quase nos sentimos a acompanhar-vos, mas com a pequenina diferença de estarmos sentados e sem bolhas :p parabéns!! <3

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    1. Olá! Há quanto tempo... De volta? :)
      Faz uma surpresa ao namorido e vão! Se não fizeres 30km num dia, fazes só 20! O que interessa é chegar bem. Vai, não te arrependes!
      Obrigada <3
      Beijinhos

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    2. puaaaaaaahhh não estás bema ver a minha resistência vê-se logo :D eu ainda sou daquelas que está a tentar caminhar 5km no ginásio :p ehehe mas pode ser que um dia me decida <3 sim, de volta, espero eu :) beijinhoooos grandes de saudades

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  8. Se "escreveste para ti" , quero desde já agradecer e elogiar do fundo do meu coração.

    Partilhar assim uma aventura e experiência tão "pessoal" como esta , com esta escrita tão assertiva, emotiva e simplicidade... , ...não é para qualquer um.
    Acho que escreveste para "nós".
    Escreveste e descreveste , uma bela etapa, e uns belos momentos de significado viver.

    Recordações para a vida , fazer já novos planos , e alimentar novos desejos de aventuras e experiências parecidas , é o que se leva destas aventuras...não só , mas tambem... :)

    bjs
    ajb

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    1. Obrigada, A. :)
      Escrevi também para quem já fez, ou queira fazer, algo do género. Muita vontade de voltar ao Caminho...
      Bjs

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  9. Que espectáculo!
    Fotos lindíssimas e tenho a certeza que trouxeste recordações maravilhosas desses dias. As bolhas e o cansaço com certeza valeram a pena por toda a experiência que viveste.
    Beijinhos

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    1. As bolhas e o cansaço fazem parte, sabemos bem. :) Fui muito feliz lá. :)
      Beijinhos e boas provas!

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  10. Ponte de Lima 1 km

    "Apesar da placa anunciar 1km até à cidade, o que até deveria ser verdade,..."

    ¡Que va, Menina! Es verdad que es mentira. Desde es indicador al albergue hay más de 3 km (si no 4).

    Muy bello tu relato ¡comprimentos!

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    1. ¡Hola!:)
      Sim, até ao albergue são mais, mas talvez até à entrada da cidade seja mesmo 1km. Mas na altura já parece demasiado!
      Obrigada. Buen camino. :)

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  11. Anónimo27/4/16

    Adorei, mas gostaria de saber sobre o estante do caminho, uma vez que estarei fazendo esse mesmo percurso em junho/2016

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    1. Olá! Obrigada.:)
      Infelizmente, ainda não voltei para fazer o restante, apenas para Outubro. Mas a partir de Espanha o Caminho já está mais apoiado em termos de estabelecimentos e albergues, não irá ter qualquer problema. Fiz essa parte em 2010 e as etapas foram as seguintes: Valença-Redondela-Pontevedra-Caldas de Reyes- Padron - Santiago.
      Bom Camino!:)

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  12. Fiz o Caminho em Julho (2016) e definitivamente aquela placa em Ponte de Lima parece fora do sítio em ...3km! Doeu na alma, quando cheguei ao fim do anunciado km. Doeu a alma, porque o corpo já não o sentia!
    Na etapa seguinte Ponte de Lima - Rubiães (no meu caso), aprendi a deixar de reclamar com as subidas. Sempre que reclamava, aparecia outra pior! Passei a agradecer por todas, não fosse eu estar a ser castigada pela resmunguice!

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  13. Ahah, eu naquela altura, a bem-dizer, também já não sentia nada! :) Já a etapa do dia seguinte até gostei.
    Obrigada pelo comentário! :)
    Beijinhos

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