Antes de avançar para os treinos e provas de Fevereiro, não queria deixar em branco um treino especial que houve ainda em Janeiro. E digo "especial", porque voltei a um local onde não tinha sido muito feliz e enfrentei os fantasmas.
Como sabem, a minha última (e também primeira) visita à Serra de Montejunto não tinha corrido muito bem. Não por culpa do local, que é bem bonito, mas por coisas que, pronto, vocês sabem que por vezes acontecem em provas. Bati num muro monumental, rebentei, levei uma marretada... Basicamente, faleci. Sim, foi isso que aconteceu. :) E, na altura, sendo a última prova antes do OMD, foi um grande abalo na minha confiança.
Mas bom, não podia deixar que as últimas memórias de tal local fossem essas, não é verdade?
Então, e apesar de Montejunto não ter sido a primeira opção, numa manhã fria, mas limpa, de Inverno, voltei ao local "do crime" para salvar a honra da casa.
Como, tirando o percurso da prova, não conhecia os trilhos daquela serra, deixou-se o carro junto ao Quartel da Força Aérea e tentámos recriar algumas partes do trajecto.
O dia estava ventoso e a serra é bastante exposta, valha-nos os tubos/buffs de oferta em várias provas: um para proteger as orelhas e outro para proteger o pescoço, e siga.
Logo à primeira vista, Montejunto tem uma vantagem em relação a Sintra, local habitual dos meus longos: tem maior altitude. 660 metros no seu topo. Claro que o ganho de acumulado não depende apenas disso mas QUERIAS TREINAR SUBIDAS, NÃO QUERIAS?! Agora toma! Pelo menos aqui não conheço o caminho que me espera e vou na inocência, o que às vezes ajuda.
Continuo tão fraquinha, tão fraquinha nas subidas... Mas bom, isso são histórias para outro dia. No entanto, de falta de boa-vontade não me podem acusar. :)
Os trilhos de Montejunto são bastante pedregosos, mas de vez em quando lá se seguia um estradão, para variar. Um desses estradões, levou-nos até à Torre de Vigia.
Nesse sítio, junto ao marco geodésico, tem-se um belo miradouro natural.
Sem track e sem grandes conhecimentos dos trilhos, acabámos por nos guiar maioritariamente por algumas marcações e percursos definidos
mas, também, por fitas, algumas já visivelmente gastas do tempo e outras recentes, deixadas por anteriores provas!!! A sério, havia imensas...
Será que não recolhem as marcações a seguir aos eventos? É que eram demasiadas para ser só uma ou outra esquecida por lapso. Uma serra tristemente cheia de retalhos.
Montejunto é, assim, uma outra opção para os treinos em serra, embora não tão acessível como Sintra. Não dá para ir tantas vezes. Porém, foi bom voltar a Montejunto. Numa época do ano diferente, num outro clima, embora desafiante de maneira diferente. Não se pode dizer que tenha sido um treino fácil, mas o objectivo de somar desnível foi atingido. E o trauma antigo também foi superado. :)
Treinos por locais diferentes acabam por ser uma alternativa nos meses sem provas, como foi o caso. Uma forma de dar a volta à rotina dos treinos, por assim dizer.
Boas corridas!



























