6 de novembro de 2015

De volta

Foram 4 dias, 4 etapas, 5 albergues, 2 bolhas, 6 quilos às costas e 129 quilómetros.
Marco do Caminho.
Sempre a caminhar, por cidades, vilas e inúmeras povoações.
A chegar a Rates.
Uma noite a dormir mal e as restantes a adormecer em vinte segundos (não é exagero).
Amanhecer em Ponte de Lima.
Peregrinos (muito poucos) portugueses, espanhóis, holandeses, um polaco, um irlandês. Conversas em inglês sobre o caminho de cada um e opiniões sobre a melhor forma de rebentar uma bolha. Pessoas com quem falamos e nem chegamos a saber o nome.
Pormenor Albergue de Barcelos.
Albergues que são a nossa casa por um dia e que abandonamos no outro.
Entrada do Albergue de Ponte de Lima.


Pormenor Albergue Mosteiro de Vairão.
Caminhar sempre. Mais depressa, mais devagar, às vezes com dores, outras a cantar.
Nas margens do Labruja.
 Pode haver dúvidas momentâneas, mas não há engano na direcção a seguir. Os Caminhos de Santiago são a "prova" com o percurso mais bem assinalado de todas.
É só seguir as setas amarelas e/ou as vieiras.
 Alguns choradinhos, muitas gargalhadas e Menus do Peregrino sempre que possível. Encontros e desencontros. Assim é feito o Caminho.
 
Desta vez percorreu-se apenas a parte portuguesa, com uma ligeira visita a Tui, na margem espanhola, frente a Valença do Minho. Porto-Vairão-Barcelos-Ponte de Lima-Valença, foram as etapas.
Devido a indisponibilidade de tempo não foi possível fazer tudo seguido até Santiago. Essa será a segunda parte, a realizar assim que possível. Ficam a faltar mais ou menos o mesmo número de quilómetros, mas em Espanha.
Rio Minho - Fronteira natural.
Como vos tinha dito, ainda não conhecia a etapa Porto->Valença do Caminho Central Português. Gostei muito, embora ache que a melhor parte seja mesmo a partir de Barcelos e, especialmente, depois de Ponte de Lima, com a Serra da Labruja. A saída do Porto é uma parte difícil e desagradável, com muita estrada e zonas industriais, como seria de esperar numa grande cidade. No entanto, passamos por zonas lindíssimas que não conheceríamos numa viagem de turismo normal.
À chegada a Barcelos.
Algumas dessas zonas fui partilhando em fotos no Instagram, depois colocarei mais aqui. Fiquei apaixonada por Barcelos e gostava de ter tido tempo de conhecer melhor Ponte de Lima (essa foi uma etapa difícil, em que chegámos ao albergue já por volta das 17h e quase de noite).
A Ponte sobre o Rio Lima, em Ponte de Lima
Vi muito poucos peregrinos e, nos primeiros dois dias, só mesmo quando chegava aos albergues. Em relação ao que já conhecia, acho que em Espanha se vive mais o espírito do Caminho, mas pode também ter a ver com a época. Relativamente à meteorologia, acabou por ser excelente, já que só apanhámos chuva no Porto e nos restantes dias afastámo-nos da tempestade que parece que assolou o sul do país.

Última etapa, e a Serra espreita.
Nos próximos dias falarei mais um pouco de cada uma das etapas.
Diário de Bordo: apontamentos do Caminho.
(Como podem ver, o "running" está sempre comigo :))
Entretanto, já voltei aos treinos. Na última etapa, depois de Ponte de Lima, passámos por uns quantos atletas a correr e, na altura, invejei a leveza de quem não tinha de andar com a casa às costas. Na quarta-feira, quando regressei aos treinos, parecia que ainda trazia comigo a mochila com 6kg... Incrível como se perde a forma! Mas para a frente é o Caminho. :)
Credencial carimbada ao longo do percurso.
Cada carimbo é uma memória.

Bom fim-de-semana!


28 de outubro de 2015

Buen camino!

Uma das poucas coisas que não gosto nesta época é, sem dúvida, a mudança horária, que, aliada às cada vez menos horas de sol, faz com que os meus treinos de final de dia sejam sempre "nocturnos". Uma coisa boa é, por vezes, poder correr sob luares magníficos às sete da tarde.
ERA magnífico, juro... Mas na câmara do telemóvel encolheu umas cinco vezes.
Ontem fiz aquele que será, em princípio, o meu último treino do mês. Como alguns de vocês adivinharam, a minha próxima aventura será o Caminho de Santiago.
Segue as setas!
Vou voltar e conhecer uma parte do Caminho Central Português que ainda não conheço. Não é corrida, mas uma média de 25-26km de caminhada por dia vão manter-me bastante activa.
Entretanto, a pedido de várias famílias (ok, foram só duas pessoas...) vou tentar manter um registo fotográfico do percurso.
Como, às vezes por falta de tempo, ou história, para escrever a crónica que as acompanha, há muitas fotografias tiradas em treinos e provas que ficam por partilhar, resolvi criar uma conta no Instagram para guardar alguns desses momentos.
Já lá pus algumas fotos de paisagens mete noj... lindas! :)
Tentarei partilhar algumas durante o Caminho, caso as condições climatéricas e o wi-fi nos albergues sejam favoráveis. Caso entre em retiro das redes sociais (o mais provável), quando voltar espero ter boas imagens, e respectivas histórias, para mostrar e contar.
Agora, vou ali criar memórias e já venho! Até breve.
Bom Caminho ->


26 de outubro de 2015

Novos companheiros de asfalto e a próxima aventura


Lembram-se de ter referido que andava com uma moinha no joelho direito depois dos treinos? Como nos últimos dois treinos antes de Arga, e no dia da própria prova, essa dor não se manifestou, pensei que tivesse sido alguma dor "fantasma", psicológica, do nervoso pré-prova. No entanto, mal voltei aos treinos, lá estava ela novamente. Foi então que comecei a pensar que talvez pudesse estar relacionada com o calçado. Não podia ser por acaso que a moinha só se manifestasse após os treinos em que não estava com os ténis de trail.
Tenho dois pares de ténis de estrada, sendo que os primeiros já têm, literalmente, milhares de quilómetros nas solas, uma vez que foram comprados em 2012, quando treinava para a minha primeira Meia Maratona, e os segundos, embora mais recentes, não ficam muito atrás em quilometragem. Embora, na minha opinião, aquilo que habitualmente é  indicado como limite de vida útil de uns ténis - 600-800km, pelo que tenho lido - seja um exagero de marketing  (e, dessa forma, teria de comprar três pares ou mais por ano, o que está fora de questão), a verdade é que já estavam muito gastos e, quer a moinha fosse resultante do calçado ou não, já estava na hora de comprar uns ténis novos. Desconforto = hora de investir.
E foi assim que surgiram os Mizuno Wave Maverick 2 nos meus pés.

Razão número um da escolha: estavam com 40% de desconto. Razão número dois: não são os meus fiéis asics, mas são igualmente nipónicos. Razão número três: achei-os extremamente confortáveis a primeira vez que os experimentei e continuo a achá-los agora, cerca de 80km depois. Têm a estabilidade necessária à minha pronação, mas sem serem demasiado pesadões, e sinto-me a pisar nuvens sempre que os calço. Nem precisei de trocar de palmilhas, o que às vezes tenho de fazer devido à pouca curvatura no arco dos pés. E, ainda é muito cedo para dizer mas, como têm tecido reforçado, parecem-me mais resistentes a rasgões (geralmente, ao fim de um ou dois meses de uso, rasgo sempre alguma costura de lado ou rompem-se à frente).


Devia era ter-me lembrado de tirar uma foto quando eles ainda estavam novinhos e limpos... Para compensar, uma tentativa de foto artística com a lua (e centenas de mosquitos a voar) no horizonte:

Catálogos de running, não fiquem com inveja da minha criatividade fotográfica. :)

Não sei se foi efeito placebo, provavelmente não, mas a verdade é que desde que comecei a correr com os ténis novos nunca mais tive essa moinha depois do treino. Espero que se mantenha assim, que tenho muito a recuperar até ao final do ano.


Entretanto, quem adivinha qual será a minha próxima aventura?



Uma dica: não é corrida, mas envolve percorrer muitos quilómetros...


Boa semana!