O ano passado esta iniciativa foi
na minha Serra adoptiva, em Sintra, e foi um sucesso. Este ano, no Jardim do
Cerco, ao largo do Convento de Mafra, a adesão ainda foi maior. Não tenho noção
dos números reais mas, tendo em conta o que esteve à vista, não tenho dúvidas
de que o número de participantes mais do que duplicou, com o consequente aumento
dos donativos.
O “GNR Trail – Famílias contra a
Violência” tinha tido uma excelente Organização o ano passado, e este ano
renovou o título.
Com um mapa enviado de véspera
com indicação dos locais de estacionamento gratuito, chegámos a Mafra eram cerca
das 8h30 da manhã e, apesar do movimento, foi relativamente fácil encontrar
onde estacionar. Sem surpresas, a fila para entrega dos donativos e recolha das
pulseiras de participante já era grande, mesmo assim os escuteiros e
voluntários tentavam agilizar o processo, e não devemos ter esperado muito mais
do que 10 minutos.
No palco, um instrutor de Zumba
animava as hostes. Já passava das 9h30 quando, simbolicamente, soltaram uma
pomba branca e foi dada a partida.
Será uma prova cheia de gente do
início ao fim, como poderão comprovar pelas fotos. Penso que o percurso esteve
sempre bem assinalado, mas para ser sincera acho que nem olhava para as fitas,
porque a corrente de atletas nunca escoou. Isso provocou alguns congestionamentos,
mas sempre superados pelas “bocas” e boa disposição do pelotão.
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| Primeiro engarrafamento. |
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| "Mas viemos aqui para correr ou ver a vista?" :) |
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| Mais uma fila... |
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| E a primeira parede! |
A maior parte do percurso foi
feita na Tapada, nomeadamente na área militar.
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| Treino dos Comandos. |
Andámos por estradões, carreiros
pelo meio de fetos e demais vegetação e até tivemos direito a passar um pequeno
riacho, no Vale do Javali; (in)felizmente, não se avistou nenhum.
Houve pelo menos dois
abastecimentos sólidos e, que me recorde, pelo menos mais três de líquidos, o
que foi muito importante, pois o dia estava quente.
O percurso pela Tapada é bastante
corrível, tirando uma ou outra parede mais típica, sem as quais este tipo de
provas não teria tanta piada. Aliás, o Raide à Tapada de Mafra, em 2013, foi,
até ao dia de hoje, um dos meus trails mais rápidos, com 02h29 para completar 21km.
E o GNR Trail repetiu vários troços desse trajecto, o que foi bom para recordar
esta zona que se tornou tão querida para mim.
Já da subida pouco inclinada, mas
interminável, aos 14km é que não tinha saudades nenhumas! Mas lá se foi
fazendo, um bocadinho “vamos correr só até àquela árvore ali” e outro bocado a
caminhar “à trail”.
No entanto, já quase a chegar à
meta, ganhei asas na travessia pelo interior da Escola de Armas e fiz os últimos
500 metros a uma velocidade de 4:20min/km. (Só para os meus amigos sem fé que
comentaram este post verem que também consigo correr a esses ritmos, se quiser!
Eu é que não quero… J
)
Este Domingo já foram precisas
2h30 para fazer os pouco mais de 18km, mas foi uma manhã divertida e bem
passada. E, já que estava por ali, claro que o dia tinha de terminar na praia.
Uma praia na Ericeira que, nesta altura do ano, estava praticamente sem
ninguém. Em duas horas de terapia solar e aquática, só lá apareceram mais duas
ou três pessoas… Perfeição. J
Caso tornem a haver novos GNR
Trail, é um evento que aconselho vivamente. De cariz solidário e mais familiar,
mas com uma organização irrepreensível. Graças a estes eventos, já pude
percorrer os túneis da Regaleira e agora zonas da Tapada que geralmente estão
fechadas ao público. Recordo que a inscrição é gratuita, com base em géneros
cuja lista de necessidades mais urgentes é previamente afixada. Acreditem que
contribuem, mas saem de lá a achar que os grandes beneficiados são vocês, por
viverem estas experiências.

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