6 de abril de 2016

Trail Serra da Lousã

Hey, ho, let's go!

Às 8h30 é dada a partida ao som de Ramones.
De forma a acelerar o Controlo Zero, nesta fase inicial apenas foi verificada a posse do impermeável e do telemóvel. No entanto, e de forma inédita, quando cruzar a Meta ser-me-á pedido para mostrar a manta de sobrevivência e o frontal. Ainda bem que levo sempre tudo e não foi necessário penalizar em mais minutos as várias horas que andei pelo parque de diversões da Lousã. Cheguei encharcada, enlameada e em disputa de honra cerrada pela 160ª posição que, como todos sabemos, é aquele número que separa uma boa prestação de uma vergonhosa. :) Mas estou a adiantar-me.


O primeiro quilómetro, pelas ruas de Miranda do Corvo, é feito ao ritmo do pelotão, que é rápido para os meus parâmetros, mas ainda estamos a percorrer asfalto e sei que, mais à frente, terei tempo para "descansar". Deixo-me ir na corrente.


De manhã, enquanto conduzia até ao local da prova, e atravessava zonas de intenso nevoeiro e chuva, cheguei a temer condições meteorológicas adversas para os mais de 50km de corrida mas, na verdade, não está assim tão mau. Pelo menos, durante os primeiros quilómetros não chove. A lama já seria de esperar, devido às chuvas dos dias anteriores, mas o tempo não estará muito diferente daquele que apanhei em 2014. Chuviscos, nevoeiro, vento e, em algumas partes, até granizo. O que deu origem a umas primeiras fotografias muito desfocadas e obrigou a manter o telemóvel dentro da bolsa, durante a maior parte do percurso.


Os primeiros 10km, até ao abastecimento em Gondramaz, serão dos mais bonitos da prova, mas também complicados. A euforia inicial do passo rolante já passou e agora percorro trilhos junto ao rio, terra enlameada, pedra, pontes feitas de troncos e cascatas atrás de cascatas, cada uma mais bonita que a outra, mas num piso que não facilita a progressão e, em algumas zonas, quase escalada. Já estamos na Primavera, mas a paisagem poderia ser quase de Outono, como a Lousã que tinha na memória. As árvores, cobertas de musgo e liquens, são quase obras-de-arte.


Vou entretida com o cenário, mas não alheada da competição. Como é habitual, nestes primeiros quilómetros fico sempre para trás. A minha mente é determinada mas o meu corpo leva sempre algum tempo a convencer-se de que SIM, é para continuar, e SIM, vai fazer 50km por isso é melhor pôr-se fino.
Depois de me erguer de mais uma escalada e levar as mãos aos rins, e pensar que se calhar não era má ideia apostar nos exercícios lombares, sou alcançada por uma rapariga com que às vezes me cruzo noutras provas. Ela leva uns bastões, que foi uma coisa com que me debati dias antes da prova, se haveria de levá-los ou não. Estou a pensar levá-los para o OMD e preciso de treinar com eles, mas não sabia se o TSL seria a prova ideal, devido à característica do terreno e à lama. Reparo que, pelo menos nesta parte, seriam mais um empecilho do que uma ajuda e fico contente por não os ter levado. No entanto, a companhia durante alguns quilómetros acabou por ser benéfica nesta fase que me é sempre tão complicada. E assim chegamos a Gondramaz.


Gondramaz é a primeira Aldeia de Xisto pela qual iremos passar. Um dos pontos altos desta prova (literalmente também, já que ficam sempre em altas encostas), para além de toda a beleza natural circundante, é a passagem nestas povoações típicas, sempre tão pitorescas.
No abastecimento bebo um copo de isotónico, como qualquer coisa rápido e levo umas gomas para depois. 


O percurso está bem assinalado, com as habituais faixas "És tu e o trilho", que já são imagem de marca e, até aos 26km, é partilhado com o da prova UTAX.

Esta segunda parte, até à Lousã, é bastante mais corrível que a primeira, com os trilhos enlameados a serem entrecortados com algum estradão, que permitiu recuperar algum tempo e até algumas posições. Até ao momento, estou bastante contente com a minha prestação nos escorregas de lama, que estão a ser percorridos de forma muito mais rápida do que foram há dois anos, tendo, inclusive, ultrapassado uns quantos atletas a descer. A descer! Onde geralmente sou uma tartaruga mais cautelosa do que a subir! Acho que o facto de a lama ser fofinha ajudou a superar o medo de partir os dentes e arrisquei mais do que normalmente faço. Atrás de mim segue um rapaz que não deve estar tão confiante quanto eu nas minhas capacidades de descida porque, de vez em quando, dá-me umas dicas quanto à melhor posição para colocar os pés nos relevos do trilho... Se calhar foi por isso que nunca me ultrapassou e se deixou ir atrás, com medo de ser arrastado na minha provável e épica queda que, felizmente, não se veio a concretizar. :)

Entretanto, quase a chegar à Lousã, começa a cair uma saraivada que torna o caminho branco, mas da qual apenas consegui registar esta foto abaixo.

Não têm de agradecer. ;)

O abastecimento dos 22km situa-se num anexo do Hotel Palácio da Lousã. É uma sala abrigada, com WC, onde, para além do habitual, servem bebidas quentes. Apesar de estar encharcada da queda de granizo, não me sinto gelada e até as mãos se mantém quentes, por isso recuso a oferta de chá ou café. No entanto, não quero estar muito tempo parada e arrefecer, por isso não me demoro mais do que uns dois ou três minutos.


Estava curiosa (acagaçada talvez fosse um melhor termo) em relação a esta parte, porque o abastecimento do Talasnal seria aos 26km, ou seja, a apenas 4km de distância. O que haveria neste troço para ser necessário outro abastecimento tão perto?

Esta prova está a ser completamente distinta da edição de 2014, pelo que não havia muitos pontos de referência. Sei que, depois da Lousã, tivemos de atravessar as águas geladas e corrente forte de um rio.

Ainda se vê um atleta a completar a sua travessia, em baixo.

E sei que houve também muito sobe e desce, sempre em trilhos, até chegar a uma zona que reconheci, o Castelo de Arouce.




Este castelo tem a particularidade de se encontrar num vale, por oposição aos topos dos montes onde geralmente se encontram, pelo que, depois da sua passagem, foi novamente sempre a subir. Não sem antes beber água numa fonte intitulada Fonte da Vida, na esperança de que, à semelhança dos jogos, este água fosse o elixir que me daria uma vida extra e mais energia.



Acho que resultou, pelo menos durante umas centenas de metros... A minha energia já devia ir na reserva, devia ter bebido mais água.


É que, entretanto, iniciamos a subida até Talasnal, que no gráfico não assusta nada perante as outras, mas que aqui se vai revelar um castigo. Para compensar, apanhamos um grupo enorme de escuteiros a descer que, sendo o trilho apertado, tiveram de se chegar para os lados e formar um corredor à nossa passagem, o que me fez sentir uma craque do skyrunning a subir a montanha com tanto apoio! Foi da maneira de tive de apressar o passo, para não parecer mal.

E quando chegamos à aldeia, e pensamos "ufa, aquela subida finalmente ficou para trás!", apenas para termos à nossa espera escadas...


... e mais escadas!


Bom, aqui acho que o treino de escadas tem ajudado, porque não me custou assim tanto. Ou, pelo menos, não tanto como há dois anos, quando tive de ser "rebocada" escadaria acima.



O abastecimento ficava numa casa já fora da aldeia, e penso que terá ficado tão próximo do anterior porque é aqui a última paragem antes da separação dos dois maiores percursos.
Neste local, entre atletas do TSL e UTAX, estava bastante gente. Mesmo assim, ainda consegui uma cadeira vaga e aproveitei para me sentar um pouco e comer uma canja.
Dois espanhóis do UTAX que iam a sair comentam que estão com 60km de prova. Aproveito e saio com eles também, já que quando me sento muito tempo as pernas acostumam-se à folga e depois é o cabo dos trabalhos para voltarem a trabalhar. Nem de propósito, à saída, antes da separação dos percursos, têm logo uma curta descida inclinada, auxiliada por corda, para despertarem.

Faço um telefonema em busca de apoio. "Agora vem a parte pior...", digo. "A pior não, a melhor!", responde quem está comodamente sentado do outro lado. Mas sim, é esse o espírito que tenho de adoptar. Até agora, tirando os quilómetros iniciais, até me estava a sentir bastante bem. Teria de continuar assim, um quilómetro de cada vez. Mesmo que esse quilómetro de cada vez fosse a subir até aos 1000 metros de altitude, no topo do Trevim.


Como no gráfico, lá está, aquela subida era a mais assustadora, preparei-me para o pior. Tinha algumas memórias desta subida, também conhecida por subida às antenas, em 2014, mas como o trajecto estava a ser tão diferente não tinha grande previsão.



Avistei alguns atletas mais à frente e tentei nunca me distanciar muito. A ideia era mantê-los sempre no meu raio de visão e acompanhar o ritmo. Entre passadas, convencia-me com elogios enganadores: "Tu estás forte", "Tu ÉS forte", "Tu consegues...#$#%%!!" (Desculpem, mas li em qualquer lado que os palavrões ajudam a superar a dor...;)).



E, passinho a passinho, fui-me aproximando do final da primeira parte de subida, à qual se segue cerca de três ou quatro quilómetros de estradão bastante corrível, e percebi que o meu corpo estava a reagir bem à farsa mental e consegui recuperar rápido e correr aquilo tudo a uma boa velocidade (para mim). "TU ESTÁS FORTE", "TU ÉS FORTE", "TU CONSEGUES...#$#%%!!"


Claro que entretanto aproximou-se a segunda parte da subida, aquela onde se alcança as antenas, e tive de parar. Estava vento e frio e, para cúmulo, começa novamente a cair uma saraivada. Ando a passo, que tento que seja apressado, mas começo rapidamente a arrefecer. As mãos, como as tinha mantido em movimento, até estavam quentes, mas noto, em pânico, que não sinto a cara. Toco nos meus lábios e é como se estivesse a tocar num bocado de borracha insensível. O meu buff está encharcado, por isso não tenho muito com que tapar o rosto. Baixo a cabeça e tento mover os lábios um contra o outro, numa tentativa de recuperar a circulação. Estou sozinha. À minha frente seguem dois atletas do UTAX, cujo percurso se tornara a cruzar, mas vão igualmente calados e de cabeça baixa. Tento diminuir a distância. Não me importo de correr sozinha mas agora aqui tive medo. Eles notam a minha presença e murmuram algo que entendi como uma frase de apoio que se perde no som do vento e do granizo que caí. Tornam a baixar a cabeça, mas agora seguimos juntos, numa fila indiana de almas penadas perdidas no nevoeiro.

Quando finalmente deixamos as antenas, a meteorologia, juntamente com o humor, muda por completo. Agora os meus companheiros já brincam e mandam piadas mas, mais à frente, dá-se novamente separação do percurso e viro sozinha para a placa do TSL.
Seguir-se-são os quilómetros mais longos de toda a prova.

Já estou sem gps, por isso não faço ideia a quantas ando, e o telemóvel, devido à chuva, está guardado na bolsa impermeável (razão pelo que não tirarei mais fotos até quase ao final), por isso também não sei que horas serão, mas sei que não poderemos estar muito longe do próximo abastecimento, em Sra. Piedade de Tábuas. Mas aqueles quilómetros desde o topo das antenas (cerca dos 38km) até ao abastecimento (cerca dos 42,5km) vão arrastar-se imeeeeenso! Tanto que, por momentos, até pensei que me tivesse enganado nas fitas e tivesse entrado no percurso do UTAX. Para piorar, era lama por todo o lado. Não havia como fugir. Deslizava pela lama, agarrava-me a troncos, rochas e até no chão, enterrando as mãos naquele lodo lamacento. Eu era o trilho e o trilho estava em mim. Estava em comunhão com a natureza, era uma amazona, um rambo sem faca do mato. Estava até a ser engraçado, até que precisei de me assoar... E aí as coisas tornaram-se feias.

Agora falemos de atleta para atletas. Não é bonito mas, nestes casos, ou bem que se domina a arte do snot rocket (não sei o equivalente em português...Projéctil nasal??), o que infelizmente, não domino, ou vão ter de usar a manga. Sim, a manga, vocês sabem bem que é verdade. Admitam que, a meio de uma prova, sobretudo se já estiverem com 40km no meio da mata, se precisarem de se assoar, não vão pensar "ai, deixa-me cá puxar de um lencinho de papel"... É claro que não. Vão limpar-se à manga, como qualquer selvagem que se preze. ÉS TU E O TRILHO.
O problema é que a vossa mochila, o vosso impermeável, o vosso buff, as vossas mãos, as vossas mangas, tudo... Tudo vai estar cheio de lama. E vocês vão esquecer-se disso...
Vou poupar-vos a pormenores mas, resumindo, ainda bem que haviam fontes antes de chegarmos a Sra. Piedade de Tábuas.

Depois deste abastecimento, em princípio faltariam apenas cerca de 8km para a Meta, embora tenham sido um pouco mais. Relativamente ao que ficara para trás, seria teoricamente mais rolante, embora, logo à saída da povoação, tenhamos levado com uma parede de 100 metros em jeito de prenda de despedida. Toma lá quase um ângulo recto de rochas e lama e não digas que vais daqui! Eu e os atletas que me acompanhavam nessa subida gostámos bastante e alguns não se coibiram de lançar uns bons agradecimentos "à moda do Norte".

Daqui para a frente já estava naquela fase de exaustão tão grande em que já não se tem energia para mais nada senão para correr. Parece que não faz sentido, mas é a única forma de cortar a meta mais depressa, e o corpo sabe disso. Subida: corre. Recta: corre. Descida: corre. Mais trilhos enlameados: (refila e) corre. Ia tudo à frente. Já nem me preocupava em desviar-me das poças. Quer tivessem cinco centímetros de profundidade ou cinquenta, era pé dentro e fé em Deus.

Já se avista Miranda do Corvo.

Ao aproximar-me de Miranda do Corvo a minha mente começou a trair-me quando me questionou o que seria ter de fazer mais 50km. CALA-TE! Não posso pensar nisso assim, não posso sequer pensar nisso.
Felizmente, o barulho de um touro em debandada, que se veio a revelar ser apenas um atleta que corria feito um doido para me ultrapassar nas últimas centenas de metros, afastou a mente das dolorosas dúvidas e soltou o seu lado competitivo. Ultrapassar-me aqui? Quando faltam apenas 500 metros para a Meta? Depois disto tudo?? Eraoquemefaltava!!! Abandonei o pensamento da metade do OMD, para me concentrar nestes 500 metros.
E vocês já sabem o final desta história. "Cheguei encharcada, enlameada e em disputa de honra cerrada pela 160ª posição que, como todos sabemos, é aquele número que separa uma boa prestação de uma vergonhosa. :)"

Acho que o truque será sempre esse, 500 metros de cada vez, as vezes que forem, até chegar ao fim. Neste caso, segundo o gps do atleta que chegou logo de seguida e que aceitou a derrota com honra :), foram perto de 53km.
Ainda bem que voltei onde fui tão feliz, neste caso, à  Serra da Lousã. Continuo apaixonada por esta serra, o que seria uma belíssima história de amor, não me tivesse ela dado uma porrada tão grande que no dia seguinte quase nem me mexia.

Fim.

22 comentários:

  1. Quando acabamos uma Meia, nunca nos imaginamos a fazer outra logo de seguida.
    Mesmo quando cortamos a meta em 10 km, não imaginamos a fazer logo ali mais 11.
    Por isso, essa de pensar como fazer mais 50, não se encaixa pois cada prova é encarada de forma diferente.
    E tu provas em cada uma de que fibra és feita, por isso o OMD será mais um dia de glória e dos grandes!
    E nós seremos presenteados com mais textos belos como este :)

    Beijinhos e força!!!

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    1. De certa forma, acho que a mente se adapta à distância. Tens razão, acho que se esta prova tivesse tido 25km, também me questionaria como consegueria fazer mais 25.:)
      Obrigada, João!
      Beijinhos

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  2. Denoto, de prova para prova, mais experiência, sapiência e menos queixume. E que gozas cada vez mais a prova em si. O OMD vai-te correr soberbamente, tenho a certeza disso (leva é uns lencinhos com as iniciais bordadas, que isso de andar a enlamear baba e ranho não está com nada :D)

    Bjs e malha nos lombares :)

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    1. Ehh, as últimas semanas têm sido um bocado choradinhas... :D Mas o chip está a mudar. :)
      Lencinho com bordados??? Mas para que é que servem os buffs? :P
      Bjs

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  3. Tu tens uma memória que não se deixa afetar pelo cansaço. Graças a isso, somos brindados com relatos fabulosos como este!

    Parabéns por mais um desafio (enorme) ultrapassado!

    Beijinhos!

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    1. O ter algumas fotos ajuda na sequência dos pensamentos. :)
      Obrigada!
      Beijinhos

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  4. Magistralmente tão bem escrito como sempre e que grande atleta!
    Admiro-me muito com a capacidade de alguns corredores de Trail que conseguem fazer estás descrições magistrais e pormenorizadas do percurso! Eu quando andava nestas "más" vidas quando chegava ao fim de um empeno monumental lembrava-me lá por onde tinha andado! Só sabia que tinha sobrevivido e pronto :) Um beijinho grande e se isso é correr como um menina Dona Rute então quem me dera correr como um menina! :) PARABÉNS!

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    1. Eheh, mas tu ias mais rápido, não dava tempo de registares as coisas com mais atenção. ;)
      Obrigada, Jorge!
      Beijinhos

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  5. We're the fire, from the sun
    We're the light when the day is done
    We are the brave, the chosen ones
    We're the diamonds, diamonds

    Rising up out the dust.

    (não conheces esta pois não??) ;)



    áh...e parabéns , que grande prova fizeste e que bela escrita.
    bjs
    ajb

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    1. Ihihih... Não! But I liket!:)
      Obrigada, foi uma grande prova. ;)
      Bjs

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  6. "Continuo apaixonada por esta serra, o que seria uma belíssima história de amor, não me tivesse ela dado uma porrada tão grande que no dia seguinte quase nem me mexia." mas isto configura claramente um caso de violência...ahhh, conj...não...epah, é violento e pronto!

    Mas pronto(s), parece que passa rápido e essa coisa da endorfinas e ...resumindo, quando é o próximo?

    Esquece os Buffs e os lencinhos, isso é para meninos, pratica maséo snoot rocket, isso de uma senhora chegar desgrenhada e descomposta à meta é um mito urbano e estando tu em comunhão com a Natureza, é claro que não acontence. ;)

    bjs

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    1. Sim, é biolência! Tough love... :)
      Bom, digamos que, ainda bem, não encontrei nenhuma foto minha na Meta. ;)
      Bjs

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  7. Tás uma maquina afinadinha ... cada vez melhor. Assoar o nariz à manga da camisola? Mandar umas car#%&(%? Tás no bom caminho sem dúvida nenhuma. O OMD vai correr bem, só pode!!! :) Muitos parabéns pela excelente prova e por mais um excelente texto.
    Beijinhos

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    1. Estou é cada vez mais desafinada!:) A exaustão dá-nos para isto... ;)
      Obrigada.
      Beijinhos

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  8. Muito bom, valeu a pena a espera :) Não penses muito nisso do "ainda faltam mais 50", a partir do momento em que sais para fazer 100km nem dás por isso quando passas nos 50. Por isso é que também custa tanto quando em vez de 100 são 101... Parabéns por mais uma conquista na Lousã e mais um excelente texto!

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    1. Obrigada. :)
      Pois, o problema do OMD é ser k100+! Aquele "+"... :)
      Bjs

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  9. Helder8/4/16

    Olá meneina!

    Parabéns por mais uma prova. E que prova!! O percurso parece-me ter sido o mesmo de Outubro passado. Durinho, durinho, como se quer!! :)
    Quero te agradecer por me teres lá levado. Não consegui chegar por me ter rebentado um pneu do carro a 70km de Miranda. Tive de voltar para trás pois já não iria conseguir chegar a tempo. Se lá tivesse chegado, seria o 4º ano consecutivo.
    Como tu, sou apaixonado por aquela serra. E também como tu, sempre que lá vou, levo bastante porrada. Mas é uma "porrada boa" (sadomaso?? nope! lol).

    Para o ano combinamos no UTAX ok? :)

    Parabéns mais uma vez e siga rumo ao OMD

    Beijo

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    1. Xii, que azar!!! Deve ter sido um grande susto, também já me aconteceu.
      Pronto, fizeste a prova de outra maneira e assim não levaste porrada nem te encheste de lama!:)
      Em relação ao UTAX 2017, falamos depois do OMD... :D
      Bjs
      PS: Boa prova em CB!

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  10. Epah muito muito bom. E já fui muito ffeliz na Serra da Lousã há 30 e tal anos.

    Adorei a descrição da prova e a energia com que a superaste. As dores que a Serra nos dá... São pancadinhas de amor.

    PS Em Sicó cheguei ao fim com o nariz castanho.

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    1. Se és feliz agora nas serras, muita coisa trazes da infância. ;)
      Vicissitudes dos trilhos. :)

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  11. Ah e lindo o prólogo do assoar, lindo!

    Beijinhos e bons treinos-provas.

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    1. Lindo? Ou nojento? :P
      Eu aclimatizo-me muito depressa. :) Uma Dra. Livingstone, não do Congo, mas da Lousã. :D
      Beijinhos e bons treinos!

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