O ano passado, por esta altura, já andava uma pilha de nervos. Ou melhor, o ano passado, por esta altura, *a* prova já tinha sido, mas, como este ano a data foi adiada uma semana, vou reformular: o ano passado, a menos de uma semana da prova, eu era uma bomba-relógio prestes a rebentar de ansiedade.
Este ano, a vida pôs-se no caminho e os planos que tinha em termos de provas foram um pouco por água abaixo. No entanto, de uma coisa tinha a certeza: tinha de voltar à Serra da Estrela. E assim lá estarei, este sábado, para mais um dia memorável (pela positiva, espero eu!), em "casa".
Este ano, já não tenho os aleatórios picos de ansiedade a meio do dia. Este ano, já não acordo e me deito a pensar na prova. Este ano, pouco falei sobre o que espero para este fim-de-semana, aqui ou fora do blogue (o ano passado TODA a gente - família, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos que encontrava na fila do supermercado - sabia que ia correr 100 km).
Este ano, sei que nem sempre as coisas correm como a gente tinha planeado, e tudo bem na mesma. O ano passado, o OMD era *o* objectivo e tive a sorte de ter sido uma experiência incrível. Fui mesmo feliz. Este ano, espero ser feliz no OMD na mesma, mas com menos distância e menos pressão (auto-imposta). Quero namorar a serra, cada trilho, cada rocha, cada lagoa... E, se der, fazer as pazes com a Garganta de Loriga.
Apesar de não estar nervosa, pelo menos até hoje, com isto não quero dizer que esteja a encarar a prova com leviandade. Tenho muito respeito pela distância e, sobretudo, pela montanha. A montanha tem um Detector de Tretas infalível e é implacável com quem fez os mínimos. Por vezes, é implacável mesmo com quem fez os máximos, só para mostrar quem manda. Orgulho? Sobranceria? Vais estar a vomitá-los ao fim de umas horas, juntamente com os géis, barrinhas e isotónico ingeridos, se ela assim quiser.
Por isso, não vou lá para enfrentá-la. Não trabalhei o suficiente e não há como escondê-lo; assim que sentir as minhas primeiras passadas, ela vai saber. Vou lá para cortejá-la. Com sorte, pode ser que ela me ache piada e seja complacente. Senão, só tenho de me retirar de mansinho e voltar lá depois, tentar mais tarde. Mas voltar, voltar sempre. Ao contrário do que diz o ditado, a montanha nunca vem ter connosco, nós é que temos de ir ter com ela, e assim é que tem de ser.
Assim sendo, tenho feito os últimos treinos de forma serena e tentado evitar coisas sobre as quais não tenho controlo mas que são passíveis de me deixar muito nervosa, nomeadamente, o facto de no último treino longo me ter sentido horrível e sem energia (mau ensaio geral significa boa estreia, não é??) e o tempo. Evitei consultar sites meteorológicos nos últimos dias, portanto, como podem imaginar, foi óptimo quando hoje os noticiários começaram a anunciar as altas temperaturas para o final de semana... Dispensava esta informação que me deixa bastante apreensiva, mas, lá está, não posso fazer nada quanto a isso, por isso vou tentar não pensar muito.
Entretanto, posso dizer que estamos só em inícios de Junho mas o meu bronze de atleta já está bastante aprimorado.
Este ano, as provas parecem ter um percurso mais semelhante ao de 2015. O ano passado, como sabem, devido a alterações de última hora, as duas provas maiores tiveram de passar duas vezes na Torre, o que para mim não fez muito sentido. A chegada à Torre é icónica, uma vez é suficiente. Este ano a subida à Torre fica reservada para o pós-Alvoco, o que retira um pouco de distância e desnível aos 100 km+, mas nada de muito significativo.
Mas bom, desta vez deixo esse desafio para outros, para mim já será desafio suficiente tentar apelar ao coração da montanha. Só lamento não fazer a parte nocturna, já que foi o que mais gostei (e sempre escapava ao sol durante um bocado).
Agora que terminei esta crónica sobre o assunto, se calhar estou a ficar um bocadiiiinho ansiosa. Só um bocadinho. :)
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| É só retirar a neve da equação e será esta a paisagem que nos espera. |
Este ano, já não tenho os aleatórios picos de ansiedade a meio do dia. Este ano, já não acordo e me deito a pensar na prova. Este ano, pouco falei sobre o que espero para este fim-de-semana, aqui ou fora do blogue (o ano passado TODA a gente - família, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos que encontrava na fila do supermercado - sabia que ia correr 100 km).
Este ano, sei que nem sempre as coisas correm como a gente tinha planeado, e tudo bem na mesma. O ano passado, o OMD era *o* objectivo e tive a sorte de ter sido uma experiência incrível. Fui mesmo feliz. Este ano, espero ser feliz no OMD na mesma, mas com menos distância e menos pressão (auto-imposta). Quero namorar a serra, cada trilho, cada rocha, cada lagoa... E, se der, fazer as pazes com a Garganta de Loriga.
Apesar de não estar nervosa, pelo menos até hoje, com isto não quero dizer que esteja a encarar a prova com leviandade. Tenho muito respeito pela distância e, sobretudo, pela montanha. A montanha tem um Detector de Tretas infalível e é implacável com quem fez os mínimos. Por vezes, é implacável mesmo com quem fez os máximos, só para mostrar quem manda. Orgulho? Sobranceria? Vais estar a vomitá-los ao fim de umas horas, juntamente com os géis, barrinhas e isotónico ingeridos, se ela assim quiser.
Por isso, não vou lá para enfrentá-la. Não trabalhei o suficiente e não há como escondê-lo; assim que sentir as minhas primeiras passadas, ela vai saber. Vou lá para cortejá-la. Com sorte, pode ser que ela me ache piada e seja complacente. Senão, só tenho de me retirar de mansinho e voltar lá depois, tentar mais tarde. Mas voltar, voltar sempre. Ao contrário do que diz o ditado, a montanha nunca vem ter connosco, nós é que temos de ir ter com ela, e assim é que tem de ser.
Assim sendo, tenho feito os últimos treinos de forma serena e tentado evitar coisas sobre as quais não tenho controlo mas que são passíveis de me deixar muito nervosa, nomeadamente, o facto de no último treino longo me ter sentido horrível e sem energia (mau ensaio geral significa boa estreia, não é??) e o tempo. Evitei consultar sites meteorológicos nos últimos dias, portanto, como podem imaginar, foi óptimo quando hoje os noticiários começaram a anunciar as altas temperaturas para o final de semana... Dispensava esta informação que me deixa bastante apreensiva, mas, lá está, não posso fazer nada quanto a isso, por isso vou tentar não pensar muito.
Entretanto, posso dizer que estamos só em inícios de Junho mas o meu bronze de atleta já está bastante aprimorado.
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| Sexy... |
Este ano, as provas parecem ter um percurso mais semelhante ao de 2015. O ano passado, como sabem, devido a alterações de última hora, as duas provas maiores tiveram de passar duas vezes na Torre, o que para mim não fez muito sentido. A chegada à Torre é icónica, uma vez é suficiente. Este ano a subida à Torre fica reservada para o pós-Alvoco, o que retira um pouco de distância e desnível aos 100 km+, mas nada de muito significativo.
Mas bom, desta vez deixo esse desafio para outros, para mim já será desafio suficiente tentar apelar ao coração da montanha. Só lamento não fazer a parte nocturna, já que foi o que mais gostei (e sempre escapava ao sol durante um bocado).
Agora que terminei esta crónica sobre o assunto, se calhar estou a ficar um bocadiiiinho ansiosa. Só um bocadinho. :)































