10 de junho de 2015

A(s) minha(s) Estrela(s) - Lenda e Realidade

"Esta é a história de um pastor pobre que vivia numa aldeia triste e tinha por única companhia um cão. Este pastor fitava o horizonte e o seu coração enchia-se de esperança de um dia viajar para além das montanhas que envolviam a sua aldeia. Uma noite de luar em que o pastor olhava o céu estrelado, desceu até ele uma estrela pequenina com um rosto de criança que lhe falou do seu desejo. Estava ali por vontade de Deus, para guiar o pastor para onde este desejasse ir. A partir de então, a estrela nunca mais abandonou o pastor, sorrindo-lhe do céu noite após noite. Até que veio o dia em que o pastor tomou a decisão de partir e chamou a estrela. Os velhos da aldeia abanaram as suas sábias cabeças a tamanha loucura. O pastor partiu e caminhou durante intermináveis anos. O seu cão não aguentou a dura jornada e ficou pelo caminho, marcado por um sinal de pedra. O pastor chorou e continuou em busca do seu destino, envelhecendo junto com a estrela até que um dia chegaram ao seu destino, à serra mais alta, a que ficava mais perto do céu e ali ficaram juntos. O rei da região mandou-lhe emissários com promessas de poder e fortuna em troca da estrela. O pastor respondeu-lhe que a estrela não era dele mas do céu e que nunca a abandonaria. A lenda diz que ainda hoje da Serra da Estrela é possível ver uma estrela que brilha mais do que as outras, de saudade e de amor por um pastor."

Lenda da Serra da Estrela




Esta é a história de uma menina pobre que vivia numa cidade triste e tinha por companhia os seus sonhos. Esta menina fitava os prédios que lhe encobriam o horizonte e o seu coração enchia-se de esperança de um dia viajar para a montanha mais alta e abraçar o infinito. Uma noite, enquanto navegava na Internet, descobriu a prova que lhe permitiria realizar o seu desejo. Estava ali, o OMD, para guiar a menina nesta conquista da sua Estrela. A partir de então, o sonho nunca mais abandonou a menina; iria conquistar não uma, mas setenta estrelas, e essa expectativa sorria-lhe nas noites antes de dormir e nas horas vagas do trabalho. Até que veio o dia da partida e a menina quase que chamava o Gregório com o nervosismo. Os velhos do Restelo abanaram as suas sábias cabeças a tamanha loucura. A menina partiu e correu durante intermináveis horas. Quase que não aguentava a dura jornada e temeu ficar pelo caminho, quando tropeçou numa rocha e bateu com os joelhos. A menina sentou-se nessa exacta rocha e chorou, de cansaço, exaustão, mas depois parou, olhou em volta, e seguiu o seu destino, envelhecida em físico mas de espírito renovado, até à meta mais desejada, a mais perto do céu, onde finalmente se reuniu com as suas 70 estrelas. Foi já de noite que ela chegou, entre fotos e sorrisos de desconhecidos, outros parceiros de jornada e companheiro de luta, que entendem que poder e fortuna era aquele momento. Parabéns, diziam eles e ela respondia que as estrelas não eram verdadeiramente dela, mas agora nunca mais a abandonariam. Esta história diz que ainda hoje, da Serra da Estrela, é possível ver a Constelação 70K, que brilha mais do que as outras, de saudade e de amor por uma menina.


História Real de uma Finisher do OMD 70k

6 de junho de 2015

OMD

"Os pés lá vão onde quer o coração." - Provérbio português.


Neste momento, se tudo correr bem, estou atrás das minhas primeiras 70 estrelas... Na "minha" Serra, a que está mais próxima do céu.

Espero que a sabedoria popular esteja certa e os meus pés (pernas) não falhem, porque o meu coração, esse, quer muito.

Um abraço do tamanho da montanha. (Aproveitem, e dêem-me um empurrãozinho na subida!)

2 de junho de 2015

Kms de Maio e o galanço das t-shirts

Contagens do mês de Maio

- Distância:  199* km  ( 18 actividades)
* Mas porque é que não fiz mais 1 quilómetro para arredondar para 200, porquê??? Estou que nem posso... (#ocd)
   . em estrada: 113.4
   . em trilhos: 85.6
- Horas a correr: 27:54:14
- Ganho de elevação total: 4276  metros

(Total ano: 1020.5 km)

Kms a pedalar: 25,5 (1 actividade)

E eis que em 5 meses atingimos a belíssima contagem de 4 dígitos em quilómetros, bem na média dos habituais 200km/mês. Tenho de começar a apontar também os quilómetros pedalados que, apesar de terem sido fraquinhos este mês, têm vindo a ser cada vez mais significativos e complementares para a minha corrida, embora a um nível ainda ligeiro e recreativo.

O Galanço das T-shirts

No treino de ontem passei por um homem que levava uma t-shirt da mesma corrida que eu e isso foi suficiente para ficarmos automaticamente os melhores amigos de sempre (só naquele exacto instante). Ou seja, olhámos, rimos e acenámos, o que é quaaase a mesma coisa que "BFFs".

Engraçado este galanço de t-shirts de que só me comecei a aperceber melhor ultimamente. Cada vez se vê mais gente a treinar com as t-shirts das provas, o que contribui para uma distracção extra naqueles dias em que correr está difícil... Eu não sou excepção a esta proliferação. Com tanta t-shirt de provas em que participei é raro precisar de comprar mais algumas. (Se não têm t-shirts para correr, é porque não participam em provas suficientes!)

Ao início estranhei o olhar que ia automaticamente da cara para o peito, ou vice-versa... Não sendo eu uma versão Baywatch avantajada da corrida e visto que os olhares vinham também de outras raparigas, demorei algum tempo a perceber que me estavam a medir a t-shirt que tinha vestida.
Ainda me lembro há uns meses quando passei a correr e outro atleta ergue o polegar e me diz "Boa prova!" e eu, que corro rápido mas não tanto ;), vi logo que ele não podia estar a confundir o meu treino com uma competição e aí percebi que se estava a referir ao TNLO, t-shirt que trazia vestida na altura.

Desde aí tenho também prestado mais atenção às indumentárias e, depois de uma cuidadosa observação (olhares esquivos em 2 ou 3 treinos), constato o seguinte:
- As t-shirts mais usadas são as das Meias Maratonas das Pontes: Vasco da Gama e 25 de Abril. Do ano passado e anos anteriores.
- A Corrida do Tejo também tem grande representação (acho que o pessoal acha piada a correr de dorsal integrado).
- Aqui há uns anos valentes (se não me engano, 2005) existiu uma corrida da RTP que ofertava uma t-shirt de algodão da Adidas que ainda hoje é usada por alguns resistentes (já vi versão laranja e versão branca).
- Vejo poucas t-shirts de trails.

Na semana passada passei por um homem que tinha uma t-shirt do GTSA amarela que eu desconhecia e fiquei: "mas quem é o senhor e em que ano foi à Serra d'Arga e porque é que não me avisou da existência desta prova logo na primeira edição??!". Tudo questões pertinentes que ficaram sem resposta porque não fiz esta pergunta em voz alta, como é óbvio. Embora tenha ficado a olhar para a t-shirt, virando inclusive o pescoço quando o homem passou, para ver a parte de trás. Ou seja, eu estava a galar uma t-shirt da mesma forma que os homens fazem quando passa uma rapariga jeitosa. :)

Digam-me que também fazem o mesmo... (Com as t-shirts, não com as raparigas/rapazes jeitosa/os).