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13 de julho de 2012

Crónica do peso, corpos atléticos e o desafio da salada

Ontem, depois da corrida, fui pesar-me.


Tinha até posto uma cruzinha na mão, para não me esquecer. Pôr um lembrete no telemóvel, o que é isso?! Eu ainda sou muito da velha guarda. :)

Pois bem, a última vez que me tinha pesado foi em Janeiro, quando fui a uma consulta no meu centro de saúde, onde as simpáticas enfermeiras fazem sempre questão de assinalar o meu peso e verificar a minha tensão. Na altura, contava com 58,5kg e ontem:



58,4kg. Menos 100 gramas! Acho que mereço o troféu de Miss Manutenção, já que manter o meu peso tem sido  meu objectivo desde já há alguns meses. E tudo isto sem ter balança em casa nem me pesar com regularidade.
Melhor ainda:



Está tudo dentro dos valores normais. Claro que tudo isto é muito relativo e varia bastante de pessoa para pessoa. Tenho amigas com a mesma altura que eu (que, já agora, é 1,66m e não 1,65m como a máquina achou, provavelmente devido à minha habitual postura corcunda) que pesam 53kg e estão muito bem e outras que pesam acima de 60kg (como eu já pesei) e estão bem também. Tem muito a ver com o tipo de corpo e por isso é que acho que uma pessoa basear-se apenas no número que a balança nos mostra pode ser enganador e frustrante.

Além disso, já passei por várias fases, desde mais magrinha a mais gordinha que, embora nunca tendo sido extremas, eram sempre alvo de críticas. Como andei no atletismo quando era criança, sempre fui magrita e mantive-me assim até cerca dos meus 15, 16 anos. Era a magricela, trinca-espinhas, Olívia Palito... tudo coisas que uma adolescente "adora" ouvir ao crescer... Depois, a partir dos meus 16 anos, já não fazia assim tanto desporto e comecei a engordar um bocadinho. Ressalvo aqui que nunca fui o que se pode considerar "gorda", o máximo que pesei foi perto de 66kg, no entanto, comecei a ouvir "Estás a ficar gordinha", "Vê lá se tens cuidado com o que comes", e, o que leva o prémio: "Vê lá que ainda ficas como a tua mãe"... Aqui tenho de fazer um parêntesis: a minha mãe ficou mais gordinha depois de ter o meu irmão. Como foi atleta em nova, manteve a genica e as pernas invejáveis, mas a verdade é que tem o peso acima do que deveria ter. No entanto, é linda e é, bom, é a minha mãe! Por isso imaginam como fiquei quando ouvi isto, sobretudo vindo de alguém mais velho da família. Como sou uma pessoa educada, não lhe disse: "Ouve lá ó imbecil, a minha mãe é linda e se ficar como ela não é problema nenhum, entendido? Palhaço". No entanto, fiquei como nos livros de banda desenhada, em que se vê a personagem a ficar vermelha de raiva e a começar a deitar fumo, como um vulcão prestes a entrar em erupção. Tentei manter a classe na minha resposta, mas o desagrado ficou implícito.


Em relação a comentários menos agradáveis há que ter em conta:
- São feitos por pessoas de quem gostas e de quem tens a opinião em conta?
- São feitos devido a genuína preocupação?
Ou, por outro lado:
- São feitos à laia de falta de assunto? Tal como se poderia dizer "Tem estado calor", diz-se "Engordaste!" (Não sei se é uma coisa cultural, mas isto acontece, já repararam?)
- São feitos por pura mesquinhez? Infelizmente também há disso.

E depois age de acordo com isso. Mas o importante é o que tu achas. Aquela frase feita da Matinal: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?", é bem verdade. Se te respeitares os outros também te respeitam.

Tudo isto para dizer que é impossível agradar a toda a gente, independentemente do nosso tamanho. Neste momento, apesar do meu corpo estar longe de ser perfeito, sinto-me confortável com ele como nunca me senti, porque está saudável, é funcional e permite-me fazer coisas que antes achava muito difíceis. Provavelmente outras pessoas dirão que está muito magro/gordo/flácido/seco... estão a ver o filme? Mas eu gosto. Claro que acho que posso sempre melhorar uma coisa ou outra, mas levou-me muitos anos a chegar a este ponto de aceitação e estou muito contente com isso.
O meu objectivo próximo vai ser tentar ganhar mais um bocadinho de massa muscular, já que a parte cardiovascular está bem encaminhada (amanhã, treino matinal de 12km - Plano Meia Maratona). Isto significa mais pesos e repetições... secaaaa!


E agora, já que falámos de peso, quero aqui deixar a minha contribuição para a batalha de saladas da Diana.



Resolvi fazer uma salada de salmão fumado, requeijão magro e espinafres, para mostrar que uma salada também pode ter os nutrientes necessários para deixar alguém que pratica desporto bem alimentado (eu comi isto ontem ao jantar depois do treino e não fiquei com fome).

Como não faço ideia das calorias que a salada terá, vou ser automaticamente desqualificada! :) Pelo que pesquisei na net, penso que não ultrapassará os as 250 calorias pedidas, mas não posso confirmar. No entanto, com o sugestivo nome de Almofadinhas de Requeijão sobre uma cama de Espinafres penso que estou na linha da frente para o prémio de título mais piroso poético! Aqui vai:



Almofadinhas de Requeijão sobre uma cama de Espinafres

Ingredientes:
  • 4 fatias de salmão fumado
  • 100 ou 150 gramas de requeijão magro (a embalagem era de 200 gramas mas não usei toda)
  • espinafres
  • 4 ou 5 tomates-cereja
  • uvas para decoração
  • tempero a gosto (eu usei sal, pimenta e alho em pó)

Modo de preparação:

1- Picar umas poucas folhas de espinafre, que deverão ser misturadas com o requeijão já previamente temperado (podem optar por não temperar, se preferirem):

2- Colocar uma colher de sopa cheia do preparado anterior sobre uma fatia de salmão fumado e enrolar com o formato de búzio (eu enchi duas almofadinhas com este preparado e as outras duas apenas com requeijão)

3- Colocar as almofadinhas sobre uma camada de espinafres e decorar com os tomates-cereja e as uvas.

4- Comer!


Acho que ficou uma salada muito boa (eu gosto bastante de requeijão e salmão fumado) e é fácil e rápida de fazer.



Aqui está a minha contribuição Di, espero que gostes. Mesmo que exceda as calorias, gostei de participar. E, sobretudo, de comê-la.



Para entrarmos no fim-de-semana em grande, deixo-vos com o link para a galeria de fotos da ESPN - Bodies We Want 2012, em que são retratados vários atletas olímpicos, que mostram porque fazer desporto é saudável... Exemplos:


Para as meninas
Carlos Bocanegra - soccer player.

Para os meninos
Ronda Rousey - martial arts.

Nota: Pode não ser "seguro" ver no local de trabalho.

Gostei sobretudo por mostrarem a beleza de todos os tipos de corpos atléticos, inclusive daqueles que em princípio não seriam considerados sensuais, mas que se revelam em fotos extraordinariamente bonitas (ver o caso da lindíssima atleta paraolímpica).

Venham os Olímpicos!


Bom fim-de-semana.




12 de julho de 2012

À mesa

Antes de avançar para o post do dia, olhem-me bem para esta imagem.

WOW!

"The Portuguese Carlos Sá (...) finished in the 4th place at the 27ª Marathon des Sables,
being the best non-African and the best European athlete". Daqui
Trail ao seu  melhor estilo.


Até me inspira para acordar mais cedo amanhã e ir correr para junto das cascatas do rio Tejo. (O rio Tejo aqui já na zona de Lisboa é fértil em cascatas, não sabiam?;) ) Na verdade, inspirou-me para correr na terrinha, quando lá for passar uns dias em Agosto. Já que vou ter de correr com 36º à sombra e acima dos 800 metros de altitude, ao menos sei vou fazê-lo junto a umas paisagens de cortar a respiração. Portanto, aquela foto sou eu daqui a um mês. Vou é andar a saltitar entre pedrinhas da ribeira com 15 centímetros de altura e não um fosso entre rochas enormes junto a uma cascata, mas é praticamente o mesmo.

Exercício de hoje:
- 0km de corrida ( só amanhã).
- exercícios com o elástico de que vos falei ontem, durante os quais me senti muito estranha. É daqueles exercícios em que sabemos que há um objectivo mas durante a execução não vemos bem qual... Parece-me que amanhã vou sentir os efeitos, vamos a ver.



Mas vamos à comidinha. As bolachas de ontem foram uma das minhas primeiras experiências no mundo dos "no bake cookies". Ou seja, bolinhos que não precisam de ir ao forno.



Porque eu gosto de comer mas não gosto de perder muito tempo a fazer as coisas, por isso se puder cortar um ou dois passos do processo, melhor ainda! Assim sendo, a receita em que me baseei foi esta: Chocolate Peanut-Butter No Bake Cookies.


Como não tinha o cacau, fiz só mesmo de manteiga de amendoim. (A segunda receita com manteiga de amendoim no espaço de uma semana, acho que estou a ficar com um problema sério...).
Além disso, não pus as 2 chávenas de açúcar da receita original, nem tanta manteiga como a sugerida (acho que era demasiado, sobretudo tendo em conta que ainda estava a recuperar do "sugar coma"), pus apenas 2 colheres de cada e quem quiser pode perfeitamente excluir o açúcar, que não se nota a falta.

O modo de preparação é levarmos todos os ingredientes a ferver durante um minuto, excepto a aveia, que só se junta no fim. Depois, fazemos pequenos montinhos e deixamos arrefecer.

Sublinho o pequenos porque é muito importante. Reparei que as bolachinhas mais pequeninas ficam com uma consistência melosa, quase como um nougat, mas se as deixarem muito grandes ficam moles. Algumas das que fiz ficaram muito grandes, por isso as melhores foram as que ficaram para o fim, quando já havia pouca massa e fiz montinhos mais pequenos.



Para primeira experiência não ficaram más! Para a próxima junto também bocadinhos de chocolate e faço bolachinhas mais pequeninas.

Já agora, a aveia que costumo comprar é esta:



É das melhoras aveias que vão encontrar por um preço tão baixo (€0,59 por 500 gramas!). Vende-se no Lidl. Agora só peço que não esgotem o stock do Lidl ao pé de minha casa, está bem?


Já fizeram algum tipo de bolos "no bake"? Que acharam?



E agora deixo-vos com uma das razões porque disse ontem que o José Luís Peixoto é um escritor de que gosto muito (para além de ter descoberto que também corre, o que só o fez ganhar em charme!):

"na hora de pôr a mesa éramos cinco:
o meu pai,a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco."


Na minha mesa seremos sempre 4.



Hã?, que maneira mais sentimental de terminar um post sobre bolachas... :)


Até amanhã!


6 de julho de 2012

A semana sem fim e a manteiga de amendoim*

Ontem estava KO de manhã, por isso não consegui levantar-me mais cedo para correr. Aproveitei  o intervalo que tenho à tarde, entre o sair do trabalho e ir para a FIA, de onde já saio muito tarde, para ir fazer os 8km do dia. Geralmente aproveito esse bocadinho para fazer o jantar (e almoço do dia seguinte) e para vir à net, claro. Mas ontem não foi possível. Felizmente a feira acaba já este domingo e para a semana os níveis de stress já devem regressar à normalidade (baixos, com picos de médio-alto dependendo da situação ou da pessoa com que lido).

Treino de ontem:
- Tarde
- Sol
- Distância: 8km
- Jogging
- Bpm médio: 150
- Calorias: 485


Tem sido bom retornar ao jogging, embora também seja causa de stress porque esta semana não tenho tempo para correr devagar e este plano que estou a seguir agora para a Meia Maratona (vamos ver quantas vezes vou fazer referência à Meia Maratona nos próximos tempos, vão contando!) obriga-me a isso.



Mas hoje não estou aqui para falar do plano de treinos (ainda), mas sim das barrinhas que fiz, inspirada pela Joana. No início da semana pensei fazer umas barrinhas para poder levar na mala e comer entre deslocações, porque estar sempre a comprar comida, sobretudo no recinto da FIA, fica caro. E, num momento de inspiração culinária pouco habitual em mim, resolvi que era o dia de experimentar as famosas barrinhas.
Primeiro: Vou para a cozinha cheia de vontade. Segundo: Começo a vasculhar os armários à procura dos ingredientes. Terceiro: Não tenho quase metade das coisas que são necessárias. Boa! (ou #%%&/?=&!!). No entanto, tinha a aveia, os flocos de trigo, as sementes de sésamo, as passas e o mel. Não tinha frutos secos mas tinha manteiga de amendoim com pedaços de amendoim (praticamente o mesmo) e arrisquei.
Sendo assim, a receita das minhas barrinhas muito improvisadas foi:
- 1 chávena de flocos de aveia
- 1/4 chávena de flocos de trigo (esmagados)
- 2 colheres de sopa cheias de sementes de sésamo
- 1 mão-cheia de passas (mão-cheia é um termo culinário, não é?)
- 3 ou 4 colheres de sopa bem cheias de manteiga de amendoim com pedaços
- 2 colheres de sopa de mel
- canela a gosto
Passo 1:
- Misturar todos os ingredientes secos e adicionar a canela
Depois de ter feito esta mistura pensei que também seria muito boa para guardar num frasco e utilizar ao pequeno-almoço, para comer com iogurte ou leite. Fica para a próxima.
Passo 2:
- Adicionar o mel e a manteiga de amendoim e amassar bem. Eu resolvi manter o mel da receita original porque a minha manteiga de amendoim não é doce. Se tiverem uma que leve mais açúcar acho que podem dispensar o mel.
Passo 3:
- Dispor bem compactado numa travessa e levar ao forno durante 25 minutos.
Como estava tudo a correr muito bem, depois nesta parte distraí-me um bocadinho e deixei passar do tempo. Foram só uns minutinhos e não chegou a queimar, mas não sei se foi por isso que ficaram um pouquinho secas e depois, ao cortar, partiram-se um bocado.
Uma amostra depois de uma dentada:


Resumindo: Joaninha, apesar de não terem ficado tão bonitas como as tuas, estavam óptimas! Obrigada pela inspiração! E são um perigo porque, apesar de ter feito pouca quantidade (deu para 10 barrinhas) são viciantes e estava sempre a ir buscá-las para só mais uma trinca.
E agora perguntam-me como e porque é que me lembrei de utilizar manteiga de amendoim nesta receita? (Referência -indirecta- nº 2 à Meia Maratona): Porque a manteiga de amendoim é rica em hidratos de rápida absorção, o que é bom para dar energia antes de um treino intenso! Às vezes já a utilizava nas minhas torradas antes da corrida matinal, mas assim sempre vario um bocadinho.
Desta remessa já só restam 2, mas pode ser que daqui a uns tempos desperte novamente um chef em mim e faça mais, até porque não dão muito trabalho (factor culinário essencial no meu livro de receitas).
Em relação ao restante exercício físico, esta semana não deu para aproveitar as minhas máquinas de manutenção gratuitas mas para a semana vou aumentar o nº de séries. Entretanto, tenho feito pranchas like a boss - 2:24 minutos hoje!
E agora deixo-vos com esta imagem que uma amiga partilhou no facebook e que eu achei linda!
:)

É bem verdade e identifico-me completamente, tartaruga e tudo. (-> Quase que podia fazer agora a referência nº 3 à Meia Maratona, mas vou deixar para depois...)
Bom fim-de-semana!
* Rima não propositada