O mar enrola na areia. Ninguém sabe o que ele diz.
Bate na areia e desmaia. Porque se sente feliz.
Quando marcamos um treino junto ao mar num dia em que a
temperatura vai estar na casa dos 30 graus, sabemos que não é uma escolha
inocente. Sabemos que o facto de a praia estar ali a dois passos ajuda a
superar demónios de corridas abrasadoras do passado e torna o treino mais fácil. Mesmo quando
às 11h da manhã o sol já bate quente nas costas viradas ao céu enquanto subimos
mais uma arriba.
E a praia está ali, quase deserta, envolta em neblina,
convidativa… Cedo tão facilmente àqueles olhos verdes, azuis, cinzentos… Qual é
a cor mesmo?
Largo os ténis de Cinderela fora de horas, largo a t-shirt e
mergulho.
É da cor de um abraço fresco.
Foi o primeiro mergulho nesta praia que tem tanto de linda
quanto de selvagem. Não é fácil conquistá-la, mas se calhar daí é que vem o
encanto. Abandoná-la é igualmente penoso…
Mas o treino tem de continuar e já se perderam vários
minutos na transição da "natação" para a corrida. Acho que vamos em último! J
O ponto de retorno.
Breve visita ao ponto mais ocidental da Europa.
O regresso foi um teste de resistência, já com a água do reservatório morna e o calor sem sombras do meio-dia. Apesar de ter posto protector, ainda me valeu um pequeno escaldão.
Quando chegámos à Praia Grande, o enorme areal-asfalto, que tinha servido de aquecimento de manhã, já se encontrava repleto de gente.
Ao contrário do habitual, este foi um Domingo de treino
curto em quilómetros. Foram apenas 13, mas duraram a manhã inteira. Acho que
tenho de melhorar a técnica de escalada e demorar menos tempo nas etapas de "natação" (=jiboianço na água)... Mas, com este calor, quem pode censurar?!
J
Bom fim-de-semana!














